Ressureição no novo Chico Ciência, protagonista da direita golpista, como tragédia e farsa total

DIREITA ANTINACIONAL CRIA SEU CHICO CIÊNCIA ANTIGETULISTA O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ergueu-se, essa semana, como autêntico líder da direita brasileira. Em discurso contra abuso de autoridade, na tribuna do Senado, criticou, asperamente, aquele que foi ungido pela Rede Globo como ícone da (falsa)moralidade nacional, o juiz Sérgio Moro, comandante da Operação Lavajato. As posições políticas de Moro o situam à direita da direita, dadas as práticas jurídicas inconstitucionais, fascistas, que tem exercitado exuberantemente para extrair confissões de acusados, presos mediante claro abuso de autoridade. Gilmar, ideologicamente, alinhado aos tucanos, sintonizado com os interesses do capital em confronto com os dos trabalhadores, como demonstram recentes posições suas relativas aos direitos trabalhistas, eliminando posições históricas assentadas pelo Tribunal Superior do Trabalho(TST), não deixou barato. Ao falar para um plenário lotado de políticos apavorados com o grau de abuso praticado pelo Ministério Público da União e Procuradores, aliados de Moro, adeptos das convicções no lugar de provas, Gilmar bateu forte no projeto de lei de “iniciativa popular”, arrebanhado por eles. Considerou correta a posição dos parlamentares, que rejeitaram por 450 votos, maioria absoluta, projeto de lei encaminhado ao Congresso, contendo dez medidas contra a corrupção, entre as quais a que suprime, até, o habeas corpus, em evidente escândalo jurídico. Evidentemente, as palavras, como diz Freud, escondem o pensamento: como ideólogo da direita, que golpeou a democracia, com apoio jurídico do STF, no processo de impeachment, sem crime de responsabilidade, contra a presidenta Dilma, Gilmar Mendes atacou os abusos praticados por Moro, justamente, no momento em que seus aliados do PSDB correm grande perigo. Deverão ser delatados, na Operação Lavajato, pelos diretores da Construtora Odebrecht, personagens tucanos de alta plumagem. Grandes quantidades de denúncias de corrupção estão sendo jogadas no ventilador, a produzirem crise política inevitável, em grau ainda desconhecido, mas, potencialmente, explosiva. Sérgio Moro, por sua vez, sob desconfiança crescente de ser agente da inteligência norte-americana, escolhido para conduzir, por meio jurídicos, a destruição da maior empresa estatal brasileira e uma das maiores do mundo, a Petrobras, de modo a favorecer concorrentes internacionais, na desmobilização do seu patrimônio, virou alvo de caça. Todos, indistintamente, à direita e à esquerda, se sentem ameaçados por ele. O juiz de Curitiba, no momento em que projeto de abuso de autoridade tramita no Senado, sob relatoria de Roberto Requião, está no olho do furacão. Segundo informações veiculadas, essa semana, ele cogita, inclusive, de largar sua tarefa pela metade, em plena efervescência política, para passar um ano sabático nos Estados Unidos. Estará ou não fugindo de suas responsabilidades? O fato é que o contexto, como diria Machado de Assis, é de confusão geral. O que foi, de início, adequado aos interesses dos golpistas, aos quais Sérgio Moro serve, consciente ou inconsciente, não está sendo mais. O feitiço virou contra o feiticeiro, na tarefa de servir a qualquer custo interesses antinacionais, com destruição da Petrobras e suas fornecedoras, como as empreiteiras nacionais, detentoras do patrimônio valioso da engenharia nacional, sob perigo, porque se envolveram nas armadilhas da legislação eleitoral, construída pela inescrupulosidade das elites aliadas ao capital internacional. No ambiente da recessão que se aprofunda, abatendo o governo Temer, mais perdido que cego em tiroteio, não interessa aos atores políticos e empresariais, muito menos aos trabalhadores, os mais prejudicados, com o desemprego, a continuidade da Lavajato, salvo aos interesses econômicos antinacionais, vocalizados pela Rede Globo. Cuida o poder midiático oligopolizado global da essencial tarefa adequada aos interesses alienígenas: manipulação moralista da classe média, para aprofundar desmonte da estatal petroleira, cujas consequências aceleram paralisia da economia, com sinalização de quedas do PIB para os próximos três anos, com expansão incontrolável do desemprego. A Globo perdeu a batalha de defender a Lavajato – e seus propósitos contraditórios – na votação da Câmara; o mesmo poderá acontecer no Senado, se o debate em torno do assunto for honesto, sem manipulações. A fala do ministro Gilmar Mendes transformou-o, segundo observações a este site do jovem médico neurologista Kaouê Fonseca Lopes, no grande protagonista da direita, nesse momento de desespero, com o adendo de que o judiciário, hoje, tornou-se, praticamente, condutor dos processos legislativos. Trata-se de situação em que os legisladores se encontram dependentes dos juízes, depois que se chafurdaram na corrupção moral e eleitoral, tornando-se submissos ao capital bancário e multinacional, para condução de suas carreiras políticas, perdendo, consequentemente, legitimidade popular.
DIREITA ANTINACIONAL CRIA SEU CHICO CIÊNCIA ANTIGETULISTA
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ergueu-se, essa semana, como autêntico líder da direita brasileira.
Em discurso contra abuso de autoridade, na tribuna do Senado, criticou, asperamente, aquele que foi ungido pela Rede Globo como ícone da (falsa)moralidade nacional, o juiz Sérgio Moro, comandante da Operação Lavajato.
As posições políticas de Moro o situam à direita da direita, dadas as práticas jurídicas inconstitucionais, fascistas, que tem exercitado exuberantemente para extrair confissões de acusados, presos mediante claro abuso de autoridade.
Gilmar, ideologicamente, alinhado aos tucanos, sintonizado com os interesses do capital em confronto com os dos trabalhadores, como demonstram recentes posições suas relativas aos direitos trabalhistas, eliminando posições históricas assentadas pelo Tribunal Superior do Trabalho(TST), não deixou barato.
Ao falar para um plenário lotado de políticos apavorados com o grau de abuso praticado pelo Ministério Público da União e Procuradores, aliados de Moro, adeptos das convicções no lugar de provas, Gilmar bateu forte no projeto de lei de “iniciativa popular”, arrebanhado por eles.
Considerou correta a posição dos parlamentares, que rejeitaram por 450 votos, maioria absoluta, projeto de lei encaminhado ao Congresso, contendo dez medidas contra a corrupção, entre as quais a que suprime, até, o habeas corpus, em evidente escândalo jurídico.
Evidentemente, as palavras, como diz Freud, escondem o pensamento: como ideólogo da direita, que golpeou a democracia, com apoio jurídico do STF, no processo de impeachment, sem crime de responsabilidade, contra a presidenta Dilma, Gilmar Mendes atacou os abusos praticados por Moro, justamente, no momento em que seus aliados do PSDB correm grande perigo.
Deverão ser delatados, na Operação Lavajato, pelos diretores da Construtora Odebrecht, personagens tucanos de alta plumagem.
Grandes quantidades de denúncias de corrupção estão sendo jogadas no ventilador, a produzirem crise política inevitável, em grau ainda desconhecido, mas, potencialmente, explosiva.
Sérgio Moro, por sua vez, sob desconfiança crescente de ser agente da inteligência norte-americana, escolhido para conduzir, por meio jurídicos, a destruição da maior empresa estatal brasileira e uma das maiores do mundo, a Petrobras, de modo a favorecer concorrentes internacionais, na desmobilização do seu patrimônio, virou alvo de caça.
Todos, indistintamente, à direita e à esquerda, se sentem ameaçados por ele.
O juiz de Curitiba, no momento em que projeto de abuso de autoridade tramita no Senado, sob relatoria de Roberto Requião, está no olho do furacão.
Segundo informações veiculadas, essa semana, ele cogita, inclusive, de largar sua tarefa pela metade, em plena efervescência política, para passar um ano sabático nos Estados Unidos.
Estará ou não fugindo de suas responsabilidades?
O fato é que o contexto, como diria Machado de Assis, é de confusão geral.
O que foi, de início, adequado aos interesses dos golpistas, aos quais Sérgio Moro serve, consciente ou inconsciente, não está sendo mais.
O feitiço virou contra o feiticeiro, na tarefa de servir a qualquer custo interesses antinacionais, com destruição da Petrobras e suas fornecedoras, como as empreiteiras nacionais, detentoras do patrimônio valioso da engenharia nacional, sob perigo, porque se envolveram nas armadilhas da legislação eleitoral, construída pela inescrupulosidade das elites aliadas ao capital internacional.
No ambiente da recessão que se aprofunda, abatendo o governo Temer, mais perdido que cego em tiroteio, não interessa aos atores políticos e empresariais, muito menos aos trabalhadores, os mais prejudicados, com o desemprego, a continuidade da Lavajato, salvo aos interesses econômicos antinacionais, vocalizados pela Rede Globo.
Cuida o poder midiático oligopolizado global da essencial tarefa adequada aos interesses alienígenas: manipulação moralista da classe média, para aprofundar desmonte da estatal petroleira, cujas consequências aceleram paralisia da economia, com sinalização de quedas do PIB para os próximos três anos, com expansão incontrolável do desemprego.
A Globo perdeu a batalha de defender a Lavajato – e seus propósitos contraditórios – na votação da Câmara; o mesmo poderá acontecer no Senado, se o debate em torno do assunto for honesto, sem manipulações.
A fala do ministro Gilmar Mendes transformou-o, segundo observações a este site do jovem médico neurologista Kaouê Fonseca Lopes, no grande protagonista da direita, nesse momento de desespero, com o adendo de que o judiciário, hoje, tornou-se, praticamente, condutor dos processos legislativos.
Trata-se de situação em que os legisladores se encontram dependentes dos juízes, depois que se chafurdaram na corrupção moral e eleitoral, tornando-se submissos ao capital bancário e multinacional, para condução de suas carreiras políticas, perdendo, consequentemente, legitimidade popular.

 

Para cada estado de exceção é preciso, é necessário que haja jurista conceituado, acadêmica e doutrinariamente, de plantão para legitimar, institucionalizar e naturalizar aquilo que é antiinstitucional, antinatural, antijurídico.

 

Confirma-se a máxima de que o direito é a meretriz do poder.

Para o Estado Novo de 1937, Getúlio convocou o brilhante Chico Campos, Chico Ciência, por sua vastíssima erudição, um polímata, conhecimentos múltiplos, diversos, enciclopédico.

Chico, segundo informam meandros da história, em poucas horas, escreveu uma Constituição(a polaca, em 1937), literalmente, nas coxas.

O presente momento em que volta à cena o Estado de Exceção, em suas formas e mecanismos novos, com o judiciário extravasando princípios estranhos ao ordenamento jurídico; abolindo princípios de presunção de inocência; e, principalmente, introduzindo vetustos princípios, segundo os quais o acusado, e não quem acusa, é quem deve o ônus da prova, surge o inusitado.

 

O MPF, na figura do prócer e ideólogo Deltan Dallagnol, jovem mancebo, prenhe de instintos absolutos, afasta necessidade de provas robustas e materiais para condenar.

 

Para ele, basta ter convicções.

Enquanto os jovens procuradores, quase púberes, inventam, inovam e criam o direito para novo Estado de Exceção, o STF e o CNJ se limitam a olhar, prazerosamente, os seus prepostos.

Nesse novo cenário de opressão, supressão de direitos fundamentais, omissão e prevaricação do poder, que requereria estrito controle da atividade pelo STF, emerge a figura sinistra e controversa do novo Chico Campos, Chico Ciência, o ministro Gilmar Mendes.

Há, porém, uma diferença fundamental entre o Chico de antes e o novo Chico.

 

Francisco Campos, Chico Ciência, ministro da Justiça de Getúlio, autor da Constituição de 1937.
Francisco Campos, Chico Ciência, ministro da Justiça de Getúlio, autor da Constituição de 1937.

Aquele era um nacionalista na linha getulista; este, um sinistro neoliberal, aliado inconteste das forças conservadoras, golpistas, antinacionais, a serviço do capital internacional.

 

Unha e carne dos tucanos, genuíno e convicto antinacionalista, que trouxe da Alemanha, onde especializou, as teorias de vanguarda do direito.

Absorveu inteira e brilhantemente os institutos de controle concentrado e abstrato de constitucionalidade das normas jurídicas, que fazem seu nome reverberar como sábio do direito em terras tupiniquins.

A história vai se repetindo como tragédia e farsa, no embalo da crise econômica neoliberal que transforma o presidente Temer em morto vivo em Palácio, de onde não pode sair, sob pena de vaias intermitentes.

Os dados da economia são escabrosos; PIB em queda forte nos próximos três anos; e tentativa de solucionar os problemas econômicos, sociais e políticos mediante irracionalidade total, com apoio de um Congresso sem legitimidade popular.

 

A PEC 55 é o anticapitalismo puro: destrói poder de compra da população; nega o consumidor como agente econômico fundamental, sem o qual a arrecadação aprofunda-se irremediavelmente, inviabilizando investimentos.

 

Os tucanos, aliados de Temer, se apavoram.

Tentam, agora, trazer de volta ao poder, o megaespeculador Arminio Fragas, responsável, na Era Color, como diretor do BC, por escancarar a economia ao capital especulativo.

Na Era FHC cuidou de aprofundar a crise tocando populismo cambial que desarticulou a indústria nacional; com ele, os tucanos tentam acelerar a desmobilização do patrimônio nacional, no momento em que as incertezas internas e externas se aprofundam.

Meirelles e sua equipe neoliberal fracassou, como fracassou, também, Joaquim Levy; Armínio Fraga é farinha do mesmo saco; não tem alternativa no colete, salvo seguir com o discurso antinacional.

Os tucanos rifaram Meirelles; mas a orientação deles é dada por Wall Street; são aliados de George Soros, o megaespeculador, guru de Armínio; a tarefa é clara: especular com as ações da Petrobras para privatizá-la baratinho.

Vem aí a grande megaespeculação a ser tocada pelo megaespecular Arminio Fraga, de dupla nacionalidade: americana e brasileira.

Gilmar Mendes, o novo Chico Ciência viabilizará os trâmites jurídicos necessários à nova empreitada antinacional, acelerando, no judiciário, as reformas neoliberais, enquanto o Legislativo se anula no compasso das delações.

 

A voz da contradição e da

crise política em marcha

que aprofunda a violenta

crise econômica