Prisão ditatorial de Lula, segredo de polichinelo

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Lula preso,

talvez seja

uma questão

de horas.

 

O fato é que a fumaça está tão intensa que não há como negar.

O juiz Sérgio Moro, nosso justiceiro fanático Savonarola, e seus assessores procuradores já espalharam suas intenções em grandes ondas.

Há até lamentações antecipadas.

FHC, o grande cínico, adiantou-se a esse acontecimento que abalará geral.

Disse que lamenta, mas é assunto para a justiça.

Por que a grande mídia, que já sabe o que vai acontecer, não está, também, fazendo o mesmo, como acontece, sempre, quando se tem um furo, que é o mais cobiçado triunfo do jornalista?

Corre à solta a notícia.

Tipo Garcia Marques, em seu genial livro, “Crônica de uma morte anunciada”.

Com Lula: “Crônica de uma prisão anunciada.”

Mas, não se efetiva o óbvio ululante: as seis famílias poderosas, que dominam o oligopólio midiático tupiniquim, mantêm a informação na gaveta.

 

Na hora em que for desencadeada

a ação, aí, sim, todos estarão

na porta da casa do Lula

para fotografá-lo, preferencialmente,

algemado, ou com as mãos

postas para trás, como se

estivesse com as algemas.

 

Tudo encenação.

Por que não convida o ex-presidente para depor?

Ele está correndo da justiça?

Perderia a graça.

O que se arma é o circo.

Pelo que se viu nos vazamentos prévios das prisões realizadas anteriormente, devidamente, calculados, trata-se de pule de dez.

O grande espetáculo está armado, para produzir a maior teatralização possível.

Lula, na cadeia, o triunfo da direita.

Muito barulho.

Isso é o que a direita deseja construir, milimetricamente, para criar as condições necessárias para ela ter chance de chegar ao poder em 2018.

O jogo da nova ditadura vai ficando cada vez mais nítido e confirma o que Hegel diz: “A consciência é como pássaro de minerva(coruja), só voa quando a noite cai.”

Num primeiro momento, as coisas ficam nebulosas para quem assiste os acontecimentos em escalada.

Mas, passando os dias, ficam claros os objetivos buscados pelos golpistas.

Primeiro, o impeachment forjado, acompanhado do rol das acusações espetaculosas, ancoradas mais em suspeitas e convicções do que em fatos, como reconheceu procurador medíocre, em suas exposições de power point ridículas.

Depois, limpado o terreno, as medidas de arrocho fiscal, somente, possíveis se afastada a democracia, porque jamais seriam aprovadas nas urnas.

Em meio a isso, desmonte da maior empresa nacional, a Petrobras.

 

Articulam mentirosamente que ela

está falida, embora, dia sim, dia

não, a bolsa reage diante das

expectativas positivas produzidas

pela pujante estatal petroleira.

 

Parente, o privatista tucano de carteirinha, vai vendendo os ativos, com argumentos, completamente, burros.

Diz que é preciso fazer dinheiro para pagar dívida da empresa.

É como o motorista de táxi ser levado a vender seu carro para pagar papagaios, mas ficar sem instrumento de trabalho para continuar sobrevivendo.

Os golpistas tupiniquins são anticapitalistas; querem, apenas, entregar patrimônio.

Como a Petrobras continuará ganhando bilhões, se Parente desmonta a estrutura de reprodução de capital da grande estatal criada pelo nacionalista  Vargas?

Mas, isso faz parte do script, para justificar, inclusive, a prisão de Lula, em meio aos falsos argumentos de que foi ele, com o esquema que armou, que levou à necessidade de Parente fazer o que está fazendo, desmobilizando geral.

 

Os golpistas que gostam tanto

de dizer que o Estado tem que

se comportar como dona de

casa, gastar somente o que

tem de receita, não sabem o que é economia na prática; o que diria

essa dona de casa, se recebesse

recomendação de pedir demissão

voluntária do seu emprego para

botar indenização no bolso, mas

ficar sem fonte de renda,

para custear despesas?

 

Mas, o jogo é a prisão de Lula, que levou o Brasil à situação de inadimplência total, de modo a justificar o que Parente, agora, procura, sintonizado com os abutres externos, realizar: tremendo balcão de negócios.

A sociedade está aprendendo a entender como a direita cria o ambiente adequado para atingir seus objetivos.

Na semana anterior à eleição, prende-se o maior número de petistas, à moda Moro Savonarola.

Ao mesmo tempo, inventa a mentira de que a ex-presidenta Dilma furou fila para se aposentar no INSS.

Escândalo.

 

Tudo, em extremo,  levado

ao ar pela voz encorpada

de Bonner, no JN da Globo,

o porta voz do golpe.

 

Agora, com Lula, prepara-se o campo para sacrificá-lo sem provas, apenas, evidências suspeitas, tornando-o réu em três sequências ininterruptas.

Longas enumerações de falsos fatos carentes de comprovações; repetição de mentiras, para que se tornem verdades.

Fica muito mais fácil espalhar a divisão social, o ódio, nesse contexto, pela manipulação das informações.

O Brasil entrou na corrupção por meio do PT.

O partido teria inventado os mecanismos do roubo; esteve sozinho, jamais, acompanhado, por exemplo, dos que, agora, estão no poder, acusados de ter entrado nas falcatruas.

Escolhe-se o alvo; centra-se fogo na propaganda enganosa; busca-se o objetivo, que é afastar o concorrente ao poder, capacitado, pelas políticas sociais que praticou, a voltar ao antigo posto pelo voto popular, visto que o que construiu está sendo criminosamente, inconstitucionalmente, destruído.

Lula teria roubado o dinheiro de todo o mundo; desvia-se a atenção para ele, enquanto as armações se multiplicam, impunemente, pelos que abocanharam o poder.

Esconde-se o principal, como diz o octogenário empresário Sebastião Gomes: “No Brasil, todo mundo rouba; quem não rouba nada, rouba imposto[ como fazem, com competência, principalmente, as elites antinacionais, agora, mandando, ditatorialmente].”