Reforma política de Michel Temer é volta à eleição a bico de pena da República Velha

VOLTA TRIUNFAL À REPÚBLICA VELHA Como o governo golpista, com a destruição de direitos previdenciários e trabalhistas, retorna-se à República Velha, anterior às conquistas obtidas pela Revolução de 1930, com Getúlio Vargas à frente, da mesma forma, para ser coerente, politicamente, com essa regressão política histórica, a classe política que apoia o golpe, vê-se na obrigação de cercar-se de regras politicamente restritivas para se manterem no poder. Uma volta escandalosa ao passado político conservador, pois, do contrário, não seria possível manutenção do poder político por elites carcomidas que a mobilização política das massas vai expulsando da cena história nacional contemporânea.
VOLTA TRIUNFAL À REPÚBLICA VELHA COM ELEIÇÃO A BICO DE PENA COM LISTAS PARTIDÁRIAS
Como o governo golpista, com a destruição de direitos previdenciários e trabalhistas, retorna-se à República Velha, anterior às conquistas obtidas pela Revolução de 1930, com Getúlio Vargas à frente, da mesma forma, para ser coerente, politicamente, com essa regressão histórica, a classe política, que apoia o golpe, vê-se na obrigação de cercar-se de regras politicamente restritivas para se manter no poder.
Uma volta escandalosa ao passado político conservador, pois, do contrário, não seria possível manutenção do poder político por elites carcomidas que a mobilização política das massas vai expulsando da cena história nacional contemporânea.

 

bico de pena

 

A arrebentação geral, que provocou movimentação das massas para protestar contras as reformas impopulares do governo Temer, atropelou a base política governamental, que tenta, agora, correr contra o prejuízo expresso em perspectiva concreta de derrota eleitoral em 2018.

Os debates na comissão da Câmara, que analisa a proposta da previdência social, demonstram claramente que o governo não consegue, de jeito nenhum, aprová-la em plenário.

O deputado Onix Lorenzoni(DEM-RS), golpista de primeira hora para derrubar Dilma, volta-se, agora, contra a proposta governamental, em altos brados, como se viu ontem.

Como ele, todos os demais golpistas estão com medo de apoiar Temer.

Quem votar a favor do Planalto, que desmonta, tanto a Previdência Social, como a legislação trabalhista, para agradar o sistema financeiro, interessado na privatização do sistema previdenciário e na precarização geral do trabalho, no Brasil, em nome da acumulação capitalista, estará, literalmente, liquidado, politicamente.

 

BRASIL CARANGUEJO A cúpula na nova República Velha se reúne para reconsolidar o passado conservador de modo a promover anti-reforma política. É o Brasil andando como caranguejo.
BRASIL CARANGUEJO
A cúpula na nova República Velha se reúne para reconsolidar o passado conservador de modo a promover anti-reforma política. É o Brasil andando como caranguejo, celeremente, rumo ao passado, sob coordenação do Supremo Tribunal Federal.

 

A ampla maioria que Temer dispõe na Câmara pode dissolver-se, rapidamente, porque todos estão de olho nas ruas, onde a luta de classe desatou e ganha dimensão extraordinária.

Os que, ontem, eram a favor do governo, hoje, voltam-se contra ele.

O exemplo significativo é o do deputado Paulinho da Força Sindical, São Paulo.

Estará liquidado, se voltar-se contra sua base política, composta, essencialmente, de aposentados sindicalistas, na grande metrópole paulista.

Por isso, elevou o tom contra o Planalto.

Passa a sintonizar-se, surpreendentemente,  no que diz respeito à Previdência, ameaçada de sucateamento neoliberal, ao pessoal da Central Única dos Trabalhadores(CUT), que prepara proposta alternativa.

Temer une o movimento sindical contra si mesmo.

Uma força impressionante contra o governo, fora do Congresso, mas sintonizada com as forças de oposição, lá dentro, entrou em campo, a partir dessa semana: a Igreja Católica.

 

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Destruir empregos, por meio de reformas impopulares, é o maior dos crimes, disse o papa Francisco, pela boca do bispo Guilherme, da CNBB, no encontro de pastorais, associações, partidos políticos e federações de trabalhadores, em encontro nacional, em Brasília.

A ordem do Vaticano é clara: lutar contra propostas que afetam o emprego dos trabalhadores, em nome da acumulação bancária dos sanguessugas, que esfolam a população com o juro mais alto do mundo, inviabilizando a estabilidade econômica.

As reações dos congressistas, ameaçados pela Lavajato, são evidentes, no sentido de começar a abandonar Temer e sua turma de ladrões, como denunciou a ex-presidente Dilma Rousseff, em entrevista aos jornais estrangeiros e ao Valor Econômico, nessa sexta feira.

No Senado, o ex-presidente da Casa, senador Renan Calheiros, de olho no processo eleitoral de 2018, começou a criticar a reforma da Previdência, sem meias palavras.

As movimentações nas ruas, que podem desembocar no fortalecimento da candidatura Lula ao Planalto, no próximo ano, deixam de sobreaviso os peemedebistas, que, ontem, foram aliados de Lula, como o ex-presidente José Sarney e o próprio Renan, esteio lulista, na aprovação dos programas sociais.

 

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Toda essa movimentação indisfarçável dos congressistas, que se sentem acuados dentro do próprio Congresso, onde atuam, sem nenhum exuberância, visto estarem sob ataque dos procuradores e ameaçados de tornarem réus pelo Supremo Tribunal Federal, depois da divulgação da Lista Janot, evidencia o óbvio: as reformas da Previdência e trabalhista podem dançar feio, diante da pressão popular que se avoluma a olhos vistos.

Político não vai contra as ruas, porque não é doido.

Livrar sua pele é a primeira lei de sua sobrevivência.

Diante das novas circunstâncias radicalizadas pela publicidade escandalosa contra eles, os políticos da cúpula se reúnem, às pressas, para tentar manter influência no tapetão, por meio de reforma política.

O caráter dessa reforma vai se mostrando, essencialmente conservador.

 

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Não se sai para o campo aberto da disputa em forma de liberação de regras, de modo a favorecer democratização do poder, oxigenando processo eleitoral, mediante maior participação popular.

Ao contrário, busca-se o fechamento.

A proposta de fixar nova lei eleitoral por meio de supressão de votação em nome de candidatos, para dar lugar ao voto, apenas, em legendas, nos partidos, abre-se o processo às manobras espúrias.

Os chefões das agremiações políticas seriam os responsáveis por elaborar listas de candidatos, no topo das quais seriam figurantes privilegiados.

É a volta à República Velha, eleição a bico de pena.

Farsa.

Pontificando-se nas listas partidárias elaboradas por eles mesmos, os chefões se voltam a favor do financiamento público de campanha, depois que acabou o financiamento privado, no qual se lambuzaram todos.

Tentam manipular o dinheiro público a seu favor.

Puro critério individualista para se formar como representante (i)legítimo de listas partidárias.

A República Velha, portanto, volta à ordem do dia.

Trata-se de manobra para compatibilizar-se com propostas econômicas e sociais – tipo as reformas previdenciária e trabalhista conservadoras – que perduraram até que a Revolução de 1930, com Getúlio Vargas à frente, as baniu.

Volta escandalosa ao passado político conservador, eis o jogo político do governo golpista.

Caso contrário, não seria possível manutenção do poder político por elites carcomidas que a mobilização política das massas vai expulsando da cena história nacional contemporânea.

Cuidado, golpistas, foi contra a República Velha entreguista que se mobilizaram os militares, apoiando Gegê!