Maia detona economia do golpe em Nova York

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DITADURA FINANCEIRA X DEMOCRACIA

Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ), no maior centro financeiro do mundo, Nova York, previu, hoje, no encontro com os homens da bolsa, que a economia brasileira entrou em colapso; o modelo neoliberal imposto pelos golpistas, que, em 2016, derrubaram Dilma, pelo impeachment, sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo, esgotou-se; sua arma central, congelamento de gastos públicos, por 20 anos, apresenta fatura sinistra: desemprego, recessão, violência, instabilidade política e perigo de golpe político de direita, que ameaça fechar Congresso, resistente à pauta neoliberal, exigida pelos credores da dívida pública;  Maia abandona – ou deixa de apoiar – a estratégia neoliberal dos golpistas, assumida por Bolsonaro e seu comandante da economia, Paulo Guedes, para abraçar a nova proposta que emerge, de rompimento do ajuste fiscal neoliberal, feita pelo economista André Lara Resende, em artigos no Valor Econômico, como o de hoje, “Liberalismo e dogmatismo”; o centro da crítica de Lara Resende é o de que o Banco Central, comandado pelos banqueiros, pela Febraban, que monitora a mídia conservadora pró-americana, fixa a taxa de juros bem acima da taxa de crescimento da economia; enquanto o PIB, segundo relatório do BC, despenca, podendo registrar crescimento negativo em 2019 e 2020, a taxa selic mantém-se em 6,5%; trata-se de agiotagem criminosa; por isso, o lucro dos bancos, no primeiro trimestre, alcança os 20%, enquanto a economia atola-se no brejo; o congelamento dos gastos públicos paralisa produção e consumo, porque são eles que geram renda disponível para consumo, produção, emprego, renda, arrecadação e investimentos, o silogismo capitalista; a PEC do teto de gastos impõe, no Brasil, o regime anticapitalista, por excelência, para que a lucratividade da bancocracia especuladora se multiplique interminavelmente; até o Supremo Tribunal Federal condenou esse roubo escancarado sob nome de Anatocismo, fixado na Súmula 121; o sistema da dívida, como denuncia Maria Lúcia Fattorelli, da Auditoria Cidadã da Divida, é um mecanismo perverso, praticado pela criminosa política monetária do BC, a serviço dos credores, na medida em que representa correia de transmissão de riqueza da população para os banqueiros; a dívida deixou de ser instrumento de financiamento do desenvolvimento para se transformar em fonte de destruição econômica; ela é responsável maior do desajuste das contas públicas, que os banqueiros tentam fazer crer ser de responsabilidade dos gastos sociais, especialmente, com a Previdência; enquanto, no Orçamento Geral da União(OGU),de R$ 3,6 trilhões, realizado em 2019, segundo Auditoria Cidadã, 44% representam desembolso com juros e amortizações da dívida, 25%, apenas, representam despesas com Previdência, que, na verdade, são investimentos; afinal, retornam, em forma de tributos, aos cofres do governo, com os gastos dos aposentados; já o que se paga de juros especulativos escorre pelo ralo, sem dar retorno algum à população em forma de desenvolvimento sustentável; nem os generais que avalizam o governo Bolsonaro suportam mais o diagnóstico da banca de que inflação decorre do excesso de demanda, cujas consequências consequências exigem juros altos para contê-la; trata-se de farsa que foi desmoralizada na última grande crise global; os países capitalistas desenvolvidos, superendividados, cortaram juros por meio de ampliação da oferta de dinheiro na circulação capitalista; o peso da dívida diminuiu, permitindo a economia respirar; configurou-se o óbvio: é a dívida que faz o déficit, não os gastos sociais; por isso, como destaca, agora, em Nova York, o presidente da Câmara, se não suprimir o teto de gastos, imposto pelos golpistas de 2016, a economia entra em buraqueira total; caiu a ficha dos que, com o golpe neoliberal, que colocou Temer no poder, desbancando Dilma, romperam o processo democrático nacional; Maia, com sua declarações na city do império, destaca-se como novo líder político: dá xeque mate no ultraneoliberalismo de Paulo Guedes e joga a reforma da Previdência no limbo da incerteza total.