TSE derrota Aécio e inocenta Dilma

NOVA VITÓRIA DILMISTA. PRIMEIRO, NA URNA; SEGUNDO, NO TAPETÃO. BARBA, CABELO E BIGODE.
Dilma, viva; Aécio, morto. Saldo do golpe do impeachment e do julgamento do TSE. Ela tem pela frente batalha que lhe favorece: lutar pelo mandato de volta do STF; já Aécio tem pela frente as grades da Papuda.

Os tucanos vão entrar para a história como os trapalhões da República. Perderam quatro eleições para o PT. Demonstraram não ter votos nas urnas para defender seu programa eleitoral. Que programa é esse? Entrega do Brasil ao capital estrangeiro. Sucateamento geral. Desmontagem da Constituição. Destruição, dentro dela, dos programas sociais e garantias individuais. Não explicitaram isso na campanha de 2014. Mas, o povo pressentiu a manobra eleitoreira. Derrotou-a. Moveram, então, com apoio de forças antinacionais, que representam, sustentados por grande mídia nacional apenas na aparência, caso Rede Globo, o grande golpe do impeachment sem crime de responsabilidade. Durante 2015, criaram ambiente de instabilidade institucional e econômica. Conseguiram, em aliança com PMDB e penduricalhos, que abandonaram o PT, no compasso do desgaste intensificado pela propaganda golpista, impichar a presidenta legitimamente eleita. Tinham, no entanto, no meio do caminho do golpe, encaminhado pedido ao TSE para liquidar a chapa Dilma-Temer, sob argumento de prática de corrupção. Os mesmos instrumentos que serviram ao PT, igualmente, foram usados pelo PSDB. O golpe do impeachment, com ajuda do judiciário, não paralisou a tentativa tucana no TSE, que começou a se revelar incômoda. Afinal, Temer, ilegitimamente, chegou ao Planalto, com ajuda do PSDB, defensor da anulação da chapa na qual estava o próprio vice presidente. Não dava mais para retirar do ar o julgamento no TSE que ganhou moto própriio, no compasso do desgaste político do governo golpista. Um cipoal de contradições. Os tucanos intensificaram combate ao governo que passaram a apoiar na esperança de que com o seu desgaste dominassem o poder por eleições indiretas, caso o TSE cassasse o vice. O resultado do julgamento do TSE preservou Temer, mas, sobretudo, demonstrou a inocência da presidenta eleita com 54 milhões de votos, vítima de uma armação golpista. Vitória moral dela que a capacita ir ao STF defender restituição do seu mandato. Por que não? O impeachment foi uma armação. Do mesmo modo, o julgamento do TSE para derrubá-la, como vingança do PSDB. Na verdade, Aécio Neves, derrotado nas urnas, confessaria que tomara decisão de acionar o TSE, a fim de “encher o saco do PT”. Tremendo irresponsável, defenestrado, felizmente, por flagrante delito de crime de extorsão, gravado pelo empresário Joesley Safadão, da JBS, que, também, apanhou o presidente ilegítimo Temer, com pedidos de propina ao vivo. Dilma ganha fôlego para ir às urnas em 2018, tendo a sua disposição chance de mobilizar opinião pública a seu favor na batalha por defender-se, no STF, da chantagem política de que foi vítima. Já Aécio, morreu. E o presidente Temer segue via crucis tremenda. Sua continuidade no Planalto favorece movimento popular de resistência contra ele, nas ruas, cujas consequências, no plano econômico, aprofundam incertezas, temerosas ao mercado financeiro especulativo. Resultado provável: ficará mais difícil, no Congresso, aprovação das contrarreformas da previdência e trabalhista, enquanto cresce defesa favorável ao descongelamento de gastos públicos, como arma para enfrentar recessão. Temer repete fenômeno da sarneyzação, como prognosticou o senador Jereissati, sem controle efetivo da governabilidade. Com uma diferença. Sarney, fragilizado, foi conduzido por Ulisses, forte, comandante do PMDB. Temer, fragilizado, tem pela frente um PMDB caindo pelas tabelas, muito longe daquele PMDB que um dia foi saudado como guerreiro pelas Diretas Já. Pelo contrário, para os peemedebistas Diretas Já virou assombração.

Temer ousaria dar uma de Trump?

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