Fantástica miopia cultural do GDF: Clube do Choro barrado no Fórum Mundial das Águas

RECO DO BANDOLIM FRUSTRADO COM A MIOPIA CULTURA TOTAL DO GDF QUE NÃO DEIXOU O CLUBE DO CHORO SE APRESENTAR DURANTE O FORO MUNDIAL DAS ÁGUAS. INCRÍVEL! EM COMPENSAÇÃO OS GRANDES ARTISTAS FORAM CONVIDADOS A IREM A PARIS EXIBIREM SEUS TALENTOS AOS FRANCESES.

Viralatismo cultural incrível

Brasília foi palco do encontro mundial das águas. Importantíssimo. Os organizadores disseram que foi sucesso absoluto. Grande comparecimento, principalmente, dos jovens. A nova geração, mais do que a dos mais velhos, estava lá, em massa. Uma beleza. A guerra pela água é algo marcado para acontecer, nos próximos anos. As reservas aquíferas, em escala mundial, estão se esgotando. O Brasil é um manancial fantástico. Por isso, estão de olho nele. O general Villas Boas Correia, comandante do exército nacional, defendeu, recentemente, criação do Ministério da Amazônia. Segundo cálculos dele, baseado em estudos disponíveis, a Amazônia abriga reservas fantásticas, não, apenas, de água, mas de minérios de todos os tipos, riqueza calculada em 27 trilhões de dólares. Faz-se necessário e urgente esse ministério, para que a discussão se amplie. Afinal, os abutres, em todo o mundo, querem dar uma bicada na Amazônia. Alguns poderosos já estão fazendo isso, nas barbas do governo. O Brasil, dominado, agora, por uma camarilha de golpistas, que derrubaram presidenta eleita com 54 milhões de votos, corre perigo. Querem abocanhar tudo, enquanto o povo não acorda para o assalto que está sendo executado às pressas, com ajuda de um Congresso vendilhão da pátria, base política de um governo idem, comandados por sanguessugas do mercado financeiro etc. O aquífero guarani, um dos maiores do mundo, é alvo de interesse de grupos internacionais poderosos, como a Nestlé. Querem se apropriar da água nacional, patrimônio valioso, sem preço. Trata-se da vida humana e animal ameaçada. O público ouviu palestras e manifestações magnificas, nesse sentido, na capital, atentíssima ao que está acontecendo. Era, também, um momento de celebração cultural que não foi aproveitado pelas autoridades. Em Brasília, tem-se vivo um dos maiores patrimônios culturais do país, o Clube do Choro, que foi, literalmente, silenciado pelos organizadores do evento. Equipes internacionais, como a do Banco Mundial e do BID, antes de desembarcarem na capital, mandaram recado de que queriam conhecer essa preciosidade cultural, hoje, alvo de interesse mundial. Mas, o que aconteceu? Silenciaram o Clube do Choro. Na semana do megaevento, o GDF desconheceu o Clube, embora participantes demandassem espetáculos todos os dias, superinteressados. Os organizadores mandaram, simplesmente, fechar o Clube. Fantástica ignorância. Mais um exemplo do viralatismo cultural brasileiro, que não prestigia o que é nacional, na hora que o mundo quer ver e ouvir o que temos de mais ricos a apresentar: nossa música. Bola fora incrível do GDF.