Condenação de Lula por Moro aprofunda crise política-econômica-eleitoral até 2018

JUIZ DE CURITIBA JOGA GASOLINA NO FOGO
A judicialização política de Moro para cima de Lula em meio ao desastre Temer é receita de que a crise política e econômica estica até 2018, abalando os mercados em meio à recessão e o desemprego. Nada melhor para Lula.

A direita está experimentando o veneno que destilou para tirar Dilma Rousseff com 54 milhões de votos do poder democrático.

Os argumentos dos defensores de Temer dizem ser ele vítima de ilações.

Inventaram ilações para condenar Dilma.

Inventam ilações subjetivas para fazer o mesmo com Lula.

O problema da direita golpista é que seja mantido ou exterminado Temer no processo desgastante em que se meteu com Joesley Safadão, o fato é que o desgaste dela é evidente nas pesquisas eleitorais.

Já com Lula e Dilma ocorre o oposto.

Estão sendo resgatados nas avaliações populares, nesse momento.

Até um ex-cassador dela no plenário, Renan Calheiros, reconheceu ter sido erro o golpe.

Por isso, pulou fora e já faz pregação lulista para 2018.

O resultado do golpe, na prática, está sendo a criação de impossibilidade para direita chegar ao poder pelo voto popular.

Afinal, as medidas que ela adota, para conduzir o país, aprofundam a recessão e o desemprego, e desemprego e recessão não ajudam a ganhar eleição.

Pelo contrário.

O que se observa é que o mercado entrou em estresse com a crise política que se reflete na crise econômica.

São lançadas por ela incertezas por todos os lados, inviabilizando estratégia político eleitoral dos golpistas.

Amplia expectativa negativa a decisão de Moro em condenar Lula, que, com isso, já merece mais apoio popular nas pesquisas de opinião.

Nessa quinta-feira, um dia depois da condenação de Moro, levantamento feito pela DataVeja confere 86% de apoio ao ex-presidente.

Pó Royal Fleismam.

Quando mais bate nele, mais o bicho cresce.

Desespero geral da direita.

A ação de Moro, combinada com os interesses da direita, visto que sua atitude é inegavelmente partidária, nitidamente direitista, piora o panorama político do ponto de vista dos golpistas.

Se fica Temer, previsivelmente, a deterioração do quadro continuará célere, contribuindo para afetar o ânimo dos agentes econômicos, claramente, descontentes com o congelamento neoliberal.

Se for afastado o presidente ilegítimo e em seu lugar for colocado o Botafogo, codinome do deputado Rodrigo Maia, na contabilidade da Odebrecht, tudo pode continuar como está.

Principalmente, se permanecerem mesmas propostas implementadas por Temer sob pressão do mercado financeiro, gerando recessão e desemprego.

A direita terá trocado seis por meia dúzia.

Por isso, o PSDB ensaia sair do governo, mas não efetiva essa tentativa, sabendo que o tiro poderá sair pela culatra.

Saindo Temer, entrando Maia, muda-se do pior para o melhor ou fica tudo como está, indefinido e assustador?

Os golpistas ensaiaram ansiosamente o quadro que se apresenta com Lula condenado por Moro.

Alimentaram expectativa de que faturariam politicamente.

Não é isso que se desenha.

O processo contra Lula a ser julgado no tribunal da quarta região, em Porto Alegre, representará caldeirão político fervente.

A fervura esquentará os mercados, que temem dinheiro quente demais, cujas consequências serão as de levaram os agentes econômicos a somente irem aos negócios depois das eleições de 2018.

Até lá, a instabilidade estará na ordem do dia.

Volatilidade da situação econômica, embalada pelas incertezas políticas, trabalham contra a direita.

Com o congelamento fiscal economicida, não terão os golpistas no poder resultados positivos a apresentar em matéria de geração de emprego, renda, produção, consumo, circulação e distribuição, para aumentar arrecadação e investimentos.

De concreto, o que se tem é, por conta do congelamento neoliberal, paralisação de escolas, hospitais, segurança, polícias rodoviárias federais, universidades etc.

A reforma trabalhista dos golpistas, mantido o congelamento, gerará os empregos que prometem de boca cheia?

A arrecadação tributária do governo, nesse contexto de ajuste fiscal draconiano, cai seguidamente.

São afetadas, nesse contexto, as finanças de estados e municípios, dependentes de transferências de recursos pelos fundos constitucionais, formados por receitas do imposto de renda, cadente no ambiente recessivo.

Piora tudo com o comportamento do BC caolho, que tem foco, apenas, no combate à inflação, enquanto se lixa para a taxa de emprego.

Com a recessão, cai a inflação, mas sobe o desemprego, enquanto os juros reais permanecem nas nuvens, inviabilizando os negócios.

Ou seja, mamão com açúcar para Lula, cujo moroso processo de condenação, previsto para 13 meses de duração, em Porto Alegre, transcorrerá com ele candidato, incendiando o eleitorado, propenso, segundo pesquisas, a levá-lo de novo ao Planalto.