LULA LENDA: FAKENEWS BARATO INCONSEQUENTE DE RUY CASTRO

LENDA OU SOLIDARIEDADE?

Ruy Castro, escritor e jornalista, saiu, quarta-feira, na sua coluna, na Folha, com uma inconsequente bobagem – bobagem é sempre algo inconsequente –, dizendo que os visitantes de Lula buscam, apenas, manter viva a lenda.

Nesse caso, ele, como repórter, diz, não teria nada a fazer lá, como se tudo já tivesse sido dito, seja em torno do personagem, seja em torno das circunstâncias fatuais que o envolvem, nesse momento, histórico.

Será?

Como repórter, atilado que é, estaria convencido da veracidade das informações que levaram à condenação do ex-presidente pelo juiz Moro, a 9 anos e seis meses de prisão, e pelos desembargadores do TRF-4, a 12 anos e 1 mês, ao considerarem irrefutáveis os argumentos moristas, se estes dividem, amplamente, consagrados juristas?

Como escritor de biografias brilhantes, que escreveu “A noite do meu bem”, não teria o mínimo de curiosidade, para aprofundar investigações sobre se realmente o tríplex do Guarujá pertence a Lula, antes de defender essa esdrúxula tese de que os que vão visitá-lo somente desejam alimentar uma lenda, e não prestar solidariedade?

CADÊ O REPÓRTER?

A propalada propriedade do imóvel a ele atribuída, sem prova concreta, será ocultação de patrimônio ou armação dos interessados para não ter ele como candidato competitivo nas eleições, fazendo de tudo para condená-lo e afastá-lo da disputa?

É verdadeira ou falsa declaração obtida, para condenar alguém, mediante delação premiada, sem compromisso de dizer a verdade, como é o caso da afirmação do diretor da OAS, Léo Pinheiro, de que o tríplex é de Lula, sem ter em mãos a prova concreta sobre o que disse?

Castro colocaria ou não suas barbas de molho, relativamente, ao verdadeiro valor do tríplex, calculado por Moro, depois da invasão do imóvel pelo MTST, que filmou todo o seu interior e verificou ser balela a informação de que foram feitas, nele, reformas personalizadas, para servir de futura morada do ex-presidente, elevando seu valor de mercado para quase R$ 3 milhões?

Verdadeira ou falsa tal informação?

Se, realmente, o tríplex pertencesse a Lula, por que teria sido dado em pagamento para credor da OAS?

Ou o apto seria da OAS e não de Lula?

Não seria, para um repórter especial, como Castro, motivo capaz de despertar gana por descobrir a verdade, nesse cipoal que envolve o assunto, cercado de contradições levantadas por especialistas de toda a natureza, em vez de teorizar uma bobagem inconsequente?

CIÊNCIA OU CHUTE?

Não lhe chamaria a atenção unanimidades de pontos de vista convergentes de procuradores, juízes, desembargadores e ministros, no trato do caso Lula, quando a controvérsia é um dado essencial do direito, aberto às mil e uma interpretações, justamente, por não ser ciência?

Terá Castro engolido, sem questionamento, que a Constituição está sendo, rigidamente, cumprida, quando o STF deixa de lado a presunção de inocência, consagrada no inciso 57 do art. 4º, como cláusula pétrea, para dar lugar à condenação em segunda instância, algo a dividir a própria jurisprudência da suprema corte, sem falar no mundo jurídico, nacional e internacional?

Não desperta Castro para o fato de que Lula, no xilindró, sem provas cabais – como a inexistência do contrato de compra e venda do imóvel –, motiva espírito de solidariedade na sociedade?

Quem estaria criando a lenda, o espírito de solidariedade social ou a insistência equivocada de jurisprudência passível de questionamento por especialistas, nacionais e internacionais?

O espírito de solidariedade dos que chegam a Curitiba visa somente sustentar a lenda ou defender o que o ex-presidente representa pelo que, realmente, fez, ou seja, uma obra socialmente comprometida com bem estar da maioria da população?

LENDA OU VERDADE?

Se não fosse isso, o que significaria o favoritismo teimoso registrado nas pesquisas de opinião, dando ele como pule de dez nas apostas eleitorais, diante do conjunto dos demais candidatos?

Seriam pura lenda as pesquisas?

A conclusão de Castro teria validade, se, depois de investigar o assunto, como sempre procede nas pautas que lhe movem, apresentasse os fatos cabais capazes de justificar sua teoria.

Esperamos que o faça, como repórter profissional, para conferir veracidade e segurança as suas afirmações.

Enquanto isso não acontecer, sua tese não passa de mera inconsequência irresponsável, indigna do repórter que é, talvez, só, para agradar os Frias.

Por enquanto, é mero fakenews.

 

 

Uma resposta para “LULA LENDA: FAKENEWS BARATO INCONSEQUENTE DE RUY CASTRO”

  1. Que repórter desprezaria entrevistar Sacco e Vanzetti prisioneiros executados na cadeira elétrica sem.provas da acusação, a.nao ser que era italianos e anarquistas nos Eua? Que tipo de repórter desprezaria entrevistar Milosevic preso.em Haia e, depois.de morto, inocentado por.falta de provas? Que reporter desprezaria conversar com o coronel.Dreyffus preso injustamente e que motivou o grande.mestre da.literatura francesa a escrever “Je acuse! “?

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