Acordo Mercosul-União Europeia: novo Plano Real piorado

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Repeteco tucano

O Plano Real, que acaba de fazer 25 anos, nasceu para vencer inflação e ganhar eleição.

Os tucanos sobrevalorizaram a moeda, um real = um dólar, e que a indústria se virasse, emigrando para a Bolívia, como defendeu, em 1995, Gustavo Franco, um dos pais do Real.

Os salários foram reajustados pela média, enquanto os preços, pelo pico.

Na média, entre um extremo e outro, os trabalhadores, com a nova moeda, puderam comprar mais pés de frango, enquanto a classe média se fartou nos produtos importados.

Um ano depois, o sonho acabou.

Faltou dinheiro para mantê-lo.

A indústria foi para o saco, a dívida interna explodiu, o desemprego aumentou e o gás do câmbio político sobrevalorizado esvaziou, depois que FHC garantiu segundo mandado, mediante compra escandalosa de votos etc.

O Estadão, no dia seguinte à vitória da reeleição, escreveu editorial “Discurso banal”, de FHC, porque, realmente, não tinha mais nada a dizer.

Daí em diante foi pura buraqueira.

Economia e política se desorganizaram, com o governo subindo ao cadafalso do FMI para pedir dinheiro emprestado, com as benesses de Bil Clinton.

A herança fernandina do real ficou explícita: taxa de desemprego na casa dos 12%, semelhante à que vigora, com Bolsonaro, taxa Selic de 16%, depois de chegar a 48%, dívida de 600 bilhões de dólares contra 60 bilhões em 1994.

Salvou, somente, o agronegócio, eleito, graças à Lei Kandir(obra fernandina), catador de divisas externas, na exportação, para pagar os juros e amortizações da dívida, em meio à terra arrasada em que se situou a indústria sucateada.

Nova versão da dependência

Agora, chega nova versão do Plano Real, no Brasil e na América do Sul, em forma de acordo comercial Mercosul-União Europeia.

O mercado interno brasileiro e argentino, principalmente, serão totalmente liberados, produzindo mesmo efeito da moeda sobrevalorizada, para aumentar importações de manufaturados, em uma situação piorada, porque ambas as economias estão batendo biela.

Restará às novas colônias, argentina e brasileira, exportarem produtos primários e semielaborados, às custas do empobrecimento acelerado de estados e municípios, obrigados a renunciarem às receitas tributárias do ICMS, como determina a colonialista Lei Kandir, de modo a favorecer exportadores de minérios e agronegócio.

Paulo Guedes já avisou que a abertura vai ser total e mandou os espíritos menos avisados se prepararem para um desemprego adicional de mais 3 milhões de almas, somados aos 13 milhões de desempregados, aos 30 milhões de sucateados desalentados e de 60 milhões de inadimplentes.

Os tucanos, com o real, disseram, semana passada, que a inflação foi vencida, mas reconhecem que o crescimento econômico ainda não aconteceu.

Faltaria, segundo eles, aprofundar as reformas fiscais, que, como está se vendo, desde Temer e, agora, com Bolsonaro, resultam em recessão e paralisia.

Depois da contra-reforma trabalhista e da possível contra-reforma da Previdência, seria necessário sucatear os salários dos servidores.

Já, relativamente, à dívida pública, que consome 40% do Orçamento Geral da União(OGU), enquanto permanecem congelados, por vinte anos, os gastos sociais, justamente, para servir aos bancos, os tucanos nada falam.

Fracasso explícito

Pela 18ª semana consecutiva, pesquisa Focus, apurada pelo BC, junto a 100 instituições financeiras, sinaliza desastre.

O PIB não vai crescer, nem esse ano, nem no próximo, quiçá, também, em 2021, podendo entrar no bicentenário da independência nacional, em 2022, de quatro, comendo grama.

A população que se prepare, no ambiente do acordo Mercosul-União Europeia, para se abastecer nos supermercados, apenas, de produtos importados, enquanto as indústrias fecham, como aconteceu, logo depois do Plano Real.

Os europeus forçaram a barra para fechar o acordo, depois que Trump elevou tarifas de importação de industrializados, nos Estados Unidos.

Com as mercadorias, no velho continente, subsidiadas pelo governo, sobrando nos estoques, ameaçadas pela deflação, os europeus, no ambiente da guerra comercial global, vão, naturalmente, construir altar para Paulo Guedes e Bolsonaro, elevando-os à condição de santos milagreiros, enquanto, para os brasileiros se transformarão na versão do diabo.

 

 

 

Uma resposta para “Acordo Mercosul-União Europeia: novo Plano Real piorado”

  1. Não à toa venho afirmando que o país – BraZil – vem se tornando quintal, colônia, republiqueta das bananas das nações colonialistas/imperialista, sob a batuta de Uncle Sam – ” Tio Sam” (EUA.

    E tudo sob o olhar complacente, conivente da “brava gente”(ajuntamento) e da GUARDA PRETORIANA a serviço dos interesses mesquinhos, espúrios dos imperialistas.

    Sem dúvida, uma constelação de vendilhões da Pátria, mercantilistas, traidores da classe trabalhadora e do povo humilhado e ofendido.
    VERGONHA! PUSILANIMIDADE DE GENTE RELES, ESCÓRIA DO PAÍS.

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