Forte Apache dá tiro de canhão na Praça dos 3 Poderes e abala golpe neoliberal

 

GOLPE MILITAR NACIONALISTA X GOLPE CIVIL NEOLIBERAL ANTINACIONAL.
DEMOCRACIA BALANÇA
Comandante do Exército, General Villas Boas assinou em baixo o que disse o general Mourão: militares não deixarão instalar o caos, que está sendo produzido pelos golpistas de 2016, na economia e na política, às custas de muita corrupção, recessão, desemprego, fome e miséria crescente do povo, no rastro do congelamento neoliberal ditado por Washington.

Podres poderes

General Mourão alertou, principalmente, o Judiciário, que deu justificativa legal ao golpe contra Dilma. Se ele não tiver capacidade para enquadrar os golpistas, perdendo controle das instituições, deixando-as no brejo, onde estão, nesse momento, a intervenção vem a galope. Os planos já estão prontos, é só colocar em prática. Chegou a hora da onça beber água?

Os generais do Exército deram tiro – por enquanto verbal – de canhão na armação de Montesquieu na Praça dos Três Poderes em Terra Brazilis.

A jovem e falsa democracia neoliberal tupiniquim foi para o espaço com o golpe neoliberal de 2016, que derrubou presidenta eleita com 54 milhões de votos.

Não consegue se manter de pé com as suas regras que requerem mistura explosiva de muito dinheiro e corrupção.

Executivo, Legislativo e Judiciário, harmonicamente, deram tiro na democracia, mas no comando do golpe trocaram pés pelas mãos.

Basta ver o caos gerado pela reforma eleitoral ao lado do caos econômico, que, até agora, a grande mídia, braço ideológico desse modelo falido, não reconheceu.

Como reconhecer, se ela é o próprio golpe?

Os congressistas, dependentes do modelo político eleitoral ancorado no dinheiro dos banqueiros, que destrói o modelo econômico e social, não são capazes de desarmar a bomba que armaram para si mesmos.

A reação dos militares se faz contra esse jogo de auto-destruição que ameaça a vida deles próprios.

Saiu completamente do horizonte dos generais, marechais e brigadeiros, o que foi montado nos governos Lula e Dilma: geopolítica nacionalista desenvolvimentista para o mundo globalizado, com aprovação do Plano Nacional de Defesa(PND) e Estratégia Nacional de Defesa(END), aprovados, em 2005 e 2007, no Congresso Nacional.

Os neoliberais golpistas, com a política econômica de Meirelles, detonaram a possibilidade de existir geopolítica nacionalista com a qual os militares contavam implementar para tornar o Brasil ator protagonista na cena global, no rastro da diplomacia independente tocada por Lula.

Em palestra, no Ceub, no Dia do Soldado, às vésperas do golpe de 2016, o general Villas Boas destacou aos alunos que o Brasil não tem futuro sob política econômica dominada pelo mercado especulativo financeiro, incapaz de gerar lideranças e rumo seguro ao desenvolvimento nacional sustentável.

Disse que é nacionalista e que a palavra nacionalista se transformou em algo envergonhado: “Elogiamos nacionalismo dos outros e denegrimos o nosso.”

A submissão vergonhosa de Temer a Trump, nessa semana, na ONU, alinhando-se à politica do porrete de Tio Sam contra a Venezuela, enquanto vai destruindo o patrimônio mais caro que os militares ajudaram a construir, de Getúlio a Geisel – as empresas estatais, estruturantes do desenvolvimento nacional, ao lado das politicas trabalhistas, essenciais à sustentação do mercado interno -, evidenciam o que os golpistas desejam: destruição da possibilidade econômica nacionalista.

Já Trump trilhou caminho oposto: defendeu nacionalismo com unhas e dentes, na selva global.

O sobrinho de Tio Sam prega armadilha para o Brasil de Temer, enquanto foge dela para defender os Estados Unidos da concorrência chinesa.

Pavor eleitoral 

Lula virou fantasma da direita quanto mais sobe feito foguete eleitoral nas pesquisas, como aconteceu, nessa semana, com os números da CNT, em que joga poeira sobre todos concorrentes, tornando-se imbatível pra 2018. O judiciário golpista, que recebeu puxão de orelha dos generais, vai cassá-lo?

O vendaval neoliberal tupiniquim, orientado pelo Consenso de Washington, tem um comandante: o banqueiro e ministro Henrique Meirelles.

Ele conseguiu, com a base conservadora golpista no Congresso, aprovar o porrete econômico antinacional em cima do povo: a PEC 95, nova versão do consenso washingtoniano, que congela, por vinte anos, os gastos públicos em nome do ajuste fiscal neoliberal.

Eis a essência do golpe PEC 95: os gastos primários do governo(receitas menos despesas exclusive pagamento de juros) entraram na era econômica glacial, enquanto os gastos nominais(receitas menos despesas inclusive juros) ficam eternamente aquecidos.

Ou seja, pau na moleira do povo, refresco geral para os banqueiros, o mercado financeiro especulativo, que compra votos no Congresso para impor o jogo neoliberal que muda a Constituição, tornando-a útil, apenas, para eles.

O golpe é isso: destruir os gastos não financeiros do Orçamento Geral da União(OGU), portanto, os dispêndios sociais(saúde, educação, infraestrutura, segurança/defesa nacional etc), que geram renda disponível para o consumo, de modo a sobrar mais e mais recursos para sustentar os gastos financeiros, que não geram desenvolvimento algum.

Temer-Meirelles criaram armadilha para si, mesmos: não conseguem arrecadação, para novos investimentos, produzindo, consequentemente, paralisia econômica e instabilidade política.

República bancocrática 

A dupla que afunda o Brasil e joga para as calendas o que é mais caro aos militares, seus planos de defesa, necessários à geopolítica nacionalista, capaz de tornar Brasil ator global, na política externa, estão sob ataque do Apache.

Vão para o ralo, para o bolso dos agiotas, que abocanham, por meio da dívida tocada a juros escorchantes,  cerca de 50% do OGU.

No ano passado, 44% do OGU realizado, em R$ 2,6 trilhões, destinaram-se ao pagamento de juros e amortizações da dívida.

O resto não cobre todas as despesas, sobrando ninharia para o social sem o qual não há equilíbrio econômico, financeiro e político, capaz de tocar o país para frente.

Os projetos dos militares, seus planos de defesa e de estratégia de defesa, de cunho nacionalista, sintonizado com o desenvolvimento sustentável, vão para o sal.

Os neoliberais entendem que gastos sociais e de defesa nacional são responsáveis pelo déficit e não receitas obtidas pelo desenvolvimento que geram.

O principal assunto que precedeu a fala do general Mourão, na maçonaria, em Brasilia, foi desabafo da tropa revoltada contra a escassez de dinheiro para os seus projetos nacionalistas desenvolvimentistas.

Dialética militar 

Consagrado historiador e politólogo, autor de “A desordem mundial”, recentemente, lançado, no Brasil e na Europa, Moniz Bandeira foi o primeiro a defender militares para conter sucateamento neoliberal comandado por Temer-Meirelles. A dialética da intervenção depuradora neoliberal é um incógnita, mas, sem ela, na opinião dele, não tem volta o entreguismo neoliberal que afeta as estatais estruturadoras do desenvolvimento nacional, como Petrobrás, Eletrobrás etc, candidatas à venda a preço de banana.

Entendem que sem dinheiro para seus projetos desenvolvimentistas fica afetada, de morte, a segurança nacional.

O que é a segurança nacional, para os militares, hoje, segundo o comandante do Exército, general Villas Boas, que apoiou o desabafo de Mourão, em entrevista ao repórter Pedro Bial?

Ela se ancora na moderna doutrina de segurança nacional determinada pela Escola de Copenhague: mais emprego, mais saúde, mais educação, mais infraestrutura econômica e social, que produzem desenvolvimento nacional sustentável.

A ponte/pinguela para o futuro neoliberal de Temer-Meirelles-PMDB-PSDB é o inverso disso: menos saúde, menos segurança, menos educação, menos infraestrutura, mais instabilidade geral  etc.

Como ofertar emprego, educação, saúde, infraestrutura etc, se a maior parte do bolo do OGU visa atender a demanda constitucional neoliberal expressa no artigo 166, § 3º, II, b que contingencia gastos não financeiros e proíbe contingenciamento dos gastos financeiros, para satisfazer interesse da banca, exclusivamente?

A prioridade absoluta da política econômica neoliberal fortalecida pelo golpe de 2016 é pagamento de juros e amortização da dívida, que absorve mais de R$ 1 trilhão/ano, do total dos R$ 2,6 trilhões do OGU.

Essa macroeconomia neoliberal economicida estava ameaçada pelo empoderamento político popular que avançou nos governos Lula e Dilma.

A democratização do poder ampliou tal empoderamento político das classes sociais mais baixas, que avançaram com o PT, no poder, sinalizando reforma política irreversível, se o calendário eleitoral, em 2018, for mantido, com o ex-operário presidente candidato ao Planalto.

Empoderamento perigoso

Presidente da Câmara, depois do alerta dos generais, tem que mudar de posição, e já começou a lançar farpas contra Temer, alvo da Procuradoria Geral da República, pela segunda vez. O clima político mudou de qualidade. O alerta total soou para aqueles nos militares não confiam, depois do golpe de 2016 contra a democracia.

O medo dessa possibilidade assustou geral a burguesia financeira, que encheu de grana sua base política conservadora no Congresso para dar o golpe, suspender as garantias sociais e econômicas constitucionais, acelerar desmobilização do patrimônio nacional, vendendo tudo, se possível, a qualquer preço, de modo a fixar na Constituição novo status econômico anti-social ultra-conservador antinacionalista.

O avanço do empoderamento político popular impediria, pela via legislativa, qualquer mudança política qualitativa e quantitativa contrária aos trabalhadores.

O ataque aos direitos sociais, pelos golpistas, bombeia, em contrapartida, Lula, nas pesquisas, como revelou CNT.

Democracia virou obstáculo para burguesia financeira e sua base política endinheirada no Congresso.

Esse esforço extraordinário dos golpistas, para se manterem no poder, requer, porém, aprofundamento do que já se tornou insuportável, ou seja, a prática da corrupção.

Por exemplo, se o ilegítimo Temer, agora, pela segunda vez, denunciado pela PGR ao STF, que autorizou Congresso a julgá-lo, por corrupção passiva e obstrução de justiça, tentar, de novo, irrigar os golpistas, para se safar, pode danar-se de vez, depois das falas sincronizadas dos generais, ameaçando intervenção na democracia neoliberal falida.

Estresse parlamentar

O presidente do Congresso, candidato a réu no Supremo Tribunal Federal, alvo da Lavajato, braço direito de Temer, no Congresso, botou as barbas de molho.

A canoa furada de Temer-Meirelles-PMDB-PSDB em alto mar tenebroso sem bússola pode virar.

O despejo volumoso de dinheiro no Congresso, as malas do Geddel com R$ 51 milhões e outras cositas más, para evitar derrota temerista, nesse segundo round, em meio à recessão e desemprego, representaria dose venenosa demais, no pós contidos desabafos dos generais.

Ficou evidente que se tornou muito mais difícil segurar o jogo econômico e político neoliberal socialmente excludente e poupador de empregos, na base da corrupção, tentando montar modelo eleitoral que eternize essa corja no comando dos três poderes.

É isso aí o caos referido pelo general Mourão, que, segundo ele, precisa ser contido pelo Judiciário que, também, está na roda do golpe neoliberal.

O copo d’agua transbordou-se com esse murro na mesa dos homens de verde.

Para quem sabe ler, pingo é letra.

O modelo político que sustenta a elite corrupta atolou no brejo.

Prova-o a incapacidade dela de tocar a reforma política conservadora que ela tenta passar no Legislativo para manter-se no poder.

O golpe neoliberal impõe sua própria dialética: golpe atrás de golpe.

Os golpistas, portanto, estão num beco sem saída: se saírem para a luta eleitoral, perdem de lavada.

Se ficarem armando corrupção, uma atrás da outra, para se manterem no poder e ir sujando a imagem do país mundo afora, enquanto vão vendendo patrimônio nacional, a torto e a direito, os zomes pegam eles.

5 respostas para “Forte Apache dá tiro de canhão na Praça dos 3 Poderes e abala golpe neoliberal”

  1. Meu Caro César, grato pela referência elogiosa que fizeste ao meu nome. Não vejo outra saída senão. Estive exilado, foragido e preso durante ditadura imposta em 1964, mas não tenho ressentimento nem preconceito contra os militares. O Brasil atualmente está sob uma ditadura, com verniz de legalidade, não muito diferente da que foi instituída em 1964 e que durou até 1966, quando Costa e Silva, ainda ministro da Guerra, assumiu virtualmente o poder e impôs a Castelo Branco maciços gastos públicos para a retomada do desenvolvimento. Estudei esse assunto, profundamente, em dois livros meus: a 8a edição de O Governo João Goulart, publicada pela UNESP, e Brasil-Estados Unidos: a rivalidade emergente, quando o Brasil tomou o rumo do desenvolvimentismo, ainda que com capitais estrangeiros.
    O importante, para mim, é salvar o Brasil, que Michel Temer e Henrique Meirelles colocaram na feira de liquidação, para que os estrangeiros comprem com os maiores descontos promocionais, aproveitando a ocasião.
    Com um forte abraço, Moniz

  2. Veja isso, César

    O que Temer entregou na ONU? Nossa tecnologia nuclear.

    matéria retirada de Conversa Afiada, agora, 12h12

    Sem chamar a atenção da imprensa, o Governo Temer praticou um absurdo de submissão do Brasil ao mundo poderoso da ciência nuclear, ao assinar – o que se recusava a fazer desde 1996, o chamado “Protocolo Adicional ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares”.

    O tratado, que era rechaçado pelo país desde 1968, quando foi criado, até a adesão, com FHC, em 1996, dá direito a Agência Internacional de Energia Atômica a inspecionar instalações nucleares para verificar se há atividade “ilegal” de produção de armas nucleares.

    Daí o Brasil ter, até agora, um acordo de salvaguardas com a AIEA, que permite à agência inspecionar instalações brasileiras, mas com respeito à soberania nacional e a nossos interesses econômicos.

    Agora, não mais.

    No ano seguinte à adesão brasileia, a AIEA, por proposta americana e a pretexto do programa nuclear do Iraque, elaborou protocolo adicional aos acordos de salvaguardas. Nele, se fanqueia a visita de inspetores, sem aviso prévio, a qualquer local do território dos países não nucleares para verificar suspeitas sobre qualquer atividade nuclear.

    Isso, claro, inclui as nossas pesquisas, até agora com reservas de sigilo tecnológicos, com ultracentrífugas de tecnologia brasileira, diferente da iraniana, desenvolvidas pela Marinha. Hoje, essa tecnologia é tratada como segredo industrial, até mesmo para os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica.

    Com o protocolo adicional, estas defesas caem e até mesmo a pesquisa acadêmica pode ser “investigada”, sem aviso prévio e sem reservas.

    Diz o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-geral das Relações Exteriores do Itamarati, que “o Protocolo Adicional constituiria uma violação inaceitável da soberania diante da natureza pacífica das atividades nucleares no Brasil, uma suspeita injustificada sobre nossos compromissos constitucionais e internacionais e uma intromissão em atividades brasileiras na área nuclear”.

    Um colega, cujo nome preservo por razões profissionais – pensar virou crime nas redações – escreve-me: ” O Brasil fez enormes sacrifícios e resistiu a imensas pressões internacionais para dominar a cadeia de enriquecimento do urânio e, agora, essa iniciativa é um duro golpe na soberania nuclear do Brasil. Feita praticamente às escondidas, sem discussão prévia na comunidade diplomática, tecnológica e acadêmica. Foram falar disso apenas lá, nos EUA e em troca de… nada”.

    Nada mesmo, apenas fazer temer ficar no papel de bom-moço e nosso país mostrar que abana o rabinho mesmo que não lhes deem nem um pedacinho do osso.

  3. César, minha opinião.

    Meu querido Valter,
    insisto, em nada tenho ilusão. Sei que tudo pode acontecer, se houver uma intervenção militar. Mas o fato é que, se Dilma Rousseff foi deposta por um golpe de Estado, e de fato foi, não mais existe Estado de Direito nem democracia no Brasil. Acabou a Constituição. O governo, que só conta com a simpatia de cerca de 3% da população, realiza reformas para as quais não teve mandato. O Congresso, corrompido e desmoralizado, assumiu poderes constituintes com os quais não foi eleito. Nada do que ocorreu e está a ocorrer é constitucional. Nada tem legitimidade. E o golpe de Estado foi dado exatamente para a execução de tais reformas: trabalhista, previdenciária, terceirização, redução do Estado, com a venda das empresas públicas, impedir os gastos públicos por 20 anos etc. E as forças econômicas, nacionais e estrangeiras, que estão por trás do presidente de fato Michel Temer e do seu sinistro ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, farão tudo para que não haja retrocesso na execução do seu projeto, modelado pelo Consenso de Washington.
    Falar em Constituição, agora, é que é uma grande ilusão. As liberdades são relativas, como durante o regime militar, porém nem imprensa alternativa existe mais como naquele tempo. Toda a mídia repete o mesmo e o alvo é o ex-presidente Lula, com judiciária a condená-lo, sem provas, apenas para efeito de repercussão na imprensa e desmoralizá-lo. Quanto mais ele cresce nas pesquisas mais me parece que as poderosas forças econômicas nacionais e estrangeiras, que sustentaram o golpe do impeachment da presidente Dilma Rousseff, tentarão tirá-lo de qualquer forma das eleições. Tenho até dúvidas de que as eleições ocorrerão. Temer e demais cúmplices sabem que, ao descer a rampa do Planalto, sem imunidade, podem ser presos e enviado para a Papuda. A insatisfação no meio militar é enorme, conforme exprimiu o Antônio Olímpio Mourão. E teve toda razão o deputado Aldo Rebelo, do PC do B, quando recomendou o diálogo com os militares. O proto-nazifascista Jair Bolsonaro não é representativo das Forças Armadas. É minoria.
    A intervenção militar pode ocorrer. Como se desdobrará é difícil imaginar. O ideal seria que fosse como a do general Henrique Teixeira Lott em 1955. Mas não creio, em face do Congresso que aí está. O importante é impedir que o patrimônio nacional – Eletrobrás, Eletronuclear, Petrobrás e pré-sal, bancos estatais – seja dilapidado, entregue aos gringos: é evitar que o desenvolvimento do Brasil, com a inclusão, não seja interrompido; é impedir a entrega aos gringos de uma parte da Amazônia maior que a Dinamarca. Claro que não defendo regime de exceção, mas regime de exceção é o que já existe no Brasil, com um verniz de legalidade. O que ocorreu no Brasil, com a derrubada da presidente Dilma, foi golpe de Estado, como, na Ucrânia, com a destituição do presidente Wiktor Yanukovytch, na madrugada de 21 para 22 de fevereiro de 2014, por uma decisão de um Congresso comprado. A Constituição deixou de existir. Ilusão é pensar que, após realizar as reformas pretendidas pelo capital financeiro e o empresariado nacional, as forças, que se apossaram do poder, vão deixá-lo sem ser por um golpe de força. E, infelizmente, as forças populares já demonstraram a sua impotência. A nada reagiram.
    Não desejaria que ocorresse intervenção. Todos sabem como começa, mas não quando termina. Porém, não estou a ver outra perspectiva no Brasil. É necessário impedir o desmonte do Estados nacional. E há-de chegar um momento em que o impasse político, com o agravamento da situação econômica e social, terá de ser pela força.
    Com afetuoso abraço, Moniz

  4. A Máfia Oligarquica do Crime Organizado nos Três Poderes deve ser exterminada, pelas FFAA em Frente Única aliadas aos Movimentos Sociais, em prol da soberania nacional e dos interesses exclusivos do Povo Brasileiro. Já passou da hora uma Revolução Civil-Militar Brasileira para instituição de uma Verdadeira Democracia, por um Governo Participativo Cidadão no Brasil. Pelo fim das máfias criminosas governistas que agem em benefício próprio! Pelo Brasil, Pelo Povo Brasileiro, Por Nossa Nação Brasileira! Às armas, cidadãos brasileiros, civis e militares unidos, contra as oligarquias!

  5. INTERVENÇÃO JÁ

    O Brasil foi invadido e as Forças Armadas (FFAA) precisam expulsar, rapidamente, este inimigo que se apossou de nossa Nação.

    Os militares já estudaram no passado, nem tão remoto, que a invasão do País também se dá pela ideia totalitária, que promoverá o fim da nacionalidade, da justiça, da liberdade e da coesão social.

    Esta força vai se infiltrando solertemente, se apossando de nossas riquezas, destruindo a altivez dos brasileiros e faz tudo isso em proveito dos escusos interesses externos.

    Quem é esta força, onde e como atua e quem a representa no Brasil são as questões norteadoras da ação militar.

    Esta força estrangeira é a nova ordem mundial, também conhecida por sistema financeiro internacional, que aqui abreviaremos por banca. Ela é controlada por cerca de quarenta famílias, nenhuma brasileira, e objetiva a destruição de nossa Nação, da eliminação de nossas fronteiras, da subversão de nossas leis e da exclusão da cidadania brasileira.

    O exemplo de sua atuação é identificado em várias partes do mundo. Assim a vemos no mundo árabe, onde a banca se infiltrou no seio da religião, criou uma rivalidade entre os pensamentos sunitas e xiitas e destruiu os países que conhecíamos como Líbia e Iraque. O objetivo foi se apossar das enormes riquezas petrolíferas destes países e colocar suas populações nas condições de vida e de civilização que lembram as ocorridas há 800 anos.

    Também no Afeganistão a banca vem provocando uma guerra civil interminável para a qual colocou, inclusive, estadunidenses e outros cidadãos estranhos ao povo afegão que causam ainda mais desavenças e mortes.

    Presentemente, estas forças vem atuando com incalculável prejuízo material, humano e moral na Síria, no México e, aqui mesmo, em nosso subcontinente sulamericano, na Venezuela.

    Como atua a banca? Pela corrupção, comprando, com dinheiro e doutrinação, os brasileiros que passam a agir em seu proveito. Houve uma época que a atuação estrangeira se dava, preferencialmente, pela modificação das mentes militares. Hoje, estes interesses alienígenas preferem atuar pelo poder judiciário.

    A banca concluiu – e o Brasil dos generais Henrique Lott, Ernesto Geisel, para não ir mais longe com Leitão de Carvalho e o Almirante Álvaro Alberto, o comprovaram – que os militares eram nacionalistas, e para a banca o nacionalismo é o maior inimigo; como ideologia internacionalista que é.

    Assim, a intervenção militar deve começar onde a banca mais se empoderou: na justiça e nas finanças; intervindo no Supremo Tribunal Federal, no Ministério Público Federal e nos Estaduais, em Tribunais de Justiça, em Varas Criminais e no Ministério da Fazenda, no Banco Central e nas empresas chaves para o desenvolvimento brasileiro como a Petrobrás, a Eletrobrás, a Nuclebrás, a Vale e nas Agências Reguladoras que decidem sobre áreas estratégicas para soberania brasileira.

    A banca é também escravizadora, ela cerceia a liberdade, extinguindo a voz do povo, o exercício democrático da cidadania, retirando o projeto de País escolhido pelo voto para colocar no lugar o seu projeto espoliador, tirânico, totalitário.

    É também fundamental que as FFAA assumam o controle da mídia que vem divulgando falsidades e licenciosidades contra o Brasil e o povo brasileiro.

    As FFAA estarão assim, não apenas agindo como preceitua a Constituição, na defesa do País, de sua riqueza, de sua soberania e da vida livre do povo, mas ganhando o aplauso e apoio da maioria dos cidadãos que não se venderam para banca.

    É preciso dar um basta neste esbulho, nesta posse clandestina do Brasil e repor o projeto de Nação que a maioria absoluta do povo deseja.

    Pela imediata derrogação dos poderes dos ministros, desembargadores, juízes, promotores, presidentes e diretores de agências e empresas nacionais que estão agindo em favor da banca.

    Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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