Constituinte Maduro abala Macri e Temer

CONSTITUINTE CONVOCADA POR MADURO APROFUNDA DEMOCRACIA POPULAR DIRETA E VIRA PESADELO PARA NEOLIBERALISMO NA AMÉRICA LATINA

Os presidentes da Argentina, Maurício Macri, e do Brasil, o ilegítimo Michel Temer, estão morrendo de medo da Constituinte que o presidente Nicolás Maduro convocou, para acelerar democracia direta na Venezuela.

Ambos, na última reunião do Mercosul, tentaram sacanear Maduro.

Queriam o País de Hugo Chavez fora do bloco comercial sul-americano.

Buscaram prestar vassalagem vergonhosa ao presidente americano, Donald Trump, que reforçou participação da CIA, na tarefa de inviabilizar democracia popular em terras venezuelanas.

A jogada de Macri-Temer não deu certo.

Foi abortada pela resistência do presidente do Uruguai, Tabaré Vasquez, defensor da ampliação do Mercosul, especialmente, reforçado pela potência econômica petroleira venezuelana.

Argentina e Brasil, no momento, submetidos ao receituário econômico neoliberal, ditado por Washington, trabalham, comandados por Macri e Temer, contra avanço de democracias populares na América do Sul.

O jogo político bolivariano de Maduro, diante da tentativa da oposição venezuelana, apoiada pela espionagem de Washington, de inviabilizar as ações governamentais, na Assembléia Nacional, virou o centro das atenções de todo o mundo.

A Assembleia Nacional, maioria pró-oposição, virou alvo dos juízes da Suprema Corte, pró-Maduro, também, apoiado pelas Forças Armadas, mediante argumento de que legisla via manobras eleitorais corruptas, condenadas pelo judiciário.

Para resolver o impasse institucional, que inviabiliza democracia representativa manipulada pelo poder do dinheiro, Maduro, ameaçado pela ingovernabilidade fabricada pela oposição-CIA e sem controle da economia, dominada pelos grupos financeiros ligados a Washington,  empenhados em boicotar distribuição e circulação de bens e serviços essenciais, resolveu radicalizar.

Apelou para as ruas, para o processo constituinte.

Balança geral as estruturas.

A reação da oposição foi enjambrar um plebiscito fraudulento em que se pode verificar participantes votando mais de vinte vezes, para depois serem queimados os votos.

Os confrontos entre governistas e oposicionistas, nos últimos meses, contabilizando mais de 100 mortes, são descritos de forma diferenciada.

A OEA, dominada por Washington, não conseguiu dobrar a Unasul e a Celac, empenhadas em barrar mais um golpe contra a Venezuela.

A grande mídia, anti-Maduro, dominada pelos grandes grupos empresariais e financeiros, que apoiam oposição, tem um só discurso: o ditador bolivariano tenta destruir a democracia venezuelana.

Curiosamente, o poder financeiro-econômico-midiático se ancora na defesa da Constituição aprovada pelo bolivariano Chavez.

Maduro, para ele, seria mais realista, chavista, que o rei, Chavez.

Agora, é conveniente, para os oposicionistas, defender o que antes condenavam, isto é, a Constituição bolivariana chavista.

Chavez teria virado triunfo da oposição ou sua Constituição, antes considerada inconveniente, tornou-se estreita para enfrentar as contradições que, do ponto de vista popular, reclamam, agora, dialeticamente, novos desdobramentos políticos reivindicados pelas massas, afetadas pela crise econômica, administrada por grupos minoritários poderosos?

MACRI E TEMER QUE EMBARCARAM NA SOLUÇÃO NEOLIBERAL SE ESTREPAM POLITICAMENTE COM PERDA DE POPULARIDADE QUE APONTA VITÓRIA ELEITORAL DA OPOSIÇÃO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.

Há uma clara contradição entre o que a Constituição proclama em nome da maioria e o poder econômico efetivo dominado por uma minoria que tenta frear seus mais amplos propósitos.

A solução, jogada por Maduro, para ser resolvida nas ruas, abre nova etapa da luta política popular na América Latina.

Ela assusta, sobremaneira, os neoliberais contrários a esse avanço acelerado das reivindicações sociais tido por eles como processo revolucionário perigosíssimo.

O socialismo bolivariano tenta passo mais avançado com a Constituinte Maduro.

Eis o que, efetivamente, está em jogo.

Se a Constituinte for vitoriosa, no domingo, novo quadro político se apresentará no continente com cores fortes.

Nesse contexto, Macri, na Argentina, e Temer, o ilegítimo, no Brasil, estão no pau da goiaba.

O neoliberalismo econômico que comandam está perdendo terreno.

Não tem respostas satisfatórias para as demandas populares.

Los hermanos, comandados por Maurício Macri, estão desalentados: desemprego, recessão econômica e perda de direitos sociais e trabalhistas.

Lá, pelo menos, Macri tem o aval da vitória democrática eleitoral, decorrente, principalmente, da divisão burra das esquerdas.

Estas não podem reclamar.

Tinham a faca e o queijo na mão.

Racharam-se ao final do governo Cristina Kirchner e perderam.

Bem feito, para aprenderem.

O povo, que estava se beneficiando da democratização do poder, com o governo Kirchner, especialmente, no plano da liberdade de circulação de ampla informação, assegurada, constitucionalmente, vai levando cacetadas neoliberais na cabeça.

A macroeconomia neoliberal macriana, cuja prioridade é enriquecer ainda mais os exportadores às custas de arrocho salarial, para compensar concorrência cambial que deixam as vendas externas menos lucrativas, respira por aparelhos.

Resultado: despenca o consumo interno que deixa baixo o caixa da Casa Rosada.

Com arrecadação cadente, caem os investimentos e aumentam as taxas de desemprego.

Macri vai caindo pelas tabelas em matéria de popularidade e já ensaia mea culpa para não perder maioria no Congresso.

No Brasil, Temer, o ilegítimo, está numa pior, ainda.

Não tem a base da democracia ao seu lado, ou seja, o povo, que o vê como algoz, metendo-lhe o ferro.

O presidente ilegítimo está com 94% de rejeição nas pesquisas de opinião!

DIANTE DE POSSÍVEL AVANÇO POPULAR DE MADURO QUE JOGA O POVO COMO PROTAGONISTA CENTRAL DO PROCESSO POLÍTICO, QUE FARÁ TRUMP? DESTRUIRÁ DEMOCRACIA DIRETA PARA APOIAR DEMOCRACIA DE FACHADA QUE, LÁ, NOS EUA, TENTA DESTRUÍ-LO, POR TENTAR APROXIMAR-SE DA RÚSSIA?

O congelamento neoliberal dos gastos públicos, previsto para durar vinte anos, já bate biela.

Surgem especulações de que serão ampliadas metas do déficit fiscal.

Ou seja, o congelamento, mais cedo do que se pensava, está indo para o brejo.

De olho nas eleições de 2018, governadores e parlamentares, sob pressão popular diante da falta de recursos para tocar programas sociais etc, bem como das contrarreformas neoliberais da previdência e trabalhista, mudam a linguagem de arrocho para flexibilização de gastos.

O somatório da estratégia Temer-Meirelles está à vista: 14 milhões de desempregados, destruição do consumo, paralisação das forças produtivas, quedas de arrecadação tributária, falência dos estados e municípios, deflação.

Meirelles, que foi brincar de deflação, está na corda bamba, subiu preço da gasolina, para reavivar inflação, sem a qual o que resta de capitalismo brasileiro pode ir para o sal.

Macri e Temer, não à toa, emergiram como adversários radicais de Maduro, o oposto deles.

Se Maduro dançar, podem comandar uma restauração direitista no continente.

Se o titular do Palácio de Miraflores ganhar a parada, desestrutura o poder dos titulares da Casa Rosada e do Palácio do Planalto.

Como reagirão os Estados Unidos, que movimentam Temer e Macri para agirem objetivando defenestração de Maduro, se este sair vitorioso?

Boicotará a Venezuela, bloqueando entrada do petróleo venezuelano nos Estados Unidos, cuja distribuição ao consumidor americano é feito, atualmente, por empresas distribuidoras chinesas, que apoiam Maduro?

Tremendo abacaxi.

Maduro, sem Trump para comprar seu petróleo, base da economia venezuelana, seria, sem dúvida, socorrido por chineses e russos, como já está acontecendo.

Pintaria tensão geopolítica continental.

Indiscutível, porém, é que possível vitória de Maduro cria novo quadro político latino-americano.

Temer, particularmente, acossado por um Congresso, em véspera de eleição presidencial, temeroso de novas derrotas terá que mudar de rumo.

Demitir Meirelles pode ser a primeira providência que tomará, para sair do sufoco neoliberal, que se desgastará, politicamente, no continente, se Maduro triunfar, com apoio popular.

 

 

Uma resposta para “Constituinte Maduro abala Macri e Temer”

  1. É absurdamente vergonhosa a ingerência americana e a submissão de governichos golpistas ,na América Latina . A Venezuela , praticamente sozinha está segurando a situação, já que, vergonhosamente, o Brasil e a Argentina estão de joelhos , sorrindo e pedindo desculpas por estarem de costas…!

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