Trump aumenta gasto na indústria de defesa para gerar pleno emprego. Temer, não; corta gasto, aumenta desemprego e insegurança.

 

NACIONALISMO DE TRUMP SE EXPRESSA EM OPÇÃO PELA INDÚSTRIA DE DEFESA COMO DINAMIZADORA DO CAPITALISMO AMERICANO Trump, que ganhou a eleição combatendo as guerras impulsionadas por Obama pelo mundo afora, segue a mesma receita com discurso trocado: para os Estados Unidos continuarem poderosos, têm que aumentar investimentos na indústria de defesa, como forma de dissuassão capaz de evitar guerras. Tenta, dessa forma, acalmar o Estado Industrial Militar Norte-Americano, responsável, desde a segunda guerra mundial, por dinamizar o capitalismo nos Estados Unidos em sua escalada imperialista global. Na efetivação dessa estratégia, de gastar mais 54 bilhões de dólares na industria de defesa, o presidente americano, contraditoriamente, cacifa-se para dialogar com Putin, da Rússia, a partir de uma posição de força, embora destaque, como fez durante campanha eleitoral, que os Estados Unidos, sob seu governo, deixariam de ser interventores do mundo. Incrementar mais a cadeia produtiva da indústria de defesa, que puxa a produtividade americana, é o caminho que o capitalismo, comandado por Trump, seguirá de agora em diante, para o bem e para o mal. Enquanto isso, no Brasil, o congelamento de gastos imposto neoliberalmente pelos golpistas, comandados por Michel Temer, inviabiliza o sonho dos militares brasileiros, contidos na Política Nacional de Defesa e na Estratégia de Defesa Nacional, para construção da indústria de defesa, no Brasil, a partir da qual se possa erguer verdadeiro nacionalismo econômico, político e social, ancorado em vanguarda tecnológica.
NACIONALISMO DE TRUMP SE EXPRESSA EM OPÇÃO PELA INDÚSTRIA DE DEFESA COMO DINAMIZADORA DO CAPITALISMO AMERICANO
Trump, que ganhou a eleição combatendo as guerras impulsionadas por Obama pelo mundo afora, segue a mesma receita com discurso trocado: para os Estados Unidos continuarem poderosos, têm que aumentar investimentos na indústria de defesa, como forma de dissuassão capaz de evitar guerras.
Tenta, dessa forma, acalmar o Estado Industrial Militar Norte-Americano, responsável, desde a segunda guerra mundial, por dinamizar o capitalismo nos Estados Unidos em sua escalada imperialista global.
Na efetivação dessa estratégia, de gastar mais 54 bilhões de dólares na industria de defesa, o presidente americano, contraditoriamente, cacifa-se para dialogar com Putin, da Rússia, a partir de uma posição de força, embora destaque, como fez durante campanha eleitoral, que os Estados Unidos, sob seu governo, deixariam de ser interventores do mundo.
Incrementar mais a cadeia produtiva da indústria de defesa, que puxa a produtividade americana, é o caminho que o capitalismo, comandado por Trump, seguirá de agora em diante, para o bem e para o mal.
Enquanto isso, no Brasil, o congelamento de gastos imposto neoliberalmente pelos golpistas, comandados por Michel Temer, inviabiliza o sonho dos militares brasileiros, contidos na Política Nacional de Defesa e na Estratégia de Defesa Nacional, para construção da indústria de defesa, no Brasil, a partir da qual se possa erguer verdadeiro nacionalismo econômico, político e social, ancorado em vanguarda tecnológica.

 

“Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego – salvo em condições de guerra. Se os Estados Unidos  se insensibilizarem para a preparação das armas, aprenderão a conhecer a sua força.” (Keynes, 1936, em Crise da Ideologia Keynesiana, Lauro Campos, 1980, Campus).

 

brasileuaA velha receita não sai de pauta na política governamental americana desde a segunda guerra mundial.

Donald Trump acaba de anunciar aumento de 10% nos gastos de defesa geral dos Estados Unidos, algo em torno de 54 bilhões de dólares.

Trata-se, portanto, de utilizar economia de guerra, mediante aumento dos gastos públicos, na indústria de defesa, locomotiva da produtividade do capitalismo americano.

Incrementa-se as forças improdutivas para tentar puxar as forças produtivas em colapso, de modo a manter sobrevivente o capitalismo americano.

 

Essa estratégia keynesiana foi aplicada por Roosevelt, em 1936, para tirar o capitalismo da crise de 1929.

 

brasileuaAté então, o sistema capitalista americano era dinamizado pela indústria de bens duráveis, puxada pela produção de automóveis.

Em 29, o país tinha 27 milhões de carros em circulação e uma produção anual de 5,5 milhões de unidades automotivas.

A cadeia produtiva de bens duráveis de luxo puxava a demanda global.

A especulação desenfreada, naquele ano, jogou a produção no chão, caindo para 700 mil unidades, cinco anos depois.

Faliram 5 mil bancos nos Estados Unidos.

A economia do lassair faire, do livre mercado, encontrou seus limites na deflação.

A produção e os preços despencaram.

Os investimentos, consequentemente, deixaram de se realizar.

Crash!

O remédio keynesiano entrou em ação: inflação para combater deflação.

Mas, como dinamizar a economia, incrementando os bens duráveis, se os estoques estavam saindo pelo ladrão e os preços desabando, jogando a taxa de lucro no chão?

 

O governo teve que se transformar em grande consumidor.

 

brasileuaQual a mercadoria que o governo iria comprar de modo a puxar a demanda, sem aumentar a oferta de bens duráveis, se esta já se mostrava excessiva?

Reconversão da indústria de bens duráveis em indústria de guerra, produtora de produtos bélicos e espaciais.

Ao lado disso, da opção pelas forças improdutivas, expansão das forças produtivas ancoradas em gastos dissipadores, aumento de funcionários públicos, expansão de programas sociais, previdência social, enfim, estado do bem estar social etc.

Tornou-se necessário implementar novo sistema monetário.

A moeda estatal inconversível se fez necessária e a dívida pública se transformou em instrumento simultâneo de irrigação e enxugamento da base monetária, de modo a produzir o que Keynes considerava essencial, a eficiência marginal do capital(lucro).

Era a forma capaz de levar os empresários ao investimento, despertando neles seu espírito animal.

 

O grande economista inglês, adepto de Malthus, destacou, para justificar o seu novo modelo, que a única variável economicamente independente sob capitalismo é o aumento da quantidade da oferta de moeda na circulação.

 

brasileuaTal movimento, segundo ele, produz: 1 – elevação dos preços, 2 – redução dos salários, 3 – perdão da dívida dos empresários contraída a prazo e 4 – diminuição dos juros.

Com uma mão, o governo joga moeda na circulação, para irrigar a produção; com a outra, lança títulos da dívida pública, para enxugar a base monetária, a fim de evitar enchente inflacionária.

A crise de 2008, tão intensa ou maior do que a crise de 1929, levou os governos capitalistas ricos e imperialistas(EUA, Europa e Japão), excessivamente, endividados,  a repetirem a dose.

 

Expandiram a oferta monetária, mantiverem a taxa de juro na casa dos zero ou negativa, para segurar a dívida pública, mas cortaram gastos públicos, atendendo vozes neoliberais.

 

brasileuaSe a manobra foi suficiente para segurar, precariamente, a dívida, mostrou-se insuficiente para dinamizar as forças produtivas capitalistas.

Apenas juros baixos ou negativos não resolvem, se o governo não faz uso da arma que dispõe, isto é, a expansão da quantidade de oferta de moeda para dinamizar gasto público, keynesianamente.

Os empresários, somente, com juro negativo, não voltarão aos investimentos, porque estes requerem consumidores, inexistentes no ambiente de congelamento de gastos públicos, como a experiência brasileira está demonstrando, nesse momento.

 

Temer, revelando-se, anticapitalista, entreguista, antinacionalista, tenta combinar o impossível: juro alto com cortes de gastos.

 

brasileuaColhe, desastrosamente, câmbio sobrevalorizado que eleva dívida, desindustrializa o país, produz explosivo deficit em contas correntes e, consequentemente, aumenta risco que sustenta juro alto.

Se não derrubar juro, como fizeram os impérios, não abatte dívida, permitindo volta do endividamento em defesa, como faz Trump.

Desastre neoliberal temerista produz, apenas, insegurança nacional, maior fonte de preocupação atual das forças armadas, frustradas diante do sucateamento do seu sonho maior: a construção da opção nacionalista por meio da Política Nacional de Defesa e da Estratégia de Defesa Nacional.

Trump, apostando na defesa, tenta afastar-se dos fantasmas de 1929, que ressuscitaram em 2008.

Temer, desatento à história, quer voltar ao lassair faire, ao século 19, neoliberal, que leva ao crash.

Cadáver insepulto, tenta retornar ao útero materno.

Só Freud, como diz Lauro Campos, explica.