Verdadeira âncora da governabilidade desenvolvimentista

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Aposta na defesa nacional

 
Em 100 dias, a âncora do presidente Bolsonaro não foi Guedes nem Moro, como propagaram os neoliberais e os fundamentalistas bolsonarianos; os projetos de ambos naufragam no Congresso por falta de harmonização e articulação política; afinal, não somam, dividem a nação, dadas suas linhas essenciais que favorecem, apenas, os mais ricos; sendo assim, deixaram, no ambiente democrático, de ser a segurança do governo.
Quem pode guarnecer a estratégia desenvolvimentista?; pelo que se vê, na nova realpolitik, são eles, os verde-olivas; mas cadê o projeto deles?; esqueceram que ele já existe, mas que está, ainda, na gaveta?; tratam-se do Plano Nacional de Defesa(PND) e da Estratégia de Defesa Nacional(EDN), aprovados, respectivamente, em 2005 e 2007, nos governos Lula e Dilma, com apoio amplo, tanto das Forças Armadas como, principalmente, do Congresso; configuram, em essência, na proposta de união nacional cívico-militar; neles está a linha básica do desenvolvimento nacionalista, que foca na indústria de defesa, ao lado da Petrobrás e Eletrobras, como locomotivas da industrialização brasileira e formação profissional da juventude.
Priorizam, essencialmente, a cibernética, para dotar o Exército da inteligência necessária à proteção do território nacional; nos submarinhos atômicos, para dotar a Marinha de força capaz de proteger o pré sal, nas 200 milhas marítimas, e nas bases de foguetes, para exploração aéreo espacial, capaz de defender as fronteiras; as cadeias produtivas que se projetam a partir do PND e da EDN viabilizam a integração e soberania nacional; são, fundamentalmente, as propulsoras da produtividade econômica exponencial, determinadas, principalmente, a ocupar o espaço nacional, com o aumento populacional e educação de qualidade.
 

Loteamento da Lua 

 
Por enquanto, a miragem esquizofrênica neoliberal de Guedes vende lotes na lua; serve, apenas, para produzir o que se viu nos primeiros 100 dias de governo, ou seja, a confusão, a divisão e a falta de rumo; continuar no projeto Guedes, ditado pelos credores da dívida pública é fria; por uma razão simples: no comando do Banco Central, eles fixam a taxa de juros bem acima do crescimento da economia; os juros altos são bombeadores da inflação, da dívida e do desajuste fiscal; os países capitalistas desenvolvidos, depois do crash de 2008, jogaram essa política inconsequente na lata de lixo; afinal, ela destrói as forças produtivas, porque inviabiliza o governo, com sua prerrogativa de emitir moeda, como dinamizador do crescimento econômico; os juros, segundo essa estratégia, viraram inferno econômico, que os neoliberais querem fazer crer ser gerado pelo inexistente déficit da previdência, visto do ponto de vista da seguridade social, ancorada em receitas constitucionalmente asseguradas; o capitalismo, cercado pela dominância fiscal, não suporta mais juro positivo; os BCs jogaram fora a teoria neoliberal segundo a qual inflação decorre de excesso de consumo, a exigir juro para combater alta de preços, e partiram para o contrário: ampliou oferta de moeda e fixaram juro zero ou negativo, para salvar o próprio sistema capitalista; essa é a tônica eleitoral que já pauta a disputa eleitoral nos Estados Unidos, em 2020, na sucessão de Trump.
 

Economicídio

 
Os militares, embarcando na canoa de Guedes, inviabilizam-se eleitoralmente já na próxima eleição municipal, no próximo ano; afinal, com o neoliberalismo pauloguedeseano, serão obrigados a repetir o horror ditatorial de Pinochet, ídolo de Guedes; teriam que partir para a ditadura; a democracia não suporta a dose letal da destruição fiscal que a estratégia neoliberal impõe; a política econômica tupiniquim segue escalada economicida, antidemocrática; se querem ser a verdadeira âncora do desenvolvimento nacionalista brasileiro, para resgatar a história, limpando o passado ditatorial que imprimiram, entre 1964 e 1985, o caminho é outro: não seguir a orientação de Washington, interessada em tomar a América do Sul para usufruto exclusivo de Tio Sam.
 

Uma resposta para “Verdadeira âncora da governabilidade desenvolvimentista”

  1. Cesar, torço para que sua suposição seja correta. A cabeça dos militares parece-me muito confusa e com pouca capacidade de dar prioridade à questão nacional. Bolsonaro é um projeto dos militares. O mais provável que diante do fracasso do atual governo, apelem para um regime autoritário. A salvação do país passa pela pressão das massas e a defesa da Constituição de 1988.
    Abração.

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