“Ditador” chavista vence “democratas”! Lula, o “populista”, maior beneficiado!

Depois de vencer eleições para a Constiutinte, o “Ditador” Maduro dá outro banho na oposição “democrata”, aliada de Tio Sam, que não consegue derrubá-lo depois que, seguindo Chavez, promove, na Venezuela, aliança cívico-militar nacionalista contra a direita golpista.

 

UNIÃO CÍVICO-MILITAR NA VENEZUELA ALIA-SE À CHINA-RUSSIA E BOTA OPOSIÇÃO E TIO SAM PRA CORRER

Chororô total da direita latino-americana. Estavam todos caindo de pau na “Ditadura” Maduro, segundo escancaravam os meios de comunicação conservadores, na linha do Globo, do Estadão, da Folha, do Clarin(Argentina), El Mercurio(Chile) etc. O “ditador” sanguinário chavista havia, há poucas semanas, faturado eleição para Assembleia Nacional Constituinte, quando compareceram 8 milhões de eleitores. Torceram o nariz: manipulação, fraude, roubo, chantagem etc, etc. Quem lesse apenas essa mídia golpista, sempre aliada, dos Estados Unidos, como, no Brasil, alinhada ao golpe contra Dilma Rousseff, apostava na oposição venezuelana. Seria barbada. O povo, nos 23 estados da Venezuela, iria à forra, nesse domingo, nas eleições parlamentares, para derrotar o “Ditador”. Na véspera, os prognósticos não davam outra senão que os oposicionistas poderiam dar um banho. Bem que o ex-senador Marco Maciel tinha mania de lembrar Ananias, famoso jogar do Náutico, Recife, que respondia aos que lhe perguntavam quanto seria o placar do jogo, antes de ser realizado, que somente faria prognóstico depois da partida. Há, há, há. Os oposicionistas, com apoio dos golpistas, entraram, equivocadamente, no já ganhou. Resultado: dos 23 estados, 17 derrotaram oposição. Os oposicionistas caíram em pratos: fraude, chantagem etc.

PROBLEMA DA DIREITA É O VOTO

O problema da direita latino-americana é o voto. Saiu para a disputa, perde. No Brasil, depois que o PT venceu em 2002, só parou de ganhar, porque deram o golpe. Lula, em 2018, como as pesquisas já anunciam, será pule de dez. Os golpistas neoliberais, alinhados a Washington, partiram para a ignorância. Deu merda. Estão todos no buraco. Tentam aqui, como tentaram na Venezuela, ganhar no grito, botando a grande mídia oligopolizada, para mentir descaradamente. A economia está uma beleza, em plena recuperação, embora o desemprego continue alto e quem consegue uma vaga terá que submeter-se à precarização total imposta pelas novas relações trabalhistas, que eliminaram direitos consagrados desde os anos 1940, quando Getúlio Vargas criou a CLT. Os investimentos, que os golpistas dizem estar em alta, não passam de compras de ativos na bacia das almas, já amortizados e dando resultados positivos há anos, como é o caso, por exemplo, da Cemig, em Minas Gerais. No mesmo caminho, os “investimentos” externos se ampliam para adquirir Eletrobrás, Petrobrás, Vale do Rio Doce(a parte do governo na empresa)seguradoras estatais, por aí.

SUCATEAMENTO NEOLIBERAL

A direita barateia o País para vendê-lo. Congela, por vinte anos, gastos sociais que geram renda disponível para o consumo. Produz, dessa forma, quedas de arrecadação, sucateamento financeiro dos estados e, com isso, gera expectativas negativas, cujos reflexos se fazem sentir sobre ativos estatais, que têm seus preços jogados para baixo. Crime de responsabilidade, sacanagem neoliberal que não tem compromisso com desenvolvimento nacional. Isso, sim, daria impeachment. Tocam os golpistas o país como se fosse fazenda de exportação de produtos primários sempre levando chumbo nas asas por conta da deterioração dos termos de troca. Na Venezuela, o governo mobilizou o povo e aliou-se ao militares nacionalistas. Configurou o que Chavez pregava: aliança cívico-militar. Era o que Dilma tinha que ter feito aqui para evitar o golpe. Faltou diálogo democrático com militares brasileiros, os mais beneficiados pelos governos do PT em relação a todos os demais governos anteriores. Foram Lula e Dilma, com articulação no Congresso, que aprovaram o Plano Nacional de Defesa(PND), em 2005, e a Estratégia de Defesa Nacional(EDF), por meio dos quais se estrutura desenvolvimento nacionalista a partir da vinculação dos investimentos em defesa do território brasileiro com cadeia produtiva industrial derivada, complementar,  alavancadora de vanguarda científica e tecnológica, empregos de qualidade, agregação de valor ao produto nacional etc. É por aí, como destacou o comandante do Exército, general Villas Boas Correia, em palestra no CEUB, que avançará verdadeiro nacionalismo, como acontece nos países capitalistas desenvolvidos.

NOVO RUMO LATINOAMERICANO

Posição contraria a essa é a do general Etchgoyen, ministro da espionagem de Temer, o ilegítimo, que demoniza democratização petista atacando-a de populista e assistencialista, embora responsável, com essa linha social democrata, pela emergência de 40 milhões de novos consumidores, que colocaram o Brasil numa nova posição geoestratégica global. Com Temer, Etchegoyen, numa linha antinacionalista, posiciona-se favorável aos que ajudaram a dar golpe na democracia. Defende o absurdo de abrir a Amazônia aos americanos, iniciativa prevista para começar esse ano, contra a qual a TV Comunitária do DF e o jornal Brasil Popular articulam resistência nacional. Na Venezuela, o “Ditador” Maduro não vacilou: uniu-se aos nacionalistas, para defendê-lo dos golpistas, em aliança cívico-militar, e o país, democraticamente, vai enfrentando vitoriosamente os golpistas aliados de Tio Sam, enquanto, por aqui, a vaca vai indo para o brejo, aceleradamente. Constituinte em marcha, ancorada por vitória parlamentar, nesse domingo – eis o novo caminho que Venezuela aponta para a América Latina se libertar dos seus algozes de sempre. Para se proteger, ainda mais, o “Ditador” faz aliança econômica com China e Rússia, para usar moeda alternativa ao dólar, como proteção às pressões de Wall Street, por meio do seu famoso Consenso de Washington neoliberal, que Trump prega mas não usa para si, apenas, para os outros. Certamente, a vitória do “Ditador” Maduro contribui, ainda mais, para o foguete eleitoral Lula galgar novos apoios populares, porque a impopularidade de Temer já revelou a repugnância que produz na alma popular os golpistas entreguistas antinacionalistas.