Juristocracia e militares, aliança sombria ameaça democracia

O protagonismo do general Villas Boas, comandante do Exército, influindo, firme, sobre decisões do STF, que impediram concessão de habeas corpus a Lula e sua participação no processo eleitoral, peitando a ONU, dizendo que ela não poderia interferir na soberania nacional, transformou-se em novo espectro sombrio do poder militar, pairando sobre instituições democráticas.

Em meio a essas sombras, por meio das quais o panorama político ficou turvo e indefinido, à espera de surpresas, possivelmente, desagradáveis, Dias Toffoli, presidente do STF, cordeirinho, estranha e surpreendentemente, disse, hoje, em SP, que não houve golpe em 1964, mas, apenas, um movimento.

Suas surpreendentes declarações vem na esteira da indicação, feita por Villas Boas, de general reformado para ser assessorar da nova presidência do Supremo.

Daqui a pouco, Toffoli coloca farda e quepe, para assumir a cadeira do STF, a caráter.

Direita, volver!

Elefante voando

O fato é que elefantes parecem  que estão voando no ar brasileiro.

Os fardados estão em ação, cada vez mais intensa, na tarefa de serem ativos protagonistas no processo político, agora, a partir da candidatura Bolsonaro, que entrou em buraqueira, por erros estratégicos dos seus próprios componentes, levantando desconfianças na sociedade.

De um lado o vice general Mourão deitou falação quanto à possibilidade de serem removidas conquistas econômicas e sociais dos trabalhadores, como o 13º salário e o adicional de férias; também, deixou no ar perigo de  ocorrer mudanças constitucionais à revelia do poder popular; o serviço poderia ser feito por juristas escolhidos a dedo, para tal tarefa etc. Antes, Mourão, já havia dito o disparate de que filhos criados por avós, na ausência dos país, são matéria prima para o narcotráfico; e por aí vai.

Já Bolsonaro, igualmente, em cavalgaduras trepidantes, destacou não aceitar resultados das urnas, se perder a eleição.

Recebeu pancadas de todos os lados.

As manifestações das mulheres, no último final de semana, contra #elenão representaram, possivelmente, pá de cal em chances de vitória bolsonarista.

Tudo isso revelou, em poucos dias, o que seria governo militar em que capitão manda em general, caso Bolsonaro saísse vitorioso, sinalizando, do ponto de vista militar, quebras de hierarquias aos olhos dos fardados, embora, a política seja algo mais sofisticado do que bater continências.

A democracia, insegura, está tremendo nas bases.