Golpe de 2016 produziu Bolsonaro e leva agora golpistas, como FHC, a apoiar Lula

Os coxinhas e os tucanos em geral estão em polvorosa.
Eles são como aqueles que Carlos Lacerda dizia serem detentores do pensamento estático, mecanicista.
Não entendem o pensamento dinâmico, dialético, flexível, que muda com as circunstâncias.
Essa, agora, de FHC abrir-se para Lula como tábua de salvação contra Bolsonaro pegou todo mundo de calca curta.
Como Lacerda, justificando, em 1966, porque apoiava Jango e JK, na Frente Ampla, para derrotar a ditadura militar, à qual havia apoiado, em 1964, FHC, também, golpista de 2016, muda de posição.
UDN(Lacerda) e PSDB(FHC) tudo a ver.

O ex-presidente tucano revela-se apavorado com ascensão do capitão fascista, tendo de vice um militar radical de direita, cujo ponto de vista é incógnita total.
Lula, na cadeia, bombando nas pesquisas, defendido pela ONU, em seu direito de ser candidato, conforme Comitê de Direitos Humanos da entidade global, virou alternativa racional, pragmática, para o dialético, ex-marxista, ex-presidente.
Picolé de chuchu e seu Centrão, para FHC, é quadro na parede que despencou.

Os golpistas de 2016, como o ex-presidente tucano, produziram Bolsonaro.
Veem, portanto, diante de sinistro que a candidatura Alckmin representa.

Trambolho sem votos, como demonstram pesquisas.

A identificação de Alckmin com Temer, o ilegítimo entreguista, o condena à derrota inevitável, fato que já leva FHC cristianizá-lo, ao admitir que, em segundo turno, embarca na canoa petista, a propósito de derrotar Bolsonaro.
Começam os coxinhas-tucanos a levantar velha tese: PT e PSDB são ideologicamente irmãos, que se separaram no tempo.

Mas, será uma boa, para o PT, aliar-se a quem deu o golpe em Dilma, juntando-se ao PMDB de Temer, cujo candidato, Meirelles, toca a tropa na disputa eleitoral?
O fato é que a decisão da ONU, maior derrota dos golpistas, pode virar arrastão rumo a Lula e PT.

Nesse sentido, a turma do PMDB do Nordeste – Eunício, Sarney, Renan etc – revela-se, politicamente, sábia, deixando para trás Meirelles, que não tem futuro algum, como representação democrática.

Eis a política em sua essência dinâmica aristotélica.