Projeto Temer radicaliza guerra social

PROGRAMA ECONÔMICO ACELERA PRECARIZAÇÃO GERAL DOS TRABALHADORES E DESNACIONALIZAÇÃO ECONÔMICA O projeto neoliberal anunciado pelo Governo Temer é declaração de guerra contra os trabalhadores. Seu perfil, do ponto de vista do trabalho, é demoníaco, produzindo tensão social crescente, estimuladora de conflitos políticos: 1 - Supressão de direitos trabalhistas; 2 - desvinculação de conquistas sociais asseguradas pela Constituição a partir de verbas orçamentárias; 3 - fixação de tetos de gastos para as áreas de saúde e educação sintonizados com privatização desses dois setores, para destruir o sistema único de saúde, conquista social que corresponde a um dos modelos mais avançados de distribuição de renda, no mundo, segundo a ONU; 4 - predominância do negociado sobre o legislado na relação capital-trabalho, detonando consolidação das leis do trabalho getulista, erguidas para construir a industrialização brasileira, assegurando mercado interno consumidor forte: 5 - desvinculação do salário mínimo como fator de reajuste dos benefícios dos aposentados, para dar lugar às leis de mercado no plano da negociação salarial - vale dizer, precarização do poder de compra dos trabalhadores aposentados, de forma radical; 6 - privatização da previdência social, aumento da idade mínima para aposentadoria, redução da renda disponível para o consumo; 7 - sequestro de recursos de banco de desenvolvimento(BNDES) para esteriliza-los no caixa do tesouro, objetivando pagamento de juros da dívida, prioridade número do governo interino; 8 - aceleração de privatizações, especialmente, do petróleo na bacia do pré sal, mudando legislação de partilha para legislação de concessões, fragilizando políticas de educação que seriam beneficiados pelas distribuição de royalties; 9 - privatização de bancos públicos, especialmente, Caixa Econômica Federal, ligada aos grandes programas de investimentos sociais; 10 - descapitalização do Banco do Brasil, para ampliar abertura do seu capital aos investidores externos, e transformação do BNDES de banco de desenvolvimento em banco repassador de recursos públicos para banqueiros privados, em forma de pagamento de juros da dívida pública. Eis o conjunto de providências preparadas pelo Governo Temer com conteúdo politicamente explosivo, tocado pelo governo interino golpista.
PROGRAMA ECONÔMICO ACELERA PRECARIZAÇÃO GERAL DOS TRABALHADORES E DESNACIONALIZAÇÃO ECONÔMICA
O projeto neoliberal anunciado pelo Governo Temer é declaração de guerra contra os trabalhadores.
Seu perfil, do ponto de vista do trabalho, é demoníaco, produzindo tensão social crescente, estimuladora de conflitos políticos:
1 – Supressão de direitos trabalhistas;
2 – desvinculação de conquistas sociais asseguradas pela Constituição a partir de verbas orçamentárias;
3 – fixação de tetos de gastos para as áreas de saúde e educação sintonizados com privatização desses dois setores, para destruir o sistema único de saúde, conquista social que corresponde a um dos modelos mais avançados de distribuição de renda, no mundo, segundo a ONU;
4 – predominância do negociado sobre o legislado na relação capital-trabalho, detonando consolidação das leis do trabalho getulista, erguidas para construir a industrialização brasileira, assegurando mercado interno consumidor forte:
5 – desvinculação do salário mínimo como fator de reajuste dos benefícios dos aposentados, para dar lugar às leis de mercado no plano da negociação salarial – vale dizer, precarização do poder de compra dos trabalhadores aposentados, de forma radical;
6 – privatização da previdência social, aumento da idade mínima para aposentadoria, redução da renda disponível para o consumo;
7 – sequestro de recursos de banco de desenvolvimento(BNDES) para esteriliza-los no caixa do tesouro, objetivando pagamento de juros da dívida, prioridade número do governo interino;
8 – aceleração de privatizações, especialmente, do petróleo na bacia do pré sal, mudando legislação de partilha para legislação de concessões, fragilizando políticas de educação que seriam beneficiados pelas distribuição de royalties;
9 – privatização de bancos públicos, especialmente, Caixa Econômica Federal, ligada aos grandes programas de investimentos sociais;
10 – descapitalização do Banco do Brasil, para ampliar abertura do seu capital aos investidores externos, e transformação do BNDES de banco de desenvolvimento em banco repassador de recursos públicos para banqueiros privados, em forma de pagamento de juros da dívida pública.
Eis o conjunto de providências preparadas pelo golpista Governo Temer, inconstitucional, com conteúdo politicamente explosivo.

 

As provas do crime do PMDB

 

Ao lado disso, contribui, decisivamente, para a radicalização política em marcha, a descoberta de gravações clandestinas entre políticos do PMDB evidenciando que os peemedebistas se engajaram no golpe para tentar paralisar a Operação Lavajato contra a qual a presidente Dilma Rousseff não interferiu.

Foi o pecado capital que ela cometeu, porque os peemedebistas, alvo da Operação Lavajato, entenderam que a salvação de si mesmos estaria na destruição de Dilma e na entronização do vice Temer, que, uma vez no poder, frearia as investigações do juiz Moro e dos procuradores do Ministério Público.

Grande conspiração, portanto, foi articulada para objetivar Governo Temer com objetivo salvacionista dos peemedebistas alvos preferenciais da Operação, ao lado de notórios petistas, igualmente, envolvidos, ambos, no Governo de Coalisão.

A população já começou a perceber a grande sacanagem política montada com a ajuda decisiva do poder midiático e do poder jurídico, configurando novo perfil de golpe, cujos contornos os analistas destacam como nova guerra híbrida, sem armas, suave, sofisticada, para tirar o povo do poder e instaurar o poder sem voto e sem povo.

Tudo se mostra em grande sintonia com interesses antinacionais no sentido de apressar supressão de direitos dos trabalhadores, de um lado, e acelerada desnacionalização econômica de outro, bem como disposição de suprimir o presidencialismo para colocar em seu lugar o parlamentarismo tupiniquim, de modo a montar governo de gabinete, eleito indiretamente.

Vai se configurando o óbvio, pelo que se pode deduzir das gravações feitas pelo político-burocrata Sérgio Machado, ex-senador e ex-presidente da Transpetro, com os senadores Romero Jucá, presidente do PMDB, Renan Calheiros(PMDB-AL), e ex-presidente peemedebista José Sarney: todos empenhados em montar a armadilha para derrubar Dilma, colocar Temer no poder para desacelerar ou paralisar a Lavajato.

 

Espionagem internacional demonstra

 

conspiração dos grande grupos

 

econômicos que ameaçam democracia

 

Mas, para contrariedade dos peemedebistas golpistas, o buraco do golpe é mais profundo do que se imagina e eles podem ser levados de roldão.

Vai clareando cada vez mais que a Operação Lavajato tem braços mais longos, sintonizados com interesses externos, americanos, que espionaram o governo Dilma, a Petrobras etc.

Buscaram, acumularam e estocaram informações para derrubá-la, bem como destruir o PT e, também, Lula, eliminando-os do horizonte eleitoral.

A direita nacional e internacional, envolvida nessas espionagens, não conformam em ter perdido quatro eleições consecutivas para o PT, sem criar condições para superá-lo e à sua política social, politicamente, popular.

Que fazer?

Derruba-los.

De posse das informações dando conta das relações espúrias do governo de coalisão(PMDB-PT) com diretores da estatal petroleira, para levantar dinheiro, a fim de abastecer caixas eleitorais(essa prática havia sido exercitada, também, na Era FHC), os espiões articularam, com aliados internos, antinacionais, a Operação Lavajato.

Quem iria operá-la?

Um ex-estagiário dos serviços de segurança americano, um juiz de Curitiba, Sérgio Moro, que se aliaria aos integrantes do Ministério Público da União para atacar corrupção na Petrobras, depositária do pré sal, cobiçado pelos gringos, onde se abasteciam de dinheiro os chupins do PMDB e do PT.

A relação da Operação Lavajato com o processo de impeachment se intensifica, portanto, com prisões dos corruptos.

Primeiro, foram pegos altos funcionários da Petrobras; na sequência, delações premiadas deles, abriram possibilidades para prender grandes empresários prestadores de serviços à estatal petroleira mediante acertos que envolvem repasses de dinheiro para abastecer campanhas eleitorais etc.

 

Fuga tardia dos peemedebistas

 

servem de prova contra ação

 

golpista antidemocrática

 

O PMDB pulou tarde fora do governo antes da aceitação do impeachment da presidenta pela Câmara, em manobra realizada pelo deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ), defensor radical da saída do partido do governo, para acelerar criminalização da presidenta, do PT e de Lula.

Crefou a jogada peemedebista de pular fora do navio, como ratos, no momento em que começou a naufragar.

As ligações telefônicas entre altos dirigentes do PMDB e Sérgio Machado, sob regime de delação premiada, demonstram que o partido descolou do governo Dilma para fortalecer o impeachment a fim de Temer assumir com o compromisso de dar um basta na Operação Lavajato.

Estavam todos comprometidos com a corrupção.

A bomba política explodiu em meio aos anúncios das medidas econômicas antinacionais que, sobretudo, precarizam a vida dos trabalhadores com supressão de conquistas sociais constitucionalizadas.

O governo Temer, mesmo em meio a esse vendaval, obteve importante vitória com aprovação da expansão de meta fiscal, que prevê déficit de perto de R$ 200 bilhões.

Superestimando despesas,  o novo orçamento permite aumento de gastos, sem ferir lei de responsabilidade fiscal, principalmente, em ano de eleições municipais, cujos resultados são decisivos para garantir influência do PMDB no comando político nacional.

A base política de Temer alcançou perto de 370 parlamentares, configurando, aparentemente, o apoio legislativo ao seu governo.

Mas, seria ingenuidade achar que esse quórum se repetirá no momento em que forem votadas as medidas neoliberais que suprimem direitos dos trabalhadores constitucionalmente assegurados.

Da mesma forma, tal maioria, dificilmente, se manteria na aprovação da estratégia privatista que o presidente interino busca acelerar para sintonizar-se com os interesses externos.

Tudo isso somado à resistência popular que se avoluma no compasso das incertezas que o novo governo, sem legitimidade popular, gera, cria o caldo de cultura para radicalização política cujo desfecho pode encurtar a interinidade presidencial golpista, possibilitando, até mesmo, retorno de Dilma.

 

Pepe Escobar explica didaticamente, 

 

em excelente entrevista, o golpe

 

e quem se beneficia com ele,

 

as petroleiras internacionais

 

.