GOLPE DA DÍVIDA PARA DOAR ESTATAIS

TEMER DOBRA DÍVIDA E ACELERA PRIVATIZAÇÕES
Os golpistas, que derrubaram a ex-presidente Dilma Rousseff, mediante manobra parlamentar-jurídica-midiática, construíram narrativa falsa segundo a qual os governos petistas populistas de esquerda manipularam à larga as contas públicas, com gastança excessiva, que elevou incontrolavelmente a dívida federal, tornando o país ingovernável, salvo por meio de pedaladas fiscais, incorrendo em crime de responsabilidade, justificativa para o impeachment.
Subiu, ilegitimamente, ao poder o governo Temer como discurso da austeridade, com promessa de diminuir dívida em relação ao PIB, para permitir redução dos juros e sustentar governabilidade.
O resultado é o oposto, como mostra dados acima levantados pelo economista Petrônio Portella Nunes Filho, consultor legislativo do Senado.
A dívida sobe, incontrolavelmente, podendo chegar aos 100% do PIB, já no próximo ano, anunciado calote, como alertou, nessa semana, o banqueiro-financista, Luiz Cezar Fernandes, criador dos bancos Garantia e Pactual.
Vem aí corrida bancária que pode acelerar fascismo político no Brasil, como aconteceu na Alemanha, que levou Hitler ao poder.
Eis a obra da austeridade de Temer, o golpista.
Diante do perigo iminente, os austeros neoliberais aceleram vendas de ativos públicos produtivos e indispensáveis ao desenvolvimento nacional, como as empresas Eletrobrás e Petrobrás.
Fazem isso, para fugir de previsíveis condenações decorrentes do não cumprimento de regra constitucional, determinada pelo art. 167, que proíbe ampliação de dívida pública em montante superior às despesas de capital.
Desesperados, os austeros neoliberais saem vendendo tudo, irresponsavelmente, acelerando depressão econômica e desemprego incontroláveis.

Mentira neoliberal

TEMER PISA NO CADÁVER DE GETÚLIO AO ENTREGAR DE BANDEJA PARA OS ABUTRES INTERNACIONAIS A PETROBRÁS, ELETROBRÁS, BNDES, INSTRUMENTOS DO DESENVOLVIMENTO NACIONALISTA.

Será verdadeira ou falsa afirmação comumente aceita de que, no poder, os neoliberais, com suas austeridades fiscais, diminuem dívidas do governo para melhor combater déficits públicos, de modo a reduzir tamanho do Estado e permitir maior participação do setor privado na economia, melhorando gestão e eficiência econômica capaz de produzir desenvolvimento sustentável?

Pura enganação.

Em um ano e meio de governo Temer, a dívida cresceu 76%, mais que o dobro dos 31% de crescimento registrados nos 5 anos de governo Dilma Rousseff, conforme pesquisa, feita pelo economista Petrônio Portella Nunes Filho, consultor legislativo do Senado, junto ao Banco Central, sobre finanças públicas, dívida líquida do setor público e dívida do governo federal, durante período de 1994-2017*.

Portella, especialista em dívida brasileira, autor do livro “Moratória soberana”, editora Alfa Ômega,  e de estudo crítico sobre congelamento de gastos públicos, que considerou inconstitucional, destaca que escolheu o ÚNICO indicador amplo sobre a dívida federal, ao longo de 23 anos, porque seria importante incluir dados do Governo FHC, já que FHC é grande fiador da política econômica “austera” e “moralizadora” do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, homens, umbilicalmente, ligados ao mercado financeiro especulativo.

O consultor legislativo, conforme dados pesquisados que organizou, comprovou o contrário do que comumente é propagado pelo mercado e sua porta voz ativa, a grande mídia, ou seja, que, graças à austeridade fiscal,  o endividamento público sempre se amplia durante governos populistas gastadores(Lula e Dilma), enquanto diminui durante governos neoliberais, austeros, responsáveis, adeptos do equilibrismo orçamentário.

Curiosamente, Temer, diz Petrônio, imita FHC.

“Observem – diz ele, com base nos dados – que o aumento explosivo da dívida no governo Temer guarda preocupantes semelhanças com o que aconteceu no governo FHC.”

A história desmente os neoliberais e seus porta-vozes: o Brasil se endivida nos governos neoliberais e se desendivida nos populistas.

A dívida diminuiu como proporção do PIB nos governos Lula e Dilma.

Na verdade, destaca Petrônio Portella, a situação é muito pior hoje.

O governo Temer, diz, pratica uma política recessiva que, segundo os próprios ultraradicais que a implantaram, deve mater o Brasil em recessão, pelo menos, até 2020.

“Se duvidam- lembra – confiram as projeções oficiais para o déficit primário. Eles projetam que o déficit primário se mantenha inalterado até 2020. Isso significa projetar a estagnação do PIB e das Receitas Tributárias(que são função direta do PIB) até 2020.”

Resumindo: o governo neoliberal austero do ilegítimo Temer é um buraco sem fundo à vista.

 

*https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries