Meirelles 1%. Candidato do PIB 1%. Putz!

Bancocracia sem prestígio popular. Ele e Temer, dois sacos furados. Não param em pé

Caixão e vela preta

A recessão, diz a mídia golpista conservadora antinacionalista entreguista, acabou, mas… o desemprego está saindo pelo ladrão e a política econômica congelada sinaliza PIB cadente, embora os super-otimistas lancem balões de ensaio de que ele crescerá, esse ano, 3%. Abstração, fuga da realidade dos fatos.

De concreto o PIB meirelliano de 1%, registrado em 2017, assegura ao ministro da Fazenda, nas pesquisas eleitorais, antipopularidade de apenas 1%. Com Temer, rejeitado por 90% da população, forma dupla, como diria Barroso, do STF, horrível. Praticamente, inviáveis.

Meirelles, como a velhinha de Taubaté, personagem genial de Luís Fernando Veríssimo, é  crente no sucesso da desinflação acompanhada de congelamento neoliberal dos gastos públicos, que mantém consumo igualmente desinflado.

Tenta movimentar-se com desenvoltura, como se fosse dono da bola, como se tivesse ganhando partida de goleada.  Temer, o ilegítimo, até parece empregado dele. Na verdade, é. Afinal, quem manda, para valer, no governo, é o mercado financeiro, patrão de Meirelles.

Endividado, o governo, de joelhos, precisa vender, ao preço imposto pelos especuladores, os títulos da sua dívida pública, que caminha para ser igual ao PIB, na casa dos R$ 3,5 trilhões, bombeada pelos juros sobre juros(anatocismo ilegal condenado pelo STF). E quem comanda o mercado é o homem que o mercado colocou no governo: Meirelles.

Armadilha neoliberal

A política econômica neoliberal virou  armadilha de anti-crescimento econômico. Ela segura os gastos não financeiros(saúde, educação, segurança, infraestrutura etc) do Orçamento Geral da União(OGU), que geram renda disponível para o consumo, enquanto solta gastos financeiros(pagamento de juros da dívida pública), que não geram crescimento, mas recessão.

O circuito capitalista(emprego, consumo, produção, distribuição, circulação, arrecadação e investimentos) está de pé quebrado pela prioridade concedida aos credores, favorecidos pelos gastos financeiros orçamentários. Estes, consequentemente, interrompem o circuito do capital produtivo com os juros absurdos que os banqueiros cobram da indústria, do comércio, dos serviços, dos consumidores(27%, 75%, 120%, 230%, respectivamente). Agiotagem desenfreada dos gigolôs da dívida.

Do total do OGU, realizado no ano passado, de R$ 2,4 trilhões, 44% foram abocanhados pelos banqueiros, detentores da dívida, agora, caminhando para R$ 4 trilhões. Sobra, praticamente, nada para os demais setores produtivos considerados em seu conjunto.

Resultado: inflação despenca por falta de consumo. O BC, nesse contexto, tem que diminuir juro selic. Mantê-lo nas alturas, impactando dívida pública, em meio ao sufoco geral das forças produtivas, sinaliza calotes, obrigando a novos cortes nas taxas. Os banqueiros começam, portanto, a ter saudade da inflação, que, para subir, novamente, requer descongelamento dos gastos não financeiros. Caso contrário, o circuito do capital entra em colapso.

Cadê o dinheiro?

Os capitalistas da produção reclamam pelo jogo keynesiano, isto é, manejo, pelo governo, da única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, que consiste jogar na circulação mais dinheiro por parte de quem emite moeda.

Isso é fundamental para agitar o circuito capitalista; afinal mais dinheiro na praça:

1) aumenta preços;

2 – diminui salários;

3 – reduz juros e;

4 – perdoa dívida contraída a prazo.

Aí, como diz Keynes, aumenta a eficiência marginal do capital, o lucro, capaz de despertar o espírito animal dos empresários.

Veneno eleitoral

A candidatura Meirelles só sai do chão, do patamar de 1%, decorrente do PIB dele de 1%, se se despertar o espírito animal investidor dos empresários; este se encontra adormecido pelo congelamento neoliberal, veneno eleitoral.

É por isso que a direita, que Meirelles representa, está desesperada com possível candidatura Lula. Faz de tudo para inviabilizá-la. Teme, agora, que o STF condene prisão em segunda instância, fazendo valer a Constituição, da qual é guardião.

Seria a oportunidade política do ex-presidente contestar sua condenação por Moro e TFR-4, cujas decisões confrontam a  letra da Constituição, que diz ser válida condenação apenas com trânsito em julgado da sentença criminal.

Diante da direita com seu discurso de austeridade fiscal sem viabilidade eleitoral, Lula nadaria de braçada, irresistível. Nesse instante, mesmo ameaçado de ser preso, dá lambadas nos adversários: prega valorização do salário, redução de imposto de renda para classe média, plebiscito revogatório para detonar o entreguismo neoliberal e nova Constituinte, para reassegurar direitos que estão sendo roubados pelos golpistas.

Simplesmente, imbatível.