Vem aí a TARF – Teoria da Ausência de Responsabilidade do Fato – para salvar Michel Temer e matar Dilma Rousseff

NOVO GOLPE JURÍDICO EM MARCHA NA REPÚBLICA DOS BACHARÉIS
O judiciário, que foi fundamental para o golpe parlamentar-jurídico-midiático para derrubar Dilma e colocar Temer, o ilegítimo, no poder, prepara outro golpe para salvar Temer no TSE e condenar Dilma.

ARTE DE PRODUZIR TEORIAS JURÍDICAS GOLPISTAS

Depois da Teoria do Domínio do Fato, entra em campo Teoria da Ausência de Responsabilidade do Fato. Acompanhe o raciocínio…Dilma e Temer, politicamente, são irmãos xifópagos. Estão numa mesma chapa eleitoral que ganhou as eleições de 2014. Dilma foi cassada em 2016 por golpe político-parlamentar-jurídico-midiático do impeachment sem crise de responsabilidade para caracterizá-lo. Os golpistas do PSDB não ficaram satisfeitos com a destruição de Dilma, do PT. Queriam, também, bancarrota de Temer, do PMDB. Por isso, para consumar golpe atrás de golpe, pediram ao TSE anulação da chapa por inteiro, a fim de evitar que o vice permanecesse no poder. Com o golpe consumado, perceberam que estariam dando tiro no pé, se Temer fosse defenestrado. Afinal, com ele, passaram a mandar e desmandar na República. Os sócios dos tucanos em Wall Street nunca estiveram tão satisfeitos. Com Temer, manobrado pelo mercado financeiro, do qual os tucanos são o braço político no Congresso, tudo, graças a muita pressão e grana, é aprovado – as contrarreformas da previdência e trabalhista, o ajuste fiscal neoliberal e a desnacionalização econômica acelerada. Os caras não estão nem aí para a greve geral que gritou NÃO contra tudo isso. Cassado Temer, junto com Dilma, como os golpistas defenderam, seria necessária nova eleição presidencial. Dificilmente, conseguiriam manter-se no poder, no ambiente de profundo desgaste do presidente e seus aliados, na fila dos tribunais, acusados de corrupção. As pesquisas vomitam Temer e sua turma, conferindo-lhes mais de 90% de rejeição. Que fazer, se a saída democrática, das urnas, representaria desastre total para eles, ou seja, para tucanos, peemedebistas e penduricalhos parlamentares? Se o TSE, realmente, decidir pela cassação da chapa, adeus golpistas. Para contornar tal situação, articula-se, com grande estridência incontida, novo golpe. Pela lógica, se houver cassação da chapa, ambos seus integrantes, Dilma e Temer, perderiam seus mandatos. Dilma já perdeu o dela, no golpe do impeachment sem crime de responsabilidade. Temer, agora, seria defenestrado. A tarefa para novo golpe é a de os juristas se empenharem na separação dos irmãos xifópagos, de modo que Temer se salve e Dilma morra. Terão que provar que Temer, como vice na chapa da ex-presidenta, não tinha nada a ver com o mandato presidencial exercitado pela titular, aprovada pelo voto popular. Sua responsabilidade inexistia. Para exercer o mandado, depois do golpe, os temeristas justificam que ele foi também eleito pelo voto popular. Porém, agora, os votos populares se tornariam incômodo, na tentativa de justificar ausência de responsabilidade pelo exercício do mandato condenado pela votação do impeachment. Ou seja, tentar-se-á construir, então, uma justificativa jurídica tupiniquim de meia tijela. Que tal a Teoria da Ausência de Responsabilidade do Fato? Repetir-se-ia a tática desenvolvida pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, para condenar o ex-ministro José Dirceu, com a Teoria do Domínio do Fato, em que suposições dariam lugar ao entendimento segundo o qual a autoridade, por ser autoridade, sabia das coisas em detalhes, sendo passível de condenação? Por esse caminho, na República dos Bacharéis, que dominam a cena da judicialização da política, tudo pode. Não é isso que Moro tenta, também, fazer, relativamente, a Lula, convencer a sociedade, com ajuda do poder midiático golpista, de que ele é dono do triplex em Guarujá, mesmo inexistindo contrato de compra e venda registrado em cartório?

 

 

 

 

 

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