Trump derrota Putin e Jiping na disputa pelo Brasil no tabuleiro da geopolítica global

GEOPOLÍTICA GLOBAL
TRUMP SEGURA TEMER PARA NÃO ABRIR ESPAÇO A JIPING E PUTIN COM LULA.

Geopolítica sul-americana

O império americano está satisfeito.

Trump levou grande vantagem em relação a Putin e a Jiping relativamente à disputa pelo poder político e econômico brasileiro, depois do golpe de 2016, que detonou Dilma e o PT e tenta inviabilizar candidatura Lula.

Temer fez o jogo de Washington.

Eliminou o que Tio Sam temia: a crescente influência de Moscou e Pequim, no Brasil, e na América do Sul, durante governos Lula e Dilma.

Pior, para a Casa Branca, seria mais quatro anos para Lula, se ele puder disputar, se não for condenado pela justiça.

Dor de cabeça para Washington volta de Lula ao Planalto.

Temer é pau mandado da Casa Branca.

Está destruindo o que Washington sempre quis destruir, desde Truman, Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon etc : toda a cadeia produtiva do petróleo no Brasil.

Washington sabe que se trata de jogar no chão sustentáculo do desenvolvimento nacional, a Petrobras, desde Getúlio, JK, Jânio, Jango, os militares e todos governos neorrepublicanos, com o carro chefe da indústria automobilística.

Delenda Cartago!

Trump enquadrou o governo Temer, comandando-o, na prática, pela cabeça neoliberal washingtoniana do PSDB, alinhada aos interesses do mercado financeiro internacional.

Garantiu, assim, poder de acelerar desnacionalização da estatal petrolífera, para garantir, aos Estados Unidos, fornecimento de óleo cru barato do pré sal e mercado importador de combustíveis refinados, no Brasil e na América do Sul.

Feito isso, o império mandou parar o Brasil com a PEC 95, que congela, por vinte anos, os gastos/investimentos sociais, reajustando-os ao ritmo cadente do PIB, para impor programado estado mínimo com o qual se apressa privatizações.

O estado mínimo descapitalizado deixa de ter capital para capitalizar suas empresas e bancos.; justifica-se, racional e liberalmente, sua extinção, do ponto de vista de Washington, avaliando custos e benefícios, para as empresas americanas, favorecidas por Temer no Planalto.

O modelito do mercado expulsou a sociedade dele para poder dar certo; foi as ares com a greve geral dos caminhoneiros, categoria social que atuou bravamente no ambiente de luta de classes aberta.

A sociedade reagiu ao modelo pau brasil neoliberal que Washington bolou para a Petrobras: exportar madeira crua/óleo e importar móveis/refinos etcm, como no tempo do Brasil Colônia.

Com Parente na Petrobras, ou alguém que continuar o trabalho dele, Trump dá as cartas com as regras coloniais e cria o ambiente para manter Lula preso, sem capacidade de competir.

Estados Unidos tiram, dessa forma, o Brasil da rota dos BRICs, na Eurasia, em parceria com China, Rússia e Índia, nova rota do desenvolvimentismo mundial, previsto para século 21.

Se o Brasil se integrasse aos BRICs, com volta de Lula ao Planalto, fortaleceria China/Rússia, na guerra comercial que Trump desatou contra Eurásia.

Nas mãos de Washington, Temer obediente, do ponto de vista de Trump, é tudibom.

Wall Street e os fundos de investimentos internacionais, compostos por corporações industriais e financeiras, dão as cartas na economia brasileira, reservando 40% do Orçamento Geral da União(R$ 2,7 trilhões, 2017), para o mercado financeiro.

Lula preso, Temer na UTI

Certamente, se Lula tivesse se exilado em Pequim ou Moscou, estaria, de lá, atuando do ponto de vista geoestratégico, como ponto de partida para entender o que realmente está por trás do golpe de 2016.

A geopolítica de Washington, que, também, manipula o petróleo, deu, sem dúvida, uma faturada em cima de Moscou e Pequim, ao evitar a opção brasileira pelos BRICs, até agora.

Washington cuidou de anular, com as forças do Estado, manipulado pelos interesses do mercado, o único fator que poderia e poderá desestabilizar sua estratégia de recolonização brasileira e sul-americana por Tio Sam: Lula.

Lula livre é o maior perigo que tem pela frente o lourão da Casa Branca, que tem horror de se aproximar do aliado incômodo, mas, necessário, Temer.

Trump, porém, não tem controle do antagonismo que sua estratégia política libera: a greve geral.

Num primeiro momento, ela parou, economicamente, o Brasil, para mudar a Petrobrás.

Num segundo momento, pode ou não parar, politicamente, o País por Lula livre?

A dialética está em movimento de incompatibilidade com o pensamento mecanicista, estático, conservador, neoliberal, que se sucumbiu na greve geral.

O jogo está aberto.

 

 

 

Uma resposta para “Trump derrota Putin e Jiping na disputa pelo Brasil no tabuleiro da geopolítica global”

  1. #LULA LIVRE POR UMA AMÉRICA LATINA LIVRE. TE CUIDA, TE CUIDA, TE CUIDA IMPERIALISTA, PORQUE A AMÉRICA LATINA VAI SER TODA SOCIALISTA.

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