Congelamento neoliberal amplia fome e condena direita à derrota eleitoral em 2018

NEOLIBERALISMO CONGELA O POVO NO FRIO PARA MATÁ-LO DE FOME.
A direta faz propaganda antecipada da campanha eleitoral da esquerda nas próximas eleições. Repor o que a direita usurpou.

O Brasil voltou ao mapa da fome, segundo a ONU. Culpado: congelamento neoliberal politicamente golpista de gastos públicos ditado pelo Consenso de Washington previsto para durar 20 anos. Destrói os programas sociais que geram renda disponível para o consumo, cujo recuo aprofunda bancarrota da arrecadação, sem a qual não há investimentos. Já começa, inclusive, a faltar recursos para o Programa Bolsa Família. Como não é programa de estado, mas sujeito às circunstâncias conjunturais, agora, desestruturadas pela opção de favorecer o ajuste às custas do social, babau para os mais pobres. Consequência: previsível derrota eleitoral da direita golpista na eleição de 2018. Esse roteiro lógico dado pela estratégia econômica anti-social poderá induzir os temerosos da derrota nas urnas à mudança de calendário eleitoral. Aí é que a situação política poderia se agravar ainda mais. Caminhar-se-ia para ruptura constitucional? Se isso vier acontecer, justificar-se-ia ou não intervenção militar? Mas, o fato é esse, claro: a fome avança com a recessão e o desemprego. Congelamento deixa governo de caixa baixo. Além de faltar para os investimentos, não tem recursos tributários para estados e municípios. A Federação em crise financeira engrossaria resistências à direita no comando do poder político sob congelamento fiscal. O BC caolho barbeira nessa contexto na condução da política monetária. Ele tem olho só para a inflação, não tem preocupação com emprego, sem o qual o silogismo capitalista produção, distribuição, circulação, consumo, entra em colapso. Por isso, conduz a taxa de juros de forma equivocada, visto que é míope. Se o BC tivesse mandamento constitucional comprometido com política macroeconômica voltada ao equilíbrio de inflação e taxa de emprego, como acontece com os países capitalistas desenvolvidos, teria mantido, na última reunião do Copom, compromisso com redução da taxa de juros, em vez de sustentar a rigidez dela culpando a crise política pela instabilidade econômica. Ao manter jogo duro com os juros, ele está produzindo instabilidade ainda maior, quando deveria estar jogando água na fervura, para dar tranquilidade aos agentes econômicos.

A propaganda do PT e aliados em 2018 já está pronta. É só dizer que o que foi feito para os pobres destruiu-se no congelamento neoliberal. Rios de voto nas urnas para derrotar a direita antisocial.

A posição rígida do BC caolho contribui para aprofundar crise. O Congresso precisa, portanto, urgentemente, produzir nova legislação para dar duplo mandamento constitucional ao BC: um olho na taxa de emprego, outro na taxa de inflação. Isso contribui para produzir câmbio competitivo capaz de fortalecer a industrialização. O BC e os neoliberais não querem industrialização, quer o Brasil agro, na linha da propaganda Brasil é agro, agro é tec, agro é pop, tá na Globo. É o jogo da neocolonização. Eis porque está de volta a fome, o desemprego, fomentado pela orientação do mercado financeiro especulativo que comanda a ação do BC caolho. Lula, no Banco Central, agora, faria o que o BC americano fez na hora da crise, em 2008, congelaria a taxa de juros como fator anticíclico, e iniciaria descongelamento da economia. Irrigaria crédito para produção e consumo. Recuperaria arrecadação para bombear programas sociais, por meio do qual seria criada renda disponível para o consumo. BC caolho, porém, só trabalha para encher as burras da banca. O povo com fome vai aguentar até quando?