Momento historico lulista extraordinário

ABRAÇAÇO POPULAR

Hora do líder

Lula está diante da sua decisão mais delicada: espera até dia 17, prazo final, para tentar obter registro da sua candidatura, ou antecipa ela para, hoje, 11, a fim de atender prazo fixado pelo ministro Barroso, que ameaça suspender participação do PT nas eleições?

Se resistir e Barroso não tiver força para cancelar o PT na disputa, Lula mostra que a resistência democrática, assegurada pela atual legislação eleitoral, desmoraliza autoritarismo jurídico de Barroso, avalizado pelo TSE.

Corre a favor de Lula, para garantir sua resistência, outra determinação da ONU, assegurando seu direito de ser candidato, conforme determinam tratados nesse sentido, aprovados pelo Congresso.

Se prevalecer pressão, de todos os lados contra o ex-presidente, para que ele decida, hoje, a escolha de Haddad ou outro para substitui-lo, ficaria esquisito.

Caso Lula se renda à pressão, livra o STF de se pronunciar contra ou a favor dele, quanto à liminar que solicita, por meio dos seus advogados, para disputar sob judice, como lhe garante a Lei da Ficha Limpa.

Por que fazer esse favor ao judiciário, livrando-o de ter que decidir sobre o que a ONU está determinando?

Se, conforme dizem, a capacidade de Lula transmitir seu apoio a quem quer que seja, com chance de elegê-lo, é poderosa, podendo produzir efeitos, praticamente, imediatos, para desespero dos seus adversários, por que deixar de exercitar esse poder imenso de resistir aos que o querem longe da disputa?

Desespero dos descontente

Certamente, Lula exaspera os dois lados que, ansiosamente, aguardam sua decisão:

1 – de um lado, seus correligionários, temerosos de que o tempo está se esgotando, podendo ficar prejudicada sua capacidade de materializar em outro candidato sua própria força eleitoral e;

2 – de outro, morrem de medo os adversários de  terem que cassar o candidato, produzindo, consequentemente, efeitos, politicamente, bombásticos, desestabilizadores.

A bola, portanto, está, mais do que nunca, com Lula, parecendo firme no comando do processo político.

Os analistas se descabelam, como Merval, do Globo, considerando absurda a resistência dele.

Como absurda, se ela não é outra coisa senão prerrogativa democrática assegurada pela lei?

Na guerra de posições, a capacidade de resistência é talvez mais importante que o ataque.

O ataque lulista é jogar para cima dos seus algozes a responsabilidade de destruí-lo, politicamente, no momento em que as pesquisas gritam, absurdamente, seu favoritismo eleitoral.

 

 

 

 

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