Crise política obriga Banco Central a reduzir juro para tentar salvar governo golpista

BC VIRA AGENTE POLÍTICO PARA TENTAR JOGAR ÂNIMO NA ECONOMIA ESTRESSADA PELO CONGELAMENTO DE GASTOS PÚBLICOS BAIXADO POR HENRIQUE MEIRELLES, A CAMINHO DA DESMORALIZAÇÃO. Estresse total na política, produzido pela Operação Lavajato, leva os aliados golpistas a apelaram para os banqueiros, que mandam no Banco Central, a fim de que reduzam mais rapidamente a taxa de juros, a fim de melhorar a situação econômica em estado de calamidade pública, como demonstrarão, na próxima semana, os números do PIB, calculados pelo IBGE.
BC VIRA AGENTE POLÍTICO PARA TENTAR JOGAR ÂNIMO NA ECONOMIA ESTRESSADA PELO CONGELAMENTO DE GASTOS PÚBLICOS BAIXADO POR HENRIQUE MEIRELLES, A CAMINHO DA DESMORALIZAÇÃO.
Estresse total na política, produzido pela Operação Lavajato, leva os aliados golpistas a apelaram para os banqueiros, que mandam no Banco Central, a fim de que reduzam mais rapidamente a taxa de juros, de modo a melhorar a situação econômica em estado de calamidade pública, como demonstrarão, na próxima semana, os números do PIB, calculados pelo IBGE.

BC político entra em ação na economia.

Acossados, extraordinariamente, pelas notícias negativas, no plano político, o presidente Temer, do PMDB, e seu principal aliado, Aécio Neves, do PSDB, no golpe político de 2016, delatados pela Odebrecht, suspeitos de receptarem dinheiro de caixa dois na eleição de 2014, pressionam o Banco Central a acelerar redução da taxa de juro para melhorar o panorama geral do governo, enlameado nas duas frentes, política e econômica.

O carnaval demonstrou a ira popular no Jornal Nacional.

Os banqueiros, avalistas do golpe, os maiores beneficiários das reformas neoliberais, que privatizam empresas estatais, previdência social, destroem direitos trabalhistas, salário mínimo, tudo de forma acelerada, em verdadeira corrida contra o tempo, reavaliam suas posições.

Falam, agora, que é fundamental reduzir os juros, rapidamente.

O economista chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, em longa entrevista ao Jornal Valor Econômico, das Organizações Globo, em que faz mais suposições do que afirmações consistentes, sobre as expectativas da economia, prevê que até final do ano taxa Selic de 8,5%.

Essa possibilidade sequer era cogitada há um mês.

Mas, os indicadores, especialmente, de emprego(janeiro, demissão de mais de 40 mil trabalhadores) e de PIB em queda forte a ser anunciado(o de 2016) semana que vem, precipitou mudanças de rumo.

Notícias péssimas na política mais notícias péssimas na economia representam coquetel político-econômico explosivo.

Honorato prevê PIB de 0,3%, esse ano.

Projeta, especulativamente, 2,5% em 12 meses, bem acima das estimativas oficiais de 1,6%.

Chute.

Apegam-se os economistas do governo ao argumento que vendem para a grande mídia, avalista do golpe político, de que haverá significativa recuperação do comércio internacional.

Não é o que se deduz da onda protecionista que espalha pelo planeta diante do discurso nacionalista de Donald Trump.

A valorização do dólar prevista diante da possibilidade, ainda tênue, de juros mais altos nos Estados Unidos, sinaliza mais valorização do real, cujas consequências são desindustrialização e deterioração nos termos de trocas cambiais.

Restaria apostar no mercado interno, deprimido, mas essa saída pode gorar, diante da decisão do governo de congelar gastos públicos por vinte anos.

Temer e seus golpistas vão na contramão do mundo, que deixou receitas neoliberais de lado, por serem inadequadas em tempos recessivos.

Trump tenta puxar a locomotiva econômica americana adotando, justamente, medidas antineoliberais.

Determina aumento de gastos de 10% na indústria de defesa dos Estados Unidos, algo em torno de 54 bilhões de dólares, e mais 1 trilhão de dólares em infraestrutura.

Keynesianismo na veia da economia, tal como fez Roosevelt, a partir de 1936, para tirar, de vez, a economia americana do crash de 1929.

Depois do crash de 2008, superior ao de 29, segundo os especialistas em crise, o consumo na América despencou não porque o juro subiu, mas porque o gasto do governo caiu.

BC VIRA CENTRO DA ARTICULAÇÃO PARA SALVAR GOVERNO TEMER DO DESASTRE POLÍTICO Os golpistas sentiram o drama na pele. O juro alto especulativo que se pratica no Brasil é o causador da crise econômica, política e social. Chegou ao limite. A economia está no chão por causa dele. Apavorados, os banqueiros, que tomaram conta do BC, sob comando de Ilan Goldfajn, homem do Itaú, perceberam que se transformam, a contragosto, em agentes do desastre. Por isso, manobram, para salvar o governo golpista que ajudaram a colocar no poder, diminuindo a dose do remédio que virou veneno mortal. Caso contrário, continuarão bombeando, involuntariamente, a candidatura de Lula 2018, enquanto afundam seus aliados. O veneno mata as forças produtivas, empresários e trabalhadores. No ambiente de desastre político em que vivem os golpistas, acossados pela Lavajato, diminuir os juros tornou-se imperativo categórico. Derrubar a agiotagem bancária, que cobra dos consumidores, no cartão de crédito, perto de 500% ao ano, inviabilizando produção e consumo, virou questão política de vida ou morte para eles.
BC VIRA CENTRO DA ARTICULAÇÃO PARA SALVAR GOVERNO TEMER DO DESASTRE POLÍTICO
Os golpistas sentiram o drama na pele.
O juro alto especulativo que se pratica no Brasil é o causador da crise econômica, política e social.
Chegou ao limite.
A economia está no chão por causa dele.
No ambiente de desastre político em que vivem os golpistas, acossados pela Lavajato, diminuir os juros tornou-se imperativo categórico.

O crescimento, de 2008 a 2016, foi pífio, entre 1,5% e 2%.

A estratégia capitalista de jogar os juros a zero ou negativo, para conter avanço da dívida pública americana, na casa de 17 trilhões de dólares, não foi suficiente para puxar o colosso de Tio Sam.

Trump alia, agora, juro baixo mais aumento de gastos públicos.

 Os investidores, claro, irão para os Estados Unidos e não para o Brasil, onde Temer empurra a economia à era glacial.

Diante de tudo isso, os banqueiros, que ganham lucros absurdos na agiotagem especulativa, viram que podem se dar mal, se o governo, já excessivamente endividado, entrar em bancarrota, frente à agiotagem especulativa desenfreada em cima da dívida pública.

A Federação Brasileira dos Bancos(Febraban), que manda no Banco Central, por intermédio de um homem do Itaú, Ilan Goldfajn, acendeu o sinal vermelho.

A declaração do chefe do Bradesco soou como grito de desespero contido por palavras que escondem seu pensamento, como diria Freud.

Se continua o arrocho monetário, seguido de arrocho fiscal, o governo Temer, tal como aquele edifício balança mas não cai, desaba.

O presidente do BC divulgou essa semana ata do conselho de política monetária(copom), adiantando que a taxa Selic cairá mais aceleradamente nas próximas reuniões.

Implicitamente, o movimento anti-juro da Febraban sugere que as causas maior do déficit são, justamente, os juros e não os gastos sociais.

Os números do Orçamento Geral da União(OGU) comprovam isso.

Do total do OGU, no ano passado, de R$ 2,4 trilhões, cerca de 44%, ou seja, R$ 1,2 trilhão, decorrem de gastos não financeiros, bombeados pela Selic especulativa.

Vai adiantar diminuir, apenas, os juros, se continua o violento ajuste fiscal, cujas causas, pelo reconhecimento implícito da Febraban, são justamente os juros altos?

agiotagem 1Agora, se vê que o jornal Valor Econômico, antecipadamente, promoveu rodada de debates para preparar queda dos juros.

O economista neoliberal André Lara Resente abriu a série relatando as últimas novidades acadêmicas, nos Estados Unidos, sobre política monetária.

Destacou que os especialistas deixaram de acreditar que juro alto combate inflação.

A crise de 2008 mostrou, claramente, isso.

Ao contrário, juro alto aumenta inflação.

Destacou, no entanto, que o ajuste fiscal precisa continuar.

Deixou no ar, porém, que são os juros, ou seja, os gastos financeiros(juros e amortizações) e não os gastos não financeiros(saúde, educação, infraestrutura, segurança etc), os vilões do déficit a merecerem drástico ajuste.

No final do artigo diz que é preciso mudar a política monetária, mas não abandonar o ajuste fiscal.

Escondeu a verdade essencial: a causa da ajuste fiscal.

O PIB não cresce e o desemprego dispara.

Nesse ritmo, o governo golpista vai à lona.

Conclusão óbvia: a corrida para diminuir juro visa salvar o o desacreditado governo Temer.

A política passa a conduzir a taxa de juros em meio ao caos econômico em marcha.