Golpe tucano contra Temer no forno, depois do impeachment golpista contra Dilma no Senado

STF VIRA LABORATÓRIO DE NOVO GOLPE POLÍTICO Os ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki, do STF, viram o centro das atenções políticas, no compasso da bancarrota do governo Temer, cujas contradições não o deixam manter-se de pé. Temer tenta fugir da terapia neoliberal, para evitar explosão social, mas o mercado financeiro e o poder midiático golpista que o bancam exigem austeridade fiscal, que só se materializa mediante ditadura política. Saída da direita, capitaneada por Mendes, tucano disfarçado: derrubar Temer com as provas que o TSE, que ele dirige, dispõe, como fator de criminalização da chapa Dilma-Temer, na eleição de 2014. O roteiro é o seguinte: 1 – Empurra-se a situação com a barriga até final do ano; 2 – No início de 2017, segundo biênio, com Temer fora do jogo, faz-se, conforme Constituição, eleição indireta. Resta saber quem comandaria o novo governo em regime semiparlamentarista: 1 – O baixo clero que o deputado Eduardo Cunha empoderou para chegar à presidência da Câmara, tornando-o maioria, ou 2 – O PSDB-DEM, que passou a dar as cartas com o deputado Rodrigo Maia, DEM-RJ, aliado dos tucanos. As incógnitas são: 1 – Teori Zavascki, relator do Operação Lavajato, entraria no jogo golpista de Mendes, aliados da direita tucano-democrata? 2 – E o povo, passível de ser amplamente mobilizado pelas redes sociais, para o bem e para o mal, ficaria de braços cruzados, assistindo tudo, abestalhado, sedado pelo poder midiático golpista, como está, até o momento, no processo golpista do impeachment, ou vai reagir às manobras das elites, na tarefa de construir o semiparlamentarismo para substituir o presidencialismo de coalisão que faliu?
STF VIRA LABORATÓRIO DE NOVO GOLPE POLÍTICO
Os ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki, do STF, viram o centro das atenções políticas, no compasso da bancarrota do governo Temer, cujas contradições não o deixam manter-se de pé.
Temer tenta fugir da terapia neoliberal, para evitar explosão social, mas o mercado financeiro e o poder midiático golpista que o bancam exigem austeridade fiscal, que só se materializa mediante ditadura política.
Saída da direita, capitaneada por Mendes, tucano disfarçado: derrubar Temer com as provas que o TSE, que ele dirige, dispõe, como fator de criminalização da chapa Dilma-Temer, na eleição de 2014.
O roteiro é o seguinte:
1 – Empurra-se a situação com a barriga até final do ano;
2 – No início de 2017, segundo biênio, com Temer fora do jogo, faz-se, conforme Constituição, eleição indireta.
Resta saber quem comandaria o novo governo em regime semiparlamentarista:
1 – O baixo clero que o deputado Eduardo Cunha empoderou para chegar à presidência da Câmara, tornando-o maioria, ou
2 – O PSDB-DEM, que passou a dar as cartas com o deputado Rodrigo Maia, DEM-RJ, aliado dos tucanos.
As incógnitas são:
1 – Teori Zavascki, relator do Operação Lavajato, entraria no jogo golpista de Mendes, aliados da direita tucano-democrata?
2 – E o povo, passível de ser amplamente mobilizado pelas redes sociais, para o bem e para o mal, ficaria de braços cruzados, assistindo tudo, abestalhado, sedado pelo poder midiático golpista, como está, até o momento, no processo golpista do impeachment, ou vai reagir às manobras das elites, na tarefa de construir o semiparlamentarismo para substituir o presidencialismo de coalisão que faliu?

 

A direita entrou numa

 

dinâmica política que o

 

seu destino somente

 

se constrói por meio de

 

golpe jurídico-parlamentar.

 

As providências do ministro Gilmar Mendes, encaminhando informações ao ministro Teori Zavascki, relator da Lavajato, que incriminariam a chapa Dilma-Temer por violação à legislação eleitoral na eleição de 2014, abrem possibilidades para eleição indireta, no início do ano que vem.

Favorecidos: o PSDB e o DEM, que passaram a dar as cartas, com a eleição do deputado Rodrigo Maia, DEM-RJ.

A dialética do golpe de direita ganha novo impulso, especialmente, no compasso da insatisfação do mercado financeiro, que comanda a governabilidade, na prática, tendo como representação a figura Temer.

Sob pressão de base aliada populista acostumada a ser sustentada por gastos públicos no ambiente do presidencialismo de coalisão, essencialmente, corrupto, o presidente interino golpista, nesse início de governo, em que se decide o impeachment de Dilma Rousseff, no Senado, optou por acelerar e não por cortar gastos.

Bate de frente, cada vez com força, com as orientações neoliberais sob comando do ministro Meirelles, na Fazenda.

O teto de gastos para segurar despesas do governo é arma neoliberal que será testada no Congresso, sem se ter certeza de aprovação.

A ampliação das despesas, em vez de redução das mesmas, como defendem os banqueiros, como pressuposto para redução dos juros de agiota vigentes, responsáveis por frear as forças produtivas, é arma de Temer para garantir maioria no Legislativo.

Teto é arma dos seus adversários, que, por enquanto, estão do seu lado, convenientemente.

Se o impeachment golpista for vitorioso, imediatamente, será contestado pelo mercado e por ele derrubado, se insistir em fazer como fez o PT, ou seja, tentar fugir do neoliberalismo.

A queda dele rolaria mais rápida, porque, sendo golpista, sem credibilidade popular, como apontam pesquisas, seu afastamento suposto seria como que descartar de algo incômodo, problemático, politicamente.

O Planalto sente que pode ser aceito se não adotar o neoliberalismo econômico que a banca quer que ele pratique.

Fizemos pesquisas ontem na Feira dos Importados, em Brasília, e em postos de gasolina, indagando das pessoas sobre se acham que Dilma volta ou não.

Uns destacam que não voltam.

Outros, além de dizer que não volta, consideram que talvez seja melhor que não volte.

Nas estradas, o movimento de carga está intenso, o que demonstra que o País, apesar da crise política, não está parado.

E mais, indagados sobre o que esperam para os próximos meses, empresários agrícolas acham que a situação está se normalizando, embora ficaria melhor, se houvesse caída dos juros.

Ou seja, se o interino não abraçar terapia neoliberal, se safaria da ira popular.

Se permanecer na armadilha neoliberal não para em pé.

Nesse contexto, em que a sociedade está sedada pela manipulação das informações por parte do poder midiático golpista, Temer joga com vara de dois bicos.

De um lado, tenta se popularizar; mas, de outro, tem a grande mídia – a opinião publicada para conduzir opinião pública – que pode virar contra ele.

Ou seja, o confronto político se transfere para o interior das próprias elites, no embate das correlações de força.

O embate subiu ao poder, no Legislativo, que está mudando e mandando no Executivo, em ensaio semi-parlamentarista de poder.

A orientação ideológica nesse sentido está sendo dada pela dupla PSDB-DEM, a direita entreguista, que quer chegar lá pelo golpe, porque, pelas urnas não tem conseguido, nos últimos 14 anos.

Conseguirá?

Primeiro, será preciso confirmar o golpe do impeachment e sentir a temperatura das ruas, na sequência do golpismo antidemocrático.

Por enquanto, quase tudo é incógnita, no ambiente de crise econômica com alta taxa de inflação e de desemprego.