Susto político para unir esquerda e rachar direita

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Desprendimento que faltou a Dilma pode faturar?

O grande desafio de Cristina Kirchner será unir as forças progressistas. De saída, sentiu que não alcançaria essa tarefa, jogando como cabeça de chapa, para disputar com Macri, apoiado pelos Estados Unidos e todo o mercado financeiro especulativo; preferiu abrir mão do protagonismo central, para ir de coajuvante; fez como Peron, em 1973, na chapa Câmpora-Peron, vitoriosa e, em seguida, desfeita, mediante anistia política, para o líder assumiu; não se sabe, é claro, se a história se repete ou não, mas é um engenho, cujas possibilidades estão em aberto; Cristina exercitou realismo e desprendimento político; mostrou-se diferente do modo como agiu, por exemplo, Dilma Rousseff; seu segundo mandato dividiu o PT; uns queriam ela; interessavam em descartar Lula, para, com Dilma, alçar outros voos; Rousseff insistiu no seu direito constitucional de disputar segundo mandato; as forças que defendiam Lula preferiram recuar; convenceram-se de que o ex-presidente seria pule de dez, depois de Dilma; erraram; não contaram com o golpe neoliberal de 2016, dado, tanto para derrubar o petismo dilmista, como para inviabilizar novo lulismo; Cristina Kirchner, que carrega vários processos nas costas, com o coro grosso, produzido pela experiência política, pensou e disse: não dá para mim; vou de coadjuvante, em nome da unidade política das forças progressistas, para tentar desalojar o neoliberalismo macrista do poder; dará certo?; sim e não, como é da política; indiscutivelmente, porém, abalou os adversários; estes não previram tamanho desprendimento como arma política; nem os argentinos deixaram de ficar assustados; entrou em cena, na Argentina, o susto como arma política!

 

 

CRISTINA EVITA ERRO QUE DILMA COMETEUNão é para qualquer um sentir que seu nome não soma, mas divide; abrir mão dele,…

Posted by Cesar Fonseca on Sunday, May 19, 2019