Comandante do Exército alerta contra parlamentarismo golpista anti-eleição

RECADO DECISIVO DO GENERAL AOS GOLPISTAS QUE QUEREM CONTINUAR RASGANDO A CONSTITUIÇÃO, AGORA, COM FARSA PARLAMENTARISTA

Novo golpe em marcha

O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Boas, lançou sutil recado indireto aos golpistas que almejam trocar o presidencialismo pelo parlamentarismo, como se articula, nesse momento, no Congresso. A saída para a crise, disse o general, está nas mãos do povo brasileiro. Ele, destacou, poderá ir às urnas na eleição de 2018, a fim de sinalizar o rumo dos acontecimentos a ser seguido, conforme determina a Constituição de 1988. Parlamentarismo, derrotado duas vezes, 1963 e 1993, em consulta popular, seria ou não fuga das eleições, solução inconstitucional? Não há saída, avisou, fora da Constituição, sistema de pesos e contrapesos que tem funcionado bem, para dispensar tutela das Forças Armadas. Mais uma vez, Villas Boas, no calor da crise política e econômica, vem a público, em entrevista à Folha de São Paulo, para dizer que o Brasil continua à deriva, sem projeto de desenvolvimento nacional capaz de conduzir a sociedade. A fala do general ocorre no momento em que o Exército volta a ocupar as ruas do Rio de Janeiro, em situação conflagrada pelos abalos financeiros e econômicos que mantêm o País em recessão e desemprego incontrolável. Ou como ele ressalta, à deriva. A direita, que deu o golpe político parlamentar jurídico midiático, para tirar do poder a ex-presidenta Dilma Rousseff eleita democraticamente com 54 milhões de votos,  jogou o País no imponderável. Fracassa, a olhos vistos, a política macroeconômica em curso, dirigida conforme os interesses egoístas e gananciosos do mercado financeiro especulativo, condenados pelo general em palestra no CEUB por ocasião do Dia do Soldado, no ano do golpe parlamentar.

Segurança nacional em perigo

Tal política(opção pelo mercado especulativo) não é solução, é problema, sobretudo, para segurança nacional. Desequilibra, estruturalmente, o País, jogando-o na incerteza total, mantendo-o, mais uma vez, à deriva.  Ela, sob governo Temer, assenta-se na proposta do congelamento fiscal neoliberal com duração de vinte anos cujas consequências emergentes, explosivas, são desajustes sociais crescentes. Configura-se o que o general disse temer em sua palestra no CEUB: estado de instabilidade capaz de produzir insegurança nacional, decorrente da escassez de oferta de serviços sociais à população.  A prioridade, hoje, com o país à deriva, não é a estabilidade social, mas o pagamento de juros da dívida pública, escorchantes, que inviabilizam forças produtivas. Favorece, tão somente, o mercado financeiro especulativo, mediante arrocho sobre todos os gastos sociais, bombeadores de renda disponível para o consumo, sem o qual rola o que é evidente: quedas sucessivas de arrecadação que inviabilizam investimentos produtivos. As metas fiscais draconianas adotadas para alcançar o propósito neoliberal viraram miragens. São impossíveis de serem alcançadas. Elas racham, nesse momento, as bases bambas, movidas por interesse, meramente, financeiro, de apoio do governo, favoráveis, já, à expansão das metas. Ou seja, o congelamento fiscal é lei(PEC 95) que não pegou por ser, completamente, irrealista. Acossado, Temer bate cabeça com Meirelles, que busca apoio no presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ), porta voz do mercado financeiro, no Congresso.

Rio, crise explícita do modelo neoliberal

O caos econômico está explícito, especialmente, no plano federativo, exausto pela falta de recursos públicos, como está acontecendo, a olhos vistos, no Rio de Janeiro. A mídia golpista, também, aliada dos credores e especuladores, tenta ocultar sua complexidade. Joga a culpa, apenas, nos traficantes, como se fossem causa e não consequência da crise. O ministro da Fazenda e sua equipe neoliberal estão naquela situação em que se tenta colocar pé 45 em sapato 34. Buscam um modelo econômico no qual não cabe o povo. O governo antinacionalista acelera supressão de direitos sociais e conquistas econômicas populares consagradas na Constituição. Passou, com sua base política movida a dinheiro, dos avanços políticos e sociais no processo de democratização do poder, evoluído, ao longo dos 13 anos de governos petistas, de 2003 a 2016, quando foi apeado pelo golpe parlamentar. Diante da possibilidade, pela via democrática, de contestação do poder dominado por estruturas arcaicas, concentradoras de renda e promotoras de exclusão social, a classe dirigente conservadora, predominante no Congresso, derrubou Dilma. Removeu-a para instalar políticas anti-sociais e regressivas, que criam ambiente que prospera no Rio de Janeiro. Desestruturam conquistas alcançadas pela opção lulista-dilmista por melhor distribuição da renda nacional via aumentos reais de salário mínimo, opção por políticas sociais inclusivas e promoção de programas que resgataram, da miséria, milhões de pessoas, configurando nova força política em ascensão. Não é à toa que as pesquisas de opinião condenam, nesse momento, amplamente, o presidente Temer, promotor da supressão das conquistas sociais, enquanto entrevistados apontam Lula sua preferencial eleitoral para 2018.

O medo de Lula

Como não têm candidato capaz de disputar com Lula, porque a política que colocou em prática, é, altamente, impopular, o governo golpista, formado, essencialmente, pelo PMDB e PSDB, alimenta rumores favoráveis ao parlamentarismo, para substituir o presidencialismo, por meio do qual não teria condições de sair vitorioso nas urnas. O tucano senador paulista José Serra é o principal animador da solução parlamentarista. No rastro de sua proposta, o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira(PMDB-CE), convoca comissão especial para estudar o assunto. Prepara-se, portanto, novo golpe parlamentar. A história vai se repetindo como farsa. Em 1961, para inviabilizar o governo Jango, diante da renúncia de Jânio Quadros, a direita engendrou parlamentarismo golpista, que vigorou até 1963, quando o povo foi às urnas derrotá-lo. Temiam os conservadores que Jango, herdeiro do nacionalista Getúlio Vargas, levasse adiante suas reformas de base, que alterariam o status quo do poder conservador. Teria ou não Jânio renunciado, sob pressão dos que, como Carlos Lacerda, discordaram da sua política externa de esquerda, antiamericana, para abrir passagem à continuidade da proposta de Getúlio na pessoa de Jango? Derrubaram Jango em 1964 por meio de golpe militar para inviabilizar outro discípulo de Vargas, JK, preferido, conforme apontavam pesquisas, pela população, na disputa eleitoral de 1965. O parlamentarismo, agora, no rastro do golpe que derrubou Dilma, visa ou não impedir a volta, em 2018, de Lula, que, como Vargas, exercitou governo popular, com viés nacionalista, voltado à distribuição de renda como proposta essencial de política macroeconômica, para garantir estabilidade democrática? Pelo sim, pelo não, a fala do general Villas Boas, segundo a qual, o povo terá chance de votar em 2018 para colocar o país nos trilhos, em obediência à Constituição, representa ou não alerta aos que apregoam o parlamentarismo, cuja essência é manter o povo longe de eleição?

Enquanto isso, na Venezuela, Maduro desarma golpe da CIA contra democracia bolivariana

 

 

 

2 respostas para “Comandante do Exército alerta contra parlamentarismo golpista anti-eleição”

  1. O Brasil , pela sua grandeza e importância para o mundo, tem sido alvo de ataques permanentes dos traidores de fora e de dentro do país. Ao longo de nossa história se vê que o povo tem tem sido afastado das decisões e das benesses , que são entregues aos dominadores. Nesse momento particular, em que um GOLPE foi dado para acatar ordens dos americanos – império falido que se acha dono do mundo – ,com as instituições corrompidas e vendidas por trinta dinheiros, é necessário que os brasileiros reajam e pressionem para que haja a DERRUBADA DO GOLPE, com novas eleições …JA. !!!

  2. Sonha General, dos 200 políticos citados quais o Sr. recomendária votar? Um presidente não governa sozinho, ele precisa dos representantes da câmara e Senado para governar, e ái General, acho que você não conhece de política ao afirmar que a saída da crise do país deve vir com a eleição de 2018. General é a intervenção militar esta acima de sua vontade, ela é uma aspiração do povo brasileiro e de grande parte dos patriotas das forças armadas. Vivemos um clima de Farsa no Brasil”, Farsa de todos poderes, STF, Congresso, Governo Temer, PRINCIPALMENTE, o pior que os meios de comunicação liderada pela REDE GLOBO, são partes desta farsa, que tudo vai acabar com punição para os corruptos, fará- se justiça, haverá REGENERAÇÃO da classe política será UM NOVO BRASIL. O pior que uma boa parte da população acredita nisto. Há uma Ùnica solução é a INTERVENÇÃO MILITAR CONSTITUCIONAL, LIMPEZA NO CONGRESSO E REAL PUNIÇÃO PARA OS CORRUPTOS.

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