Parlamentarismo acelera calote na dívida

GOVERNO PARLAMENTARISTA FARIA AJUSTE FISCAL DRACONIANO QUE PREGAM OS BANQUEIROS, CREDORES DE DÍVIDA, QUE SE APROXIMA DE 100% DO PIB, INVIABILIZANDO-SE, COMPLETAMENTE, COM A SOCIEDADE, CHAMADA A PAGAR A CONTA A CUSTA DE SUOR E SANGUE?

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Os banqueiros podem estar correndo muito perigo se continuarem estimulando os golpistas do PSDB a levarem adiante a ideia parlamentarista.

O poder sairia do executivo para o legislativo, onde sob pressão popular haveria aumento e não diminuição de gastos públicos, como defendem credores.

O primeiro ministro parlamentarista subiria ao governo contrariando base parlamentar?

Nunca.

Quem domina a base parlamentar, hoje?

O Centrão, basicamente, composto de uma massa de classe média que emergiu com os programas sociais que o PT construiu, mas que não soube faturá-los, politicamente.

Quem está sendo prejudicado pela estratégia econômica do governo golpista?

Justamente, essa classe média baixa emergente.

Ela experimentou comer doce de leite gerado pelo distributivismo econômico petista, ao mesmo tempo em que foi induzida pelos meios de comunicação anti-petistas a detestarem o PT.

Foi cooptada, palavra da moda, pelo Centrão do ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), com o qual Dilma se recusou a conversar e negociar, razão pela qual caiu pelo impeachment armado por ele.

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A bancarrota de Cunha deixou o Centrão, novo poder, solto, pronto para ser absorvido pela raposa golpista  peemedebista Temer, que juntou Centrão, PSDB e PMDB, para fazer o que estão fazendo: destruindo o Estado nacional, para doá-lo ao capital estrangeiro.

Os tucanos, PSDB, pensavam que navegariam numa boa nesse lodaçal político, para eles ideal, porém, o senador Aécio Neves(PSDB-MG), presidente do partido, cometeu aquela cagada monumental, de pedir dinheiro para o empresário Joesley Batista, que o gravou.

PSDB já era, como ficou evidente no seu programa eleitoral, nessa quinta feira.

Cacos para todos os lados.

Ficou impossível ao PSDB ganhar força para a sua principal aposta, o parlamentarismo, saída para fugir de eleições,  visto que não aguenta disputa aberta com Lula, como demonstram, sobejamente, as pesquisas.

Os tucanos, que desejam sistema parlamentarista, mas têm medo de fazer plebiscito sobre o assunto, temeroso de que não seja aprovado pela população, suicidam-se a olhos vistos, num mar de incoerência.

Criticam o governo, para dar satisfação à opinião pública, rebelde contra Temer, carrascos das políticas sociais, mas resistem a largar seus postos que têm nele.

E o Centrão, do qual Temer não pode abrir mão, cobra a fatura fatal: quer cargos dos tucanos, sem os quais deixam o presidente na mão de Janot, que promete, nos próximos dias, antes de sair da PGR, encaminhar mais uma denúncia contra o titular do Planalto por prática de corrupção.

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O desespero do presidente se expressa nos números: teve que aumentar de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões a meta fiscal, desse ano, a fim de dispor de mais R$ 20 bilhões, como segurança financeira para ficar no posto, distribuindo grana para correligionários, de modo a fazê-los desistir de eventuais traições contra ele no plenário, entregando-o aos juízes do STF.

Essa dança financeira com dinheiro público amplia dívida pública interna, de um lado, elevando-a, aproximadamente, a 100% do PIB, e, de outro, piora, do ponto de vista eleitoral, a vida os próprios integrantes do Centrão.

Eles estarão, mais e mais, sujando-se, ao lado de Temer, inviabilizando-se para as eleições parlamentares do próximo ano.

Fuga das eleições seria a melhor alternativa para os candidatos ao eventual fracasso.

Essa fuga tem um nome: parlamentarismo.

Se o sistema parlamentarista emplacasse, algo improvável, por enquanto, herdaria, a partir de 2018, um monstro: o desastre fiscal.

Ou seja, incerteza econômica e financeira total, em meio a uma mudança institucional, cujas consequências seriam incógnitas gerais.

Os credores do estado nacional, maiores promotores do golpe parlamentar, que bagunçou geral a democracia tupiniquim, estariam num mato sem cachorro.

Teriam construído crise política com potencial para os engolir.

O campo vai se estreitando para os credores agiotas insaciáveis com a taxa de juros mais alta do planeta.

Resta a eles, agora, mais uma jogada incerta: encarar o DISTRITÃO.

Esse sistema eleitoral acaba com os partidos e coloca o poder na mão dos políticos que serão financiados por eles, os bancos, os que têm dinheiro.

Parlamentarismo com DISTRITÃO, fantasia democrática, grande confusão.

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