O golpe político nasceu com o golpe econômico imperialista do FMI que Lagarde, agora, condena

O JOGO IMPERIALISTA QUE A GRANDE MÍDIA NÃO VIU - Desculpe, gente, falha nossa. A gente fez a recomendação errada. Só, agora, depois dos monumentais estragos, caímos na real. Fazer o que? Acho que vocês deviam fazer o contrário do que recomendamos. É sempre assim. Por isso, pode-se dizer, sem medo de errar, que, talvez, o economista brasileiro mais sábio, que esteve no poder, tenha sido Delfim Netto. Ele assinou sete cartas de compromisso de ajuste fiscal com o FMI e rasgou todas as setes. Nunca cumpriu as determinações do FMI. Sabia que era teoria incapaz de dar certo na prática. Agente do império, o FMI sempre foi mais realista que o rei, sempre dando com os burros nágua, mas reconhecendo seus erros, tempos depois, quando os estragos monumentais já foram praticados. Agora, mesma coisa. Reconhece que a recomendação que pregou de abertura total ao capital externo, sem controle, sem fiscalização, acompanhada de austeridade fiscal, arrocho nos salários, nos gastos públicos, nas pregações absurdas em favor de privatizações de ativos nacionais, em nome de ajuste, não passam de receitas suicidas, apenas, para favorecer imperialistas, cuja missão é sempre explorar, depredar e roubar riqueza da periferia para ser transferida ao centro rico, a fim de sobreacumular capital. Enquanto isso, os vendilhões da pátria, localizados na grande mídia, cuidam de fazer o discurso de que os desajustes são produzidos pela incompetência interna dos governos e não das pressões do império, para tentar ajustar os desajustes que ele mesmo produz. Mais uma vez é bom lembrar Marx: não é na periferia que estão as causas dos desajustes econômicos, mas na ação do capitalismo cêntrico, que, para resolver suas contradições, impõe aos outros suas próprias leis e recomendações equivocadas. Façam o que digo, não façam o que faço. Certo, portanto, estava o governo petista que reagiu à crise, apostando nas forças internas. Se Dilma voltar depois do golpe fascista que sofreu, porque o povo não está engolindo os golpistas, mas vomitando-os nas ruas, a saída será a estratégia nacionalista, popular, antineoliberal. Por que continuar com o jogo neoliberal, se o próprio FMI considera que se trata de equívoco. Seremos mais realistas que o rei. Abaixo o golpe, com saída nacionalista, anti-imperialista, patriótica. É
O JOGO IMPERIALISTA, QUE A GRANDE MÍDIA ANTINACIONAL ESCONDEU, É A RAIZ DO GOLPE DO IMPEACHMENT 
– Desculpe, gente, falha nossa. A gente fez a recomendação errada. Só, agora, depois dos monumentais estragos, caímos na real. Fazer o que? Acho que vocês deviam fazer o contrário do que recomendamos. Saia fora da austeridade, fecha a torneira de entrada de capital especulativo. Do contrário, se ferrarão pela eternidade. Pedalada fiscal para justificar impeachment é papo furado.
É sempre assim. Por isso, pode-se dizer, sem medo de errar, que, talvez, o economista brasileiro mais sábio, que esteve no poder, tenha sido Delfim Netto, no tempo dos militares. Ele assinou sete cartas de compromisso de ajuste fiscal com o FMI e rasgou todas as setes. Nunca cumpriu as determinações do FMI. Sabia que era teoria incapaz de dar certo na prática. Agente do império, o FMI sempre foi mais realista que o rei, sempre dando com os burros nágua, mas reconhecendo seus erros, tempos depois, quando os estragos monumentais já haviam sido praticados. Agora, mesma coisa. Reconhece que a recomendação que pregou de abertura total ao capital externo, sem controle, sem fiscalização, acompanhada de austeridade fiscal, arrocho nos salários, nos gastos públicos, nas pregações absurdas em favor de privatizações de ativos nacionais, em nome de ajuste, não passa de receitas suicidas, apenas, para favorecer imperialistas, cuja missão é sempre explorar, depredar e roubar riqueza da periferia para ser transferida ao centro rico, a fim de sobreacumular capital. Enquanto isso, os vendilhões da pátria, localizados na grande mídia, cuidam de fazer o discurso de que os desajustes são produzidos pela incompetência interna dos governos e não das pressões do império, para tentar ajustar os desajustes que ele mesmo produz. Mais uma vez é bom lembrar Marx: não é na periferia que estão as causas dos desajustes econômicos, mas na ação do capitalismo cêntrico, que, para sobreacumular riquezas, geradoras de contradições insanáveis, impõe aos outros suas próprias leis e recomendações equivocadas. Façam o que digo, não façam o que faço. Certo, portanto, estava o governo petista que reagiu à crise, apostando nas forças internas. Se Dilma voltar depois do golpe fascista que sofreu, porque o povo não está engolindo os golpistas, mas vomitando-os nas ruas, a saída será a estratégia nacionalista, popular, antineoliberal. Nunca foi tão necessário o discurso nacionalista depois desse mea culpa do FMI. Por que continuar com o jogo neoliberal, se o próprio FMI considera que se trata de equívoco? Seremos mais realistas que o rei? Abaixo o golpe, saída nacionalista, anti-imperialista, patriótica, já.

 

O diagnóstico do FMI para a

 

crise é a maior prova de

 

reconhecimento da exploração

 

capitalista imperialista financeira

 

sobre o Brasil capaz de justificar,

 

a partir de agora, ampla auditoria

 

da dívida pública, que não

 

passa de roubo programado

 

pelo império para sair da crise

 

jogando prejuízo para os outros.

 

O FMI acaba de desmoralizar os comentaristas econômicos acríticos brasileiros que não tiveram a coragem ou a competência ou a capacidade de analisar criticamente as decisões imperialistas adotadas pelo governo americano depois do crash de 2008 cujas consequências foram desorganização das economias capitalistas periféricas, como a brasileira.

A exigência imperialista neoliberal de impor abertura de capital externo e, na sequência, austeridade fiscal, representou, simplesmente, suicídio econômico, admite Christine Lagarde, diretora gerente do FMI, pela boca dos seus economistas, conforme informa, hoje, o Valor Econômico, a bíblia dos banqueiros.

As expansões monetárias gigantescas adotadas pelo Banco Central dos Estados Unidos, para fugir da crise que ele mesmo criou, produziram igualmente estragos gigantescos no Brasil, na América do Sul, em todo o lugar.

Ao agir nesse sentido, o BCde Tio Sam inundou a praça de moeda e reduziu a zero ou negativo as taxas de juros.

Com isso, reduziu a dívida pública americana, as dívidas das empresas, as dívidas dos consumidores e desvalorizou o dólar, tudo para salvar a economia do colapso.

As consequências dessa ação, que se caracterizou como eutanásia do rentista dentro dos Estados Unidos para detentores de ativos monetários, foram jogar parte significativa dessa fantástica quantidade de moeda especulativa nas economias capitalistas periféricas, onde vigoram taxas de juros positivas, na base da agiotagem.

A outra parte do montante monetário foi, como se sabe, esterilizado pelo BC americano, em forma de troca de títulos, para salvar os bancos com seus ativos candidatos a se tornarem podres.

 

O jogo do império é sucatear

 

a periferia capitalista

 

O fato é que os especuladores invadiram o Brasil, cuja taxa de juro foi puxada para as alturas inimagináveis pelo BC tupiniquim, de modo a evitar que essa fantástica quantidade de moeda especulativa produzisse tsunami inflacionário.

Resultado: os juros altos, para conter a inflação monetária, produziu a dívida pública cujo crescimento irrefreável resultou em colapso das finanças públicas.

Os comentaristas da grande mídia tupiniquim, desinformados, acríticos, alienados, cuidaram de passar o recado do império: não foi esse dinheirão especulativo a causa do desajuste fiscal, mas a incompetência administrativa dos governos do PT, incapazes de fazer ajuste fiscal eficaz, de modo a produzir poupança pública capaz de promover a retomada do crescimento econômico, fomentando o setor privado, enquanto deveria refrear, crescentemente, a ação do Estado na atividade econômica.

Blá, blá, blá neoliberal.

Nada disso.

O déficit fantástico foi produzido pela expansão monetária imperialista que encharcou a economia de moeda especulativa, levando o BC a sustentar juros de agiota que inviabilizaram as forças produtivas.

Ora, como reconheceu o próprio vendilhão da pátria, senador e ministro do Itamarati, José Serra, é complicadíssimo fazer ajuste fiscal, cortando gastos, em meio à recessão, sabendo que essa recessão decorre de invasão monetária especulativa.

 

Nem Serra acredita no jogo

 

neoliberal de Temer-Meirelles

 

O BC, para tentar barrar o tsunami monetário, jogou-se com os swaps cambiais(continua jogando), forma muito mais mortífera de gastos públicos incontroláveis, para proteger os especuladores, garantindo-lhes rendas futuras trazidas a valor presente, com os dólares que entram, facilitados pela ampla abertura ao capital bombeada pela expansão monetária gerada pelo FED americano.

Evidentemente, a dívida pública, no compasso dos juros especulativos, compostos(crime de anatocismo), explodiu.

Os gastos com juros se tornaram insuportáveis, as maiores fontes de pressão sobre o déficit.

A grande mídia jamais discutiu essa fonte fundamental do déficit, excluindo-a, como se fosse algo produzido no exterior da realidade sem condições de determina-la, quando, na verdade, era, e é, essa fonte de pressão de gastos públicos a maior desgraça sobre a economia, razão principal do enfraquecimento das forças produtivas, promotora da desindustrialização, da destruição da capacidade troca, da competitividade e da produtividade econômica nacional.

 

Armínio, o agente

 

do imperialismo

 

Essa coisa vem de longe, desde o governo Collor(1990-1992), quando o diretor do BC, Armínio Fraga, orientado por Washington, escancarou as porteiras da economia, suprimindo regras limitadoras da entrada de capital especulativo na economia.

Obedecia à nova ordem internacional.

Os Estados Unidos, depois que descolaram o dólar do ouro, em 1974, puxaram, em 1979, as taxas de juros, de 5% para 20%, a fim de enxugar liquidez mundial, que pressionava déficit público nos Estados Unidos e desvalorizava o dólar.

Washington rompera regulamentações financeiras e impusera livre circulação de capital em escala global como pressuposto para a nova fase de acumulação capitalista internacional.

Os que deviam em dólar, com a puxada nos juros americanos, se danaram, como o Brasil, exposto à enxurrada de dólares, a partir daí, nas fronteiras nacionais, submetendo-se à imposição de Tio Sam.

A lei imperial baseava no tripé neoliberal: câmbio flutuante, metas inflacionárias e superávits primários exagerados, no ritmo da abertura total aos capitais especulativos.

O crash de 2008 pioraria tudo, porque, com a praça mundial encharcada de derivativos de dólares, a bolha especulativa global implodiu.

 

Submissão total ao

 

Consenso de Washington

 

Em vez de os governos brasileiros fecharem as fronteiras, para se protegerem contra as invasões de moedas, submeteram-se à nova ordem, ao Consenso de Washington, entrando, evidentemente, em colapso.

Quem, agora,  admite que isso provocou estragos, terra arrasada, é o próprio FMI.

Como ser eficiente, eficaz, produtivo, diante de um quadro macroeconômico ditado pelas regras imperialistas?

O tsunami monetário levou a dívida pública brasileira aos patamares absurdos que não podem ser enfrentados senão com ampla renegociação da dívida e, claro, orientação econômica nacionalista.

O receituário econômico neoliberal de Meirelles, no arrasa quarteirão que pretende promover, é suicídio econômico puro, que vai na contramão do FMI em sua autocrítica tardia.

A autocrítica do FMI, portanto, deve servir de lição, para o Brasil caminhar na linha oposta do que vem proponto Temer-Meirelles: programa nacionalista para reverter o estrago que produziu, pois a austeridade neoliberal que recomendou representou problema e não solução.

Se Dilma voltar ao poder, diante do colapso do governo Temer, evidentemente, terá que ter uma agenda nacionalista, para angariar apoio político popular.

 

O blá, blá, blá neoliberal,

 

como o golpe político das

 

pedaladas, está desmoralizado

 

Na prática, o FMI está dando a dica para o governo brasileiro: saia fora da austeridade, controle a entrada de capital especulativo, porque é isso que envenena a economia nacional.

Que dirá, agora, a grande mídia, que está à direita do próprio FMI?