Tango chinês em Buenos Aires

Cardápio indigesto para Trump

Não dá mais para o império de Tio Sam ditar regra aos outros.
Dançou em Buenos Aires, no G-20.
Revela nova correlação de força global a trégua de 90 dias acertada entre Jiping e Trump: EUA não aumenta tarifa de importação sobre produtos chineses e China compra um pouco mais de mercadorias americanas, com seu espantoso superavit comercial. 
O fato concreto é que com 4 trilhões de dólares de reservas em caixa, Jiping botou o galho dentro.
Supostamente, se jogar, 1 trilhão de verdinhas na praça, para comprar, à vista,  o montante das estatais que Paulo Guedes deseja liquidar por 800 bilhões de reais, num entreguismo tresloucado, com benção de Bolsonaro, a moeda de Tio Sam desaba.
A dívida pública americana teria que ser enxugada com puxada violenta dos juros, pelo FED.
Pintaria crise global.
Os chiliques de Trump são, perfeitamente, explicáveis: chororô de perdedor.
Colbert, ministro das Finanças de Luis XIV, já dizia: a dívida pública é o nervo vital da guerra.
A China, grande credora da potência imperialista superendividada – mais de 25 trilhões de dólares -, está ganhando a guerra comercial.
Só no Brasil, os neoliberais tratam a dívida como produto neutro nas relações capitalistas.
Burrice.
Por isso, está no buraco.

Craque brasileiro no G-20

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé e terno

Trump é o grande derrotado moral na reunião do G-20, em Buenos Aires.
O grande vencedor é o brasileiro Roberto Azevêdo, comandante da Organização Mundial do Comércio(OMC), ligada a ONU.
China e EUA não se entenderam na guerra comercial que enfrentam.
Estava escrito nas estrelas.
Os americanos tentaram, sem conseguir, derrubar o multilateralismo, para reafirmar o protecionismo trumpiano, mas os 19 restantes do grupo não concordaram.
Reafirmaram a tese de Azevêdo, a do plurilateralismo, que, certamente, vem a dar no mesmo.
Seria tentativa de reformar o comércio internacional, não no âmbito do G-20, mas na OMC, ou seja, da ONU, mais abrangente.
Sai vencedora, também, a tese óbvia do aquecimento global, como fruto da exploração irracional dos recursos naturais pelo capitalismo dominado pelo lucro a qualquer custo.
Brilhante vitória de Azevêdo, que costurou, bem feito, o jogo com o presidente Macri, da Argentina, anfitrião do encontro.
Perderam, na parada, Trump e Bolsonaro, que o acompanha nessa de negar prejuízo ao meio ambiente pela ação da irracionalidade capitalista, condenando o Acordo de Paris.
Sinceramente, Azevêdo deveria ser o chanceler brasileiro, convocado pelo presidente eleito, se a ideologia não estivesse tomando conta da armação do ministério, na área internacional.
O mundo agradeceria.

Grande Gardel