Lula e Getúlio: força da transferência do voto popular na história do Brasil

Força do poder popular

Nas eleições presidenciais de 1945, no dia 25 de novembro, faltando menos de uma semana, para o povo ir às urnas, Getúlio Vargas, pai dos pobres e mãe dos ricos, que industrializou o Brasil e garantiu direitos dos trabalhadores, apoiou a candidatura do general Dutra, do PTB-PSD.

Batata: ganhou Dutra, com 55% dos votos, do brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN, que ficou com 35%.

Ressalte-se que, hoje, a UDN corresponderia à dupla PSDB-PMDB, que deu o golpe de 2016, com o ilegítimo Temer, apoiado pelo judiciário e Rede Globo, para afastar presidenta Dilma, eleita, em 2014, com 54 milhões de votos.

A história se repetiria?

Lula, também, cassado pelo judiciário/Globo, graças a mais uma violência histórica da direita tupiniquim, certamente, se não puder disputar como sub judice, autorizado pelo STF, apoiará seu vice Haddad.

Faltam, ainda, mais de um mês, para a eleição, no dia 7 de outubro.

Em 1945, o mundo não tinha a comunicação veloz como a que tem agora, e Dutra, com apoio de Vargas, faturou, tranquilo, a eleição.

Seria ou não viável a vitoria da chapa Haddad-Manuela, apoiada por Lula, na situação diferenciada de 2018, diante da fenomenal velocidade da comunicação atual?

Haveria ou não repeteco da transferência de voto lulista, como aconteceu em 2014, com o apoio dele para garantir a vitória de Dilma?

Se prevalecer tendência das pesquisas pode ser barbada, porque Lula, presidente mais popular da história, ao lado de Getúlio, é a expressão popular nacionalista que a burguesia financeira golpista não tem força para barrar nas urnas, salvo pela violência jurídica, como aconteceu com o infame julgamento do TSE.

É verdade que, no poder, o general Dutra adotou política neoliberal, contrária à que adotara Getúlio; o preço que pagou foi perder, nas urnas, para o próprio Getúlio, na eleição presidencial de 1950.

Fazer qualquer comparação entre Dutra e Haddad, como tentam correlacionar, antecipadamente, os apressados, poderia ser despropósito histórico, trocar a especulação pela realidade, para atender claros interesses diversionistas no processo de radicalização política em marcha.

Ao contrário, o que se configura é avanço de consciência de que se faz necessário retomada do neo-desenvolvimentismo, na linha varguista-lulista, para tirar o país da crise neoliberal detonada pelo golpe de 2016, com apoio da banca internacional, para sucatear economia nacional, por meio da desestatização total.

O desemprego de 13 milhões de trabalhadores e 30 milhões de desocupados é a realidade dramática com a qual a sociedade não quer conviver, como denotam as pesquisas que dão vitória de Lula no primeiro turno.