Lula preso, Lula morto?

PRISÃO E MORTE OU EXÍLIO, VIDA E LUTA?
Dos braços do povo para a cadeia. É o sonho da direita, que, com ele preso, sem ter liberdade para falar, estará nas mãos dos seus algozes, interessados na sua morte, simbólica ou real, de modo a anulá-lo, filtrando, lá de dentro das masmorras, seu pensamento político. No limite, tem o plutônio, para matá-lo, se for preciso. Tudo, menos o empoderamento político popular que representa como agente político transformador da história latino-americana.

Morte simbólica ou real

Os golpistas, certamente, farão tudo que for necessário para evitar revertério, que um nacionalista volte ao poder.

Reverter o que está sendo (des)feito por eles em pouco menos de dois anos?

Voltar o País ao interesse nacional, ressuscitar direitos sociais, historicamente, conquistados, registrados na Constituição, ou levá-lo à situação anterior a 1930, submetido ao domínio colonial?

O Brasil moderno vem de 30 para cá, com emergência nacionalista social democrata getulista-tenentista.

Trata-se de algo inaceitável, incômodo aos gringos, que consideram a América do Sul, campo deles.

A história nacionalista latino-americana alarma os golpistas: Peron(Argentina), Getúlio(Brasil), Cardenas(México), Allende(Chile), Chavez(Venezuela).

Zelaia, em Honduras, tiraram ele de pijama e prenderam.

No Paraguai, Lugo, tremenda conspiração, a partir da embaixada de Tio Sam.

Dilma, idem.

Agora, Lula.

Canto direitista

Se Lula for preso, como cantam os direitistas, soltando, antecipadamente,  foguetes, podem ou não matá-lo na prisão, para evitar que, de lá, eleja alguém da esquerda com discurso nacionalista?

Basta adicionar doses milionésimas de plutônio na comida dele para que, meses depois, comece a deteriorar-se.

Isso já aconteceu e continua acontecendo como narrativas do poder.

Arafat, gigante da resistência palestina, mataram ele, assim.

Chavez, morto, quase não coube dentro do caixão, de tão inchado, deformado, pelo efeito dos remédios químicos venenosos.

Presidente nacionalista, na América Latina, é candidato certo à morte.

Getúlio, história conhecida/desconhecida.

Juscelino, que se preparava para negociar com os militares, no governo Geisel, dançou.

Jango, idem.

Até Carlos Lacerda, golpista, que reagiu ao golpe dentro do golpe para evitar eleição em que se preparava para disputar, também, rodopiou.

Suspeitas fortes pairam no ar sobre destino dele.

Os três, Lacerda/JK/Jango, preparavam-se para formar Frente Ampla, em 1966, em defesa do regime democrático civil: um a um, todos mortos, misteriosamente.

E Tancredo, também, nacionalista?

Dramatizaram sua diverticulite, que, segundo Dr. Vinholes, poderia ser tratada, tranquilo, com naturopatia desintoxicante, antes que um enfermeiro suspeito lhe espetasse uma injeção misteriosa.

Resistência latino-americana

Maduro, submetido ao boicote econômico americano, desde a morte de Chavez, e, nesse momento, mais intensamente, por Trump,  só para em pé, porque costurou aliança cívico-militar nacionalista.

Até quando?

Tyllerson, secretário de Estado americano, pediu abertamente a Macri, na Argentina, aliança latino-americana de direita contra Venezuela.

Tio Sam, sem reservas suficientes de petróleo para tocar o gigante econômico do norte, não descansa enquanto não botar a mão no petróleo venezuelano.

Aqui, no Brasil, com Temer, já colocaram a mão na taça(pré sal).

A preparação prévia vinha se dando há tempos.

Nas costas atlânticas, Washington colocou a Quarta Frota, para monitorar o gigante de pés de barro, e espionagem dentro do Planalto e da Petrobrás, com mesmo objetivo.

Operação Lavajato fez serviço sujo de sabotagem por dentro, orientada pela conjunção Justiça americana/FBI/CIA/PGR(Janot,Procuradores Dallagnol e cia ltda)/Judiciário(Moro).

Com ajuda do servilismo vira lata interno, aliado aos títeres de Wall Street, locados nos três poderes republicanos tupiniquins, mais a mídia oligopolizada, derrubaram presidenta eleita por 54 milhões de votos.

Wikileaks cantou a bola.

Claro, ninguém, na grande mídia, deu bola, para não contrariar interesses próprios.

Erdogan, Turquia, alertou diplomacia brasileira da emergência do golpe.

KGB de Putin acompanhou o desenrolar da trama e, também, bateu na mesma tecla: movimentos sísmicos golpistas estavam à vista.

Ingenuidade política

Os militares brasileiros estiveram escanteados pelo governo Dilma, ao contrário do que ocorre, na Venezuela, onde estão no centro do poder, para defender principal riqueza nacional, o petróleo.

Recentes declarações do general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, favoráveis à ocupação do Ministério da Defesa pelos militares, dão o que pensar.

Eles jamais engoliram civil na Defesa.

Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa, em palestra no Instituto FHC, conta detalhes dessa resistência militar.

Pergunta inocente: se no auge da armação do golpe direitista contra Dilma, em 2016, ela tivesse colocado na Defesa o general Villas Boas, desejo secreto dele, como revelam, claramente, agora, suas palavras, teria ou não havido o golpe?

Dilma menosprezou os militares; Temer, não.

Político orgânico, raposa felpuda, Temer fez o que eles queriam: militar no posto, civil(Jugman) fora.

Nacionalismo militar à vista?

Questão central: no comando da Defesa, os militares se empenharão ou não para o que lhes são mais caro, ou seja, o Plano Nacional de Defesa, aprovado, no Governo Lula, de linha nacionalista desenvolvimentista, que contrapõe-se à orientação neoliberal golpista, entreguista Temer/Meirelles?

Lula(ou indicado dele), de volta ao poder, com os militares na Defesa, empenhados no seu plano nacionalista, certamente, não agradaria os golpistas.

Empenhados, nesse instante, em prendê-lo, sem provas, por meio de Judiciário que age de forma unânime, contrariando o próprio direito, cuja essência é a controvérsia, os golpistas largariam o osso?

As pesquisas demonstram que até preso Lula pode fazer candidato de esquerda, em disputa no segundo turno.

Mas, preso, teria espaço para falar?

Seria ou não editada suas declarações do cárcere para serem divulgadas pela mídia golpista oligopolizada?

Na cadeia, Lula estará, simbolicamente, morto, impedido de falar.

O contrário seria ele no exílio, falando tudo e organizando o movimento de resistência, como aconteceu com Puidgemont, da Catalunha.

Em Bruxelas, no exílio, livre para falar, ganhou a eleição.

Se tivesse na cadeia de Rajoy, conseguiria?

Nacionalismo feminino

Uma resposta para “Lula preso, Lula morto?”

  1. #LULALIVRE
    #LULALIVRE
    #LULALIVRE

    ESTOU BLOQUEADO NO FACEBOOK POR TEMPO INDETERMINADO
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2018/03/08/estou-bloqueado-no-facebook-por-tempo-indeterminado/

    …SE JULGAREM ADEQUADO, CONVIDO-OS A COMPARTILHAR MINHAS CRÔNICAS E POSTAGENS LÁ POR MIM, COMEÇANDO POR ESTA AQUI.

    CONTO COM A AJUDA DOS QUE AINDA ACHAM QUE TEM JEITO….

    …Parece que eles não gostam muito das coisas que eu publico. Eu acho que só vou conseguir manter publicações se eu me filiar ao PSDB ou ao PCCSDB.

    Kkkkk

    Nos últimos dias me bloquearam todos os dias. Nos últimos três dias não bloquearam não, mas a quantidade de erros que minhas publicações deram foi impressionante.

    É um aplicativo estadunidense, logo não me surpreende que eles não gostem muito das coisas que eu publico.

    Nao se iluda, é a ditadura que está a se consolidar em nosso país.
    Sinal que eu incomodo né? Achei ótimo.

    ABRAÇO GRANDE….

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