DITADURA MIDIÁTICA EXPLÍCITA

POVO NÃO É NOTÍCIA PARA DITADURA MIDIÁTICA

A caminhada Lula pelo Nordeste, nesse instante, em país sulamericano de 200 milhões de habitantes, dominado por golpe parlamentar-jurídico-midiático, é das melhores pautas do jornalismo mundial.

O New York Times, mais importante jornal do mundo, não deixou barato.

Retratou o fato politicamente expressivo.

Furou, espetacularmente, a grande mídia tupiniquim.

Lula, para ela, não existe.

Jornalismo(?) golpista!

Não tem mais isenção para retratar os fatos, a realidade brasileira.

Nega o mandamento número um do jornalismo: a realidade tem dois lados(no mínimo).

Ela é dual: positivo-negativo, singular-plural, masculino-feminimo, yin-yang, cara-coroa.

Interatividade dialética.

Mas o oligopólio midiático tupiniquim só vê um lado da realidade: o que lhe interessa.

Vergonha.

O líder popular é cercado por todos os lados, ovacionado pelas massas, em espetáculo impressionante, mas escapa ao olhar dos sites do poder midiático oligopolizado(Globo, Estadão, Folha etc).

Mantêm-se como avestruzes, cabeça enfiada na areia.

A mídia tupiniquim justifica sentido real do fato de que tenha o Brasil, sob Temer, o ilegítimo, deixado de ter importância para o mundo civilizado, como destaca Valor Econômico.

Esconder fato gritante, em nome de interesses ideológico, é comprovação da insignificância dos próprios donos da mídia.

As elites, apoiadas por eles, voltam-se para as armações de gabinete, no parlamento.

Tentam emplacar o oposto do que as massas estão pedindo, ao ovacionarem o ex-presidente.

A caminhada dele vai escrevendo na mente popular, em caracteres garrafais, o óbvio: será marmelada eleição sem Lula.

Pintará decepção profunda na alma popular que se transformará em conscientização política contra os armadores da grande maracutaia eleitoral.

Jamais o termo ganhará tamanha materialidade na consciência popular e nunca se evidenciará tão gritante a distância entre mídia tupiniquim e  população.

Vai pintando repeteco do que sempre rolou, mídia de um lado, fatos do outro.

A Rede Globo deu às costas ao povo na hora do movimento das Diretas Já.

Igualmente, apoiou  o golpe militar de 1964.

Da mesma forma, chancelou o golpe contra Dilma.

Agora, impõe, em meio à gritaria da massa por Lula, a conspiração do silêncio.

Pura miséria cultural elitista.

O New York Times dá uma lição nesse cinismo tupiniquim vagabundo.

Contra os fatos não há argumentos.

Isso para quem tem discernimento.

Mas, para a elite, contra os fatos faz-se necessários os falsos argumentos.