PDV, lógica da tragédia neoliberal

GOVERNO DO DESEMPREGO PREPARA A MAIOR ONDA DE VOTOS PARA A OPOSIÇÃO NAS ELEIÇÕES DE 2018. SE O NEOLIBERALISMO ERA POUCO COMPREENDIDO PELA POPULAÇÃO, COM TEMER E MEIRELLES, ELE TORNOU-SE PERFEITAMENTE COMPREENSÍVEL GRAÇAS A SUA DIDÁTICA EXPOSTA EM DESEMPREGO E MISÉRIA.

Para os capitalistas endividados, renegociação de dívidas tributárias a perder de vista, com o Refis.

Para os trabalhadores e servidores, demissão, redução de salários e PDVs – plano de demissão voluntária.

Dois pesos, duas medidas.

Para o capital, moleza, para o trabalho, dureza.

Por que não democratizar a proposta de renegociação de dívidas a prazo de égua, também, para os trabalhadores, como se faz com os empresários?

Se as facilidades correm, apenas, para um lado, logo, logo, as contradições se exasperarão, em forma de insuficiências generalizadas de consumo, que afetarão, evidentemente, os capitalistas da produção.

Por exemplo, se fosse possível ao trabalhador renegociar sua dívida de R$ 1, dividindo-a em 180 meses, com uma entrada de 20% = R$ 0,20, como se faz, com a proposta do Refis, para os empresários, em que a própria entrada de R$ 0,20 pode ser financiada em 14 prestações = R$ 0,014, haveria ou não alívio geral para todos?

Viabilizaria ou não retomada do consumo, sem o qual não é possível produção, circulação e distribuição de mercadorias no modo de produção capitalista?

MEIRELLES É UMA TRAGÉDIA ECONÔMICA. TEMER SÓ TEM A PERDER POLITICAMENTE COM ELE. A MARCA DA MALDADE DO GOVERNO É MEIRELLES, HOMEM DA BANCOCRACIA INTERNACIONAL. JÁ SE FALA QUE ELE E O PRESIDENTE ESTÃO BUNDA COM BUNDA PRONTOS PARA O DUELO. QUEM VAI CAIR PRIMEIRO?

O governo, certamente, com capitalistas e trabalhadores em melhores condições de liquidez, livres do sufoco do endividamento a juros altos, elevaria ou não arrecadação tributária, com a qual ampliaria investimentos novos, especialmente, nos estados e municípios, mediante maior transferência de recursos aos fundos constitucionais?

Criaria ou não ciclo mais virtuoso para a economia como um todo, submetida que está à recessão geradora de desemprego incontrolável?

O alívio das dívidas dos trabalhadores, que representam, até, 3 vezes o valor do seu rendimento mensal, segundo IPEA, transformaria ou não em renda disponível para o consumo?

Dinamizaria ou não as forças produtivas, cujo pessimismo em relação às expectativas presentes e futuras é crescente, segundo a CNI?

Contribuiria ou não, criação de melhores condições para pagamento das dívidas, do consumidor e das empresas, para reduzir o risco dos credores?

Risco menor ajudaria ou não a diminuir as taxas de juros, que aumentam custos e inflação no ambiente de insuficiência crônica de demanda, de subconsumismo, criado pelo congelamento geral de gastos públicos?

Da mesma forma, juro cadente, devido à melhor capacidade de pagamento de dívida pelas empresas e consumidores, reduziria ou não dívida pública, que alcançou, esse mês, R$ 3,35 trilhões, exigindo, do tesouro, desembolso de R$ 600 bilhões, aproximadamente, em pagamento de serviços financeiros aos credores?

Por sua vez, o menor endividamento público, por conta da reativação relativa do consumo, proveniente de renegociação de dívidas, produziria ou não maiores expectativas aos agentes econômicos, levando-os aos investimentos, na medida em que aumentaria a confiança deles na economia?

Afetaria, positivamente ou negativamente, o déficit público, cujo maior peso é a conta de juros e amortizações, que representam 45% do total do Orçamento Geral da União(OGU), de R$ 2,6 trilhões, realizado em 2016?

Maior giro da economia, por conta do alívio das dívidas renegociadas, com resultados na maior oferta de emprego, geraria ou não, além da arrecadação maior de impostos, mais ingressos para a Previdência Social, cujo déficit resulta do crescente desemprego gerado pela recessão neoliberal em curso?

Equilíbrio relativo da Previdência, com recuperação relativa do nível de emprego, do consumo e da arrecadação, resultaria ou não em maior fortalecimento dos programas sociais – saúde, saneamento, educação, infraestrutura – bombeadores de renda disponível ainda maior para o consumo, especialmente, das categorias sociais mais prejudicadas pelo modelo de desenvolvimento concentrador de renda e promotor de exclusão social?

Tudo isso somado ajudaria ou não a tornar mais atrativa aos investidores a economia brasileira, que, no final de 2014, antes do golpe neoliberal parlamentar, jurídico e midiático, registrava, praticamente, pleno emprego, com taxa de desemprego, inferior a 5%?

Haveria, agora, se a lógica desenvolvimentista tivesse em movimento, ambiente de pessimismo, aprofundado com ameaças aos servidores, que ajuda a elevar mais ainda a desconfiança dos agentes econômicos no programa do governo, a sua ponte para o futuro, que se revela ponte para o fracasso?