Tancredo enfrenta Temer no debate político eleitoral das reformas da Previdência e Trabalhista

E agora Aécio? O nacionalista getulista Tancredo Neves está morto, mas, também, está vivo, dialeticamente. Sua influência política está sendo decisiva no posicionamento dos parlamentares, especialmente, os mineiros. Rolou semana passada clima de horror entre o ministro Meirelles e parlamentares da bancada governista para discutirem reformas da previdência e trabalhista. Depois da explanação do titular da Fazenda, um tucano mineiro destacou que aprendera, com Tancredo que pode ser solicitado ao político tudo, menos que suicide. Pintou constrangimento geral. Os congressistas botaram faca no pescoço do ministro. Exigiram que o governo comprove o que espalha, com a ajuda do antijornalismo praticado pela mídia, que, apenas, escuta um lado da notíica, ou seja, que há déficit brutal da Previdência. Depois das explicações sobre o tema pelos economistas da ANFIP, na Comissão da Câmara que prepara relatório a ser votado no plenário, a bancada do governo está insegura. Se vista como parte do sistema geral de seguridade, não há déficit, como comprovam os dados irrefutáveis apresentados pelo pessoal da ANFIP. O conjunto das receitas descritas na Constituição(art.194/95) – contribuições de patrões e empregados, mais impostos e contribuições diversas e o bolo bilionário das loterias etc – para garantir a Seguridade Social, comprova superavit. Evidente, se vista, apenas, a previdência, sob a ótica da receita e despesa do INSS, o déficit predomina, especialmente, quando, como agora, a recessão produz desemprego e queda da arrecadação, que inviabiliza investimentos. Meirelles está com a tarefa impossível: comprovar como verdade as mentiras que espalha. O governo Temer parece o governo W. Bush que espalhava que Saddam tinha armas químicas de destruição em massa. A realidade desmentiu o imperador americano. Tinha ajuda do poder midiático manipulador, esse mesmo poder que Trump, agora, desmistifica, chamando-o de mentiroso e chantagista. Mas, o que apavora, mesmo, o ministro Meirelles é a sombra de Tancredo Neves. Ela paira na Esplanada e na Praça dos Três Poderes, alertando os políticos sobre seu eventual suicídio. No Senado, Renan, chantageado pela Globo, já está pulando fora do barco temerista. Discorda da generalização da terceirização, aprovada na Câmara,  para atividades fins e meio. Sabe que o PMDB vai se afundar em 2018, se acompanhar o neoliberalismo de Temer-Meirelles, de destruição de direitos previdenciários e trabalhistas. A bancarrota de Temer, no entanto, pode ser antecipada com a greve geral. Convocada pelas Centrais Sindicais,, para o dia 28, pode parar os grandes centros urbanos. O poderoso sindicato dos transportes do Rio de Janeiro já disse que vai apoiar. Temer está no olho do furacão.