Ditadura fiscal está caindo. Temer derrota Meirelles-Maia. Banqueiros se enfurecem

GOVERNO RACHADO DE ALTO A BAIXO
Temer, correndo perigo de ser cassado, em plenário da Câmara, pelos parlamentares que voltam do recesso pressionados pelos seus eleitores, ameaçados por recessão, desemprego e miséria, ordenou a Meirelles flexibilização no ajuste fiscal, contrariando, com isso, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, queridinho do mercado financeiro especulativo, pregador do torniquete fiscal para sufocar trabalhadores, destruindo suas conquistas sociais, seus empregos e esperanças. Se não desse ordem de mandar parar o arrocho imposto por Meirelles, apoiado por Maia, Temer dançaria, com aprovação do seu julgamento pelo STF a pedido do PGR.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Botafogo Maia(DEM-RJ), aliado do ministro Henrique Meirelles, para atender a ditadura do mercado financeiro, em favor da manutenção do duro ajuste fiscal, está amargando derrota, nessa segunda feira, para Temer, sob pressão de suas bases eleitorais, em véspera de votação da autorização pelo plenário, se ele vai ou não ser julgado pelo STF a pedido da PGR.

Maia, garoto propaganda dos banqueiros, vinha jogando pesado: pregação dura em favor do congelamento de gastos públicos por duas décadas, duríssima meta fiscal de R$ 139 bilhões, nesse ano.

Nada de ampliar meta, pregou Maia, que, aliás, já superou os R$ 139 bilhões, caminhando, já, para os R$ 170 bilhões.

Os parlamentares aliados de Temer voltam do recesso parlamentar apavorados com a resistência de seus eleitores, predispostos a jogar o governo no mar, ou seja, eles, mesmos, que deram o golpe em Dilma Rousseff.

Desemprego, recessão, fome, miséria voltam à cena sob regime fiscal sobre-humano, ditatorial, suicida, politicamente.

A política macroeconômica neoliberal, vista como solução, até agora, virou problema.

ESCÂNDALO TOTAL
Enquanto o Judiciário gasta, por ano, 1,3% do PIB, o Programa Bolsa Família, gasta 0,3%.

Até os programas sociais, como o Bolsa Família, foram para o sal.

Os miseráveis, que estavam com seus cartões de consumo, sustentando demanda do comércio, indústria e agricultura, gerando tributos para o caixa do tesouro, foram escanteados.

Os políticos, diante das pesquisas que detonam Temer, por conta da maldade implícita à política macroeconômica, estão sob pressão, para abandoná-lo.

O titular do Planalto, cercado por todos os lados, marcado para morrer, se continuar nessa batida louca, secando o bolso do povo, puxou o tapete de Meirelles.

Mandou-o pisar no freio do arrocho.

Não dá para cortar mais.

Acabaram as gorduras.

Teria que, a partir de agora, arrancar peles e estourar ossos.

Pintaria desespero, já está pintando.

Aumento de impostos?

Loucura!

Os empresários, sem consumidores, que mantêm sua produção estocada, excedente, secando lucros e produzindo, apenas, deflação, rebelam-se.

Temendo ser rejeitado pela sua própria base, pressionada pelos eleitores, Temer está acordando, saindo da sonolência.

Teria que pedir aos generais para ocupar todas as capitais dos estados e não apenas o Rio de Janeiro, diante do avanço da fome, do desespero e do desemprego, matéria prima utilizada pelos traficantes, de modo a arregimentar mão de obra infantil e juvenil para a tarefa criminosa, adequada à economia do tráfico.

Os estados e municípios, sangrando-se por falta de recursos, sufocados por juros elevados incidentes sobre suas dívidas, rebelariam-se, se forem pressionados por Meirelles e neoliberais suicidas, a vender suas empresas de energia elétrica, saneamento, bancos estaduais ainda existentes, para fazer dinheiro a ser canalizados aos credores sanguessugas.

O exemplo que vem de Minas Gerais assustou o Planalto, semana passada.

Os mineiros criaram Frente de Defesa contra Privatização da CEMIG, maior empresa do estado, decisiva para o desenvolvimento regional.

Bastou essa iniciativa, iceberg de rebelião das Gerais, para Temer enviar recado a Meirelles:

“Pó pará, pó pará. Cuidado com Tiradentes!”

Configurar-se-ia, materialmente, o alerta que o general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, tem dado, o de que a predominância, no âmbito da economia, da visão, meramente, mercadista, de curto prazo, representa perigo para a segurança nacional.

Os pressupostos de verdadeira segurança nacional, na avaliação do comandante, são suficientes ofertas de educação, saúde, segurança, infraestrutura, saneamento básico, impossíveis de serem assegurados pela política fiscal de Henrique Meirelles, cujo remédio macroeconômico se transformou em veneno mortífero.

2 respostas para “Ditadura fiscal está caindo. Temer derrota Meirelles-Maia. Banqueiros se enfurecem”

  1. É preciso por pra correr canlhas como Rodrrigo Maia, corrupto, servidor dos banqueiros. Falam do deficit da previdência, mas silenciam sobre o verdadeiro deficit, que é a divida pública, paga varias vezes, e que neste ano chegará R$ 1,6 trilhão de juros e refinaciamento, a metade do Orçamento Geral da União, do qual apenas 22% são da previdência . Temos que colocar canalhas como Temer, Rodrigo, Henrique Meirelles, bem comoo atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, na frente de umpelotão de fuzilamento emandar bala.

  2. Estamos vivendo uma situação calamitosa. Afastar o corrupto Temer, significa colocar Rodrigo Maia na Presidência, o qual é um delegado dos bancos. Se a situação já está péssima, pode piorar, pois Meirelles sairá fortalecido para aumentar o arrocho fiscal. Porém, deixar Temer no Poder, com o alto índice de rejeição que possui, vai desagradar o povão, que não entende nada de políticas monetária e fiscal. Caímos no pântano e, até as eleições, a crise pode se agravar.

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