Bolsonaro racha esquerda e acena conciliação conservadora

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Risco político 

O resultado das eleições da Câmara e do Senado demonstraram o vigor de uma tendência política historicamente definida no Brasil: a conciliação conservadora direitista autoritária; o projeto Moro, que configura estado policial autorizado a matar, é a expressão do autoritarismo conservador; o jogo começará na Câmara.
Os partidos do centrão bolsonaristas juntaram-se todos para apoiar Maia na presidência da Câmara; o Democrata aumentou seu cacife relativo, como representação do centrão, e, agora, é chamado para a nova tarefa: conciliação conservadora.
A esquerda, pelo que se viu, rachou na eleição parlamentar; PDT e PC do B foram para um lado… do bolsonarismo e PT, PSol, PS e Rede, num saco de gatos, ensaiaram samba enredo antibolsonarista ainda sem letra e sem ritmo, sujeitos às dissenções variadas.
Há ainda dentro da esquerda seu próprio racha; ele ficou expresso na decisão petista de liberar parlamentar para votação; essa posição fortaleceu Maia, ou seja, o bolsonarismo político em formação, no legislativo.
 

Maioria volátil

A maioria que apoiou Temer apoia, agora, de forma mais reforçada, Bolsonaro; esse movimento conservador foi capitalizado por Maia, mas pode ser volátil; não aceitará ser massa de manobra de Maia, salvo circunstancialmente.
Super-confiante, no entanto, Maia, ancorado nos seus 334 votos de uma vitória espetacular, foi ao delírio; previu que em dois meses terá maioria de 330 para aprovar reforma da previdência.
Seria novo Deus em plenário, com foco em entregar ao mercado financeiro previdência privada que aumente exponencialmente aberturas de contas bancárias com a capitalização previdenciária importada de Chicago pelo ultraneoliberal Paulo Guedes.
A autoconfiança tomou conta do eufórico Maia; ela subiu à cabeça dele; já cuida de confundir o total dos votos que obteve com a possibilidade de apoio numérico semelhante e equivalente para aprovar a reforma da previdência; superotimista e de olho grande em candidatura presidencial em 2022.
 

Repactuação federativa

Maia pregou no discurso da vitória a conciliação; conversará com todos os prefeitos e governadores; quer pactuar e repactuar tudo; sairia dessa tarefa política consagrado, se alcançasse o seu objetivo; isso o animou a fazer previsões super-otimistas.
Estaria o plenário inteiro sintonizado no objetivo político maior de Maia, sua candidatura à presidência da República?
O mercado o elevaria aos píncaros como salvador da pátria; mas terá que segurar a língua para não falar besteira; foi de lascar a tirada de pregar trabalho para os octogenários.
O pressuposto da conciliação é a aprovação da reforma da previdência, que se configura assalto à bolsa popular, já detonada pela recessão neoliberal de Temer que Bolsonaro promete continuar, em doses maiores.
Se o pressuposto básico para conciliação de Maia é a destruição do sistema social democrata do SUS, um dos maiores programas de distribuição de renda do mundo, o resultado poderá ser uma anti-conciliação; ou o repeteco histórico de sempre; a conciliação dos de cima contra os de baixo.
A supressão do SUS para transformar trabalhador em correntista da banca privada para fazer poupança futura de aposentadoria por capitalização, sujeita a chuvas e trovoadas do sistema capitalista em crise, sem nenhuma proteção do Estado, contribuirá para alguma conciliação satisfatória?

Ruas cheias à vista

A batalha política da previdência tende a encher as ruas de gente, famílias inteiras em passeatas etc; adiantaria pactuar apenas com prefeitos e vereadores, sem antes pactuar com a sociedade, cuja reivindicação básica é retomada do desenvolvimento com geração de empregos?
Tudo o mais é acessório; sem renda para consumir, o trabalhador desempregado morre rapidamente antes de cumprir prazos da previdência, tempo de contribuição e idade mínima; e não haverá arrecadação de impostos suficiente para novos investimentos; quem investirá em mercado sem consumidores?
A tarefa de Maia para pactuar politicamente os custos da reforma da previdência impõe sua própria dialética; a dualidade do real concreto em movimento de negação produzirá nova correção de forças.
Se as ruas se encherem contra o fim dos direitos previdenciários e do sistema de seguridade social, pintaria novo modelo de conciliação.
A luta política desenhará o resultado.

Uma resposta para “Bolsonaro racha esquerda e acena conciliação conservadora”

  1. O BRAZIL – REPUBLIQUETA DAS BANANAS –FOI CONDENADO PELA DIREITA, EXTREMA DIREITA A SER COLÔNIA, QUINTAL DE UNCLE SAM -“Tio Sam” (EUA).

    OS BUCANEIROS MODERNOS JÁ ESTÃO ASSALTANDO NOSSAS RIQUEZAS NATURAIS E ENTREGANDO-O À COBIÇA DA BANCA FINANCEIRA INTERNACIONAL, Á FRENTE OS EUA E PAÍSES SATÉLITES DOS STATES!

    ENQUANTO ISSO OCORRE, A CLASSE TRABALHADORA, O POVO, PARTIDOS POLÍTICOS DE ESQUERDA E FORÇAS ARMADAS A TUDO ASSISTEM EMBEVECIDOS.
    VERGONHA! IGNOMÍNIA! PUSILANIMIDADE PRÓPRIAS DE TRAIDORES, ENTREGUISTAS, CANALHAS, BASTARDOS E COVARDES!!!

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