Socialismo bolivariano avança nas urnas. Constituinte revolucionária dá o ritmo

Nova derrota imperialista na Venezuela, com fuga da oposição, financiada por Washington, ao perceber impossibilidade de vitória, depois de patrocinar violência e terrorismo contra o governo e o povo. Maduro amadurece rumo ao socialismo 21.

Chavismo em expansão

Depois de faturar a Constituinte e eleições parlamentares, o presidente Maduro, à frente do Partido Socialista Unido da Venezuela(PSUV), cravou nova vitória, dessa vez, espetacular. Fez barba, cabelo e bigode da oposição.

A covardia é a característica dos oposicionistas na terra de Chavez. Quando eles sentem cheiro de derrota, fogem. Foi assim que perderam maioria na Assembleia para Chavez. Fugiram. Dessa vez, na eleição de domingo, das 23 capitais, 22 votaram nos chavistas-maduristas. Em 335 municípios, os chavistas faturaram em 308. De norte a sul, de leste a oeste, como reconhece o conservador golpista neoliberal El Nacional, a lavada foi completa. Placar amplo para os chavistas: 97%. Os partidos fugitivos, de acordo com Constituição, não podem disputar eleição. Os oposicionistas já inventam que Maduro decidiu excluí-los. Invencionice de derrotados.

Maduro, candidato presidencial em 2018, marcou 3 gols e quer continuar jogando no ataque: 1 x 0. Eleição para Constituinte. O fervor revolucionário se eleva em tempos de constituinte. O chavismo despertou consciência revolucionária. O povo escreve, nesse momento, seus direitos. É o nascimento de nova nação. Resultado: caldeirão político revolucionário constituinte em cena produz vitórias políticas cada vez mais amplas.

2×0. Vitória na eleição para governadores. No total de 22 estados, Maduro venceu em 17.  O rápido despertar da consciência nacional por direitos e conquistas políticas, sociais e econômicas, apavora a direita. Essa demanda é que garante votos. Quem estiver contra ela, dança, caso dos direitistas.

Terceiro gol. Agora, os municípios. O fervor revolucionário municipalista latinoamericano acende-se na constituinte. Chavez pregou que o poder está nos municípios e nas populações municipais em ritmo de participação e transformação política em caráter permanente, partido popular organizado, linha Lênin.

Os conservadores golpistas não levam uma. Saíram da disputa para não ficarem desmoralizados, completamente. Comprovou-se impossibilidade de o discurso da direita neoliberal ganhar votos nas urnas.

Socialismo democrático

Novo tempo latino-americano. Está em marcha acelerada a encarnação do socialismo pela via eleitoral na Venezuela. Os golpistas estavam fazendo arruaças políticas ideológicas para tirar o povo do seu centro macrocósmico político fundamental: as garantias dos seus direitos.

Na Constituinte, o potencial político popular se organiza; está em jogo a vida de cada um e de todos, simultaneamente, na marcação dos seus direitos e deveres. Exposição de lutas de classes pelo processo eleitoral chavista bolivariano democrático.

O chavismo consagrou Constituição de direitos amplos com pregação da necessidade da organização social para mantê-los seguros etc. As vitorias eleitorais do governo constituinte de Maduro seguem os passos de Chavez. Produzem sensação de empoderamento popular em ritmo de Constituinte.

Chavez deve estar feliz, mas, também, preocupado. Washington não brinca em serviço. Soltou nota. Denuncia que poder ditatorial venezuelano espraia insegurança no País. Risível. O povo, para Trump, deve ser contido, no pau.

Nova Cuba? Nova Venezuela!

O império está inquieto. Trata-se de mudança de regime político na América Latina. Está nascendo, democraticamente, não uma nova Cuba, mas uma nova Venezuela. O poder míope-midiático tupiniquim passa vergonha, tem que esconder tudo. Nega a realidade. Para ele chavismo socialista democrático é inadmissível, coisa de louco. Mas, como brigar com realidade, fatos? Chavismo não é fato, decretado. Conveniência servil midiática esperta.

Os poderes constitucionais, sob ritmo da Constituinte revolucionária, aceleram mudanças em ritmo  sobre o qual os poderes constituídos, velhos, antiquados, gagás antipopulares, não têm controle algum. Desespero. A velha classe politica conservadora latino-americana entra em pane.

O  poder está nas ruas, não em armas, como queria o terrorismo de direita financiado pela Cia, mas em ideias. Os militares se unem ao governo para salvar o petróleo como riqueza nacional ameaçada. Farol vermelho total para a direita.

Democracia popular

A democratização política popular é o antidoto à crise que a Venezuela está criando no processo constituinte. Fervura total. O povo ganha consciência do direito de propriedade burguesa para si. Essa conquista de classe, de repente, é sentida, palpável, tocada pelo despertar da consciência política popular.

A Venezuela, com Maduro, dá grande lição de democracia, que, para seus adversários, é um espetáculo de ditadura, com livre acesso às urnas. Cravaram votos no chavismo mais de 9 milhões de eleitores/eleitoras. Superior aos 8 milhões da última eleição. Destaque: o voto é voluntário. Levou 47% da população à luta democrática com todo o gosto.

A segurança do direito de propriedade assumida para si, no sentido genérico, pela população na discussão e votação dos seus direitos, espanta, extraordinariamente, a direita, sem candidato viável.

Nova luz latino-americana

A Venezuela é a nova luz para as esquerdas que está acendendo. A impressionante vitoria eleitoral é um marco histórico. Em outros tempos, movimentos que se desembocam em constituinte venezuelana derramariam muito sangue.

Para tentar parar a onda chavista, a direita bem quis promover terrorismos, financiados pela CIA e exércitos mercenários. Mas, não colou. A população está centrada nos seus objetivos: quer constitucionalizar na prática e na teoria os seus direitos.

Empoderamento assusta Tio Sam

O espírito revolucionário constituinte venezuelano apavora Washington. A estratégia política bolivariano-chavista constitucional forma revolucionários que asseguram amplos direitos e conquistas. Resultado previsível: empoderamento político socialista bolivariano etc.

Não há espaço para direita. No clima da constituinte, se ela botar a cabeça para fora a fim de pedir quebra de direitos, é degolada. Venezuela vive clima de Robespierre com constituinte bolivariana. O discurso da direita é incompatível com o que ferve na Assembleia. Esse fervor é a nova política venezuelana.

A direita, desmontada, políticamente, arredia e fugaz ao chamamento eleitoral, por falta de candidato, vai acabar no exílio.

 

Uma resposta para “Socialismo bolivariano avança nas urnas. Constituinte revolucionária dá o ritmo”

  1. Amo esse valente povo, fiel e coerente com os líderes políticos que mudaram a qualidade de vida dos mais pobres e esquecidos.

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