Sem programa, presidente Zé de Abreu murcha

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Lula apoia

Qual programa está por trás de Zé de Abreu, presidente autoproclamado, que faz sucesso na Europa? Qual sua articulação com as forças progressistas? Qual sua estratégia para as redes sociais, o novo partido político, totalmente, heterogêneo e indisciplinado? Se ele não tiver propostas para contrapor ao programa neoliberal de Paulo Guedes e dos banqueiros, murchará, rapidamente; qual a proposta dele para a Previdência Social, assunto do momento?

Qual a política de petróleo e gás, que puxa os investimentos industriais? Qual a saída para resolver e estabilizar a crise federativa? De onde vai tirar dinheiro para pagar R$ 400 bilhões de juros e amortizações da dívida: do orçamento social, não-financeiro, cuja renda puxa a economia, ou do orçamento financeiro, cujo retorno para a população é zero à esquerda?

Zé combaterá a especulação que toma 40% do Orçamento Geral da União(OGU), estimado em R$ 3,2 trilhões, para 2019?

Qual será a política externa de Zé de Abreu: render-se a Tio Sam ou incrementar os BRICs, ligados à China e Rússia, unidas na exploração euroasiática?

Zé vai dizer ou não aos agricultores nacionais que têm muito mais a ganhar com essa expansão geopolítica China-Russia-Índia do que disputar o mercado americano onde não se vende um grão de soja e milho brasileiros?

Qual será o papel do Brasil na América do Sul, presidente Zé: render ao Tio Sam, à doutrina Monroe, tipicamente, colonialista, ou coordenar, nos BRICs, a geopolítica russo-chinesa que prega a cooperação internacional?

Como será a política monetária do governo Zé de Abreu: continuar com a escassez da oferta de dinheiro que mantém o juro alto especulativo ou aumentar a oferta de crédito à indústria e à produção, para país crescer e gerar empregos?

Qual a política de segurança pública, hoje, um fracasso, por não priorizar o espírito comunitário e sim o espírito de guerra contra a comunidade, agindo, corporativamente?

Qual o código de processo criminal que o presidente apresentará em oposição ao do ministro Moro que dá liberdade ao policial para matar?

Qual sua política de defesa nacional, comprometida com a industrialização das cadeias produtivas e aumento da produtividade?

Qual a política cultural, científica e educacional?

Zé e a especulação financeira

Vai dar basta aos abusos de o Banco Central, administrado pelos banqueiros, remunerar aos juros especulativos as sobras de caixa dos bancos para manter escasso o mercado de dinheiro, o oxigênio da economia, enquanto a dívida escala o Everest?

São cerca de R$ 1,5 trilhão, segundo estudos da Auditoria Cidadã da Dívida; se se soma essa grana com as reservas cambiais de R$ 380 bilhões, acumuladas, justamente, pelo comércio com a China, cai o papo furado neoliberal de que o país não tem poupança para crescer.

Zé terá que falar claro para a população: querem acabar com a previdência pública, modelo democrático tripartite, estado, empresário e trabalhador, conquista política social democrata que distribui renda.

Qual é melhor para o povo, perguntará Zé de Abreu: cooperação solidária ou competição individualista e egoísta, altamente, arriscada?

Afinal, o modelo de capitalização de Paulo Guedes é incerteza total, não deu certo em lugar nenhum; só interessa aos bancos; fim do SUS cria mercado amplo de planos de saúde e aposentadorias privadas; elitização do mercado de saúde no Brasil.

Zé e a Petrobrás

Qual será a política de Abreu para os combustíveis?

Desde o golpe de 2016, quem dita preço da gasolina e do diesel é o mercado especulativo internacional; prioriza o lucro, não o bem-estar da população.

A Petrobrás deixou de ser agente desenvolvimentista; como retornar à condição anterior em que ela externalizava custos relativos do agronegócio para ser competitivo no mercado internacional?

Os agricultores têm muito mais a ganhar com a Petrobrás nacionalizada do que com ela internacionalizada; os preços dos combustíveis para o campo aumentarão os custos de produção; o produto nacional ficará menos competitivo com a privatização das refinarias etc.

O modelo Paulo Guedes promove aumento geral de custo e diminuição geral de salários; pauperiza mercado interno; impõe terra arrasada para leiloar barato patrimônio público.

Sobretudo, Zé tem que ser propositivo; a esquerda perde tempo; não apresentou sua proposta de Previdência até agora; está reativa à proposta impopular bolsonariana, que divide Congresso.

Zé pode, se propositivo, levantar a bandeira das forças progressistas por uma previdência pública, ou seja, como está articulada politicamente em torno do SUS.

A hora é agora; quem sabe faz a hora não espera acontecer, disse o poeta Vandré.