Papa fermenta Igreja contra golpe Temer

A Igreja, seguindo orientação do Papa Francisco, abriu e estimulou, prá valer, fermentação geral das pastorais, em todo o Brasil, para resistir ao que os religiosos católicos pregam : perdas de direitos sociais com as reformas trabalhista e previdenciária. As massas nas ruas nesse dia 15 de março foram saudadas no Vaticano, de onde partem as ordens papais para serem intensificadas em rítomo de conquista democrática para impedir o que está sendo retirado pelo capitalismo financeiro ávido de lucros no compasso da desmontagem das aposentadorias, especialmente, dos mais pobres. A luta de classe está intensa e promete engrossar com o apoio do papa.
A Igreja, seguindo orientação do Papa Francisco, abriu e estimulou, prá valer, fermentação geral das pastorais, em todo o Brasil, para resistir ao que os religiosos católicos consideram perdas de direitos sociais com as reformas trabalhista e previdenciária proposta pelo governo Temer. As massas nas ruas nesse dia 15 de março foram saudadas no Vaticano, de onde partem as ordens papais para serem intensificadas em rítmo de conquista democrática para impedir o que está sendo retirado pelo capitalismo financeiro ávido de lucros no compasso da desmontagem das aposentadorias, especialmente, dos mais pobres. A luta de classe está intensa e promete engrossar com o apoio do papa.

Estiveram reunidos, nessa quinta feira, na Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros(CNBB), na Asa Norte, em Brasília, uma legião de representantes de associações comunitárias, de pastorais católicas, de movimentos sociais e de partidos políticos, para articular plano de luta de classe em todo território nacional.

O objetivo é um só: engrossar resistência ao assalto do sistema financeiro, que domina as ações do governo Temer, para privatizar a Previdência Social e desmontar a legislação nacionalista do trabalho getulista.

Guilherme Costa Delgado, especialista consagrado em Previdência Social, destacou que o fulcro da questão é político-econômica: a disposição do sistema financeiro de expelir do sistema previdenciário brasileiro cerca de 60 milhões de brasileiros que recebem benefícios sociais.

Trata-se de eliminar demandas econômicas crescentes decorrentes das conquistas sociais proporcionadas pelo Sistema Único de Saúde(SUS), que representa, hoje, maior fonte de distribuição de renda, responsável por sustentar economicamente classes sociais de baixa renda socialmente excluídas sem a existência do SUS.

Técnicos da Anfip, que assessoram Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, demonstraram, de forma incontestável, a contabilidade real do sistema de seguridade social, a partir das determinações do art. 195 da Constituição, responsável pela montagem do mesmo.

Evidencia-se, claramente, manipulação dos meios de comunicação, sintonizados com o mercado financeiro, segundo os quais a previdência é deficitária.

As fontes de receita tributária, relacionadas constitucionalmente, para sustentar o sistema de seguridade social, do qual a Previdência é parte, em comparação às fontes de despesas com previdência, saúde e assistência social, demonstram o óbvio: há superavit, não déficit.

A existência do déficit ocorre, quando se leva em consideração, apenas, o balanço entre receitas oriundas das contribuições das empresas e dos trabalhadores, para o INSS, com as despesas da Previdência, considerada, isoladamente, e não como parte de um conjunto articulado como se compõe o SUS.

No ambiente de profunda crise capitalista atual, em que o desemprego avança brutalmente, as receitas caem e as despesas avançam, abrindo buracos.

Ainda, assim, como o sistema, conforme descrição constitucional, alimenta-se de diversas fontes tributárias(Cofins, CSLL, Pis-Pasep, Imposto de Importação e outras variadas fontes, além das contribuições de empresários e trabalhadores), registra-se, conforme estatísticas abundantes, superavit e não déficits.

As sobras a mais, no sistema, ocorre, embora tenha os governos, durante a Nova República, especialmente, na fase neoliberal, avançado sobre o cofre da Previdência para pagar dívida pública submetida aos juros e amortizações mais altos do mundo.

Atualmente, 30% do orçamento da Previdência vão para o sistema financeiro em forma de DRU – Desvinculação de Receita da União.

reforma da previdenciaTrata-se, no contexto econômico, de cumprir, religiosa e ideologicamente, o tripé neoliberal adequado à acumulação bancária: metas inflacionárias, câmbio flutuante e superavit primário elevado.

Ainda assim, os agiotas não conseguiram quebrar a espinha dorsal do sistema de seguridade social, que registra superavit na faixa atual de R$ 15 bilhões.

Evidentemente, desconsiderando as receitas do sistema descritas na Constituição + extração forçada em forma de pagamento de amortizações e juros, o déficit da previdência, separada da seguridade, se amplia.

A manipulação é essencial para radicalizar terror financeiro, a fim de tentar convencer opinião pública de que tal déficit, se não for eliminado, os salários jamais serão reajustados dignamente.

Na prática, rola o oposto.

Os salários não sobem dignamente porque os gastos sociais não se ampliam, para que sejam liquidados juros exorbitantes da dívida, decorrentes de política monetária equivocada para combater a inflação.

A falência do pensamento econômico financeiro que domina a cena capitalista tupiniquim está exposta diante das polêmicas levantadas entre os próprios economistas neoliberais que deixaram de crer nas suas teorias vagabundas, segundo as quais inflação se combate com juro alto.

Pura mistificação para engordar crescentemente os lucros dos bancos.

A Igreja, pelo que se discutiu, hoje, na CNBB, não se engana com os banqueiros.

Está consciente da luta de classe em curso.

Alerta que a privatização da Previdência, segundo o modelo neoliberal, é um fracasso retumbante.

Isso ficou provado, por exemplo, no Chile do ditador general Pinochet.

Transformado o sistema previdenciário, como querem os neoliberais, em fundo de investimento, em meio ao capitalismo financeiramente volátil, tem-se receita certa de instabilidade total incapaz de garantir previdência aos trabalhadores.

Previdência privada é uma contradição semântica.

Não combina com segurança e estabilidade, disse o bispo Dom Guilherme, que, sempre se apoiando no papa Francisco, conduziu os trabalhos de articulação da resistência contra o assalto aos direitos previdenciários e trabalhistas.

Uma resposta para “Papa fermenta Igreja contra golpe Temer”

  1. Papa Francisco a cada dia me surpreende e me faz acreditar em não desistir da luta! Participo das manifestações em defesa de nossos direitos e de todas as lutas em defesa da classe menos favorecida! Que Deus abençoe e proteja o nosso Papa Francisco!

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