Golpe vira contra golpista e Dilma pode voltar

senado afasta dilma
A acusação de golpistas que os senadores estão recebendo em público por terem votado pela admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rosseff se transformou em pavor geral para os congressistas. O golpe ficou claro demais, depois das gravações divulgadas entre Sérgio Machado e Romero Jucá, senador peemedebista, que seria homem forte do governo interino, mas que caiu como laranja podre, rapidamente. Jucá escancarou a verdade do golpe: barrar a operação Lavajato com Temer no poder, porque Dilma havia se transformado em empecilho para tal tarefa. É total e apavorante o medo dos políticos de serem pegos pela operação Lavajato, já que são praticamente todos candidatos por terem participado de corrupção eleitoral, prática normal e criminosa, vigente no Brasil, na democracia dominada pela burguesia financeira, que banca financiamentos corruptos de campanha eleitoral. A repercussão internacional tem sido tremenda. A mídia tupiniquim tenta esconder os fatos, mas não consegue. As mídias sociais e os blogs sujos ganharam a dianteira na tarefa de falar a verdade e transformarem em seguras fontes de informação. A Rede Globo virou vexame nacional e internacional: divulgou com toda a pompa condecoração de FHC, em Harvard, mas nada disse do repudio que a comunidade científica e intelectual dedicou a ele. O grande intelectual burguês, golpista, não pode mais sair às ruas. Os apupos apavoram os conservadores golpistas que apoiam nova política econômica que empobrece a população e vende os ativos nacionais a preço de ocasião. Condenaram Dilma por manobras orçamentárias, algo que escandaliza a mídia americana, que sabe que isso é algo normal entre os partidos na terra de Tio Sam, mas encobertam a nova proposta orçamentária de Temer que superestima despesas, para justificar cortes nos gastos sociais e aceleração da desnacionalização econômica. Os golpistas apoiam o golpe constitucional contra os trabalhadores na tarefa de desconstitucionalizar vinculações de gastos orçamentários com os setores sociais, precarizando relação capital e trabalho, destruindo leis trabalhistas e condenando política de salário mínimo para empobrecer os aposentados, cujos benefícios são reajustados pelo mínimo valorizado pelos governos Lula e Dilma. O golpe político e econômico teria chances de consolidar, se não fossem as gravações bombásticas de Sergio Machado descobertas, mudando o quadro político, que favorece volta de Dilma. Evidencia-se que ela foi vítima de uma conspiração, com ampla participação de forças externas, antinacionais, interessadas na apropriação do patrimônio público, como está sendo engendrado pela equipe econômica comandada por Meirelles, homem da bancocracia, de Wall Street, antinacionalista, empenhado, tão somente, em acumular poupança pública para pagar juros da dívida pública, às custas do empobrecimento da população. Nesse contexto, foi um desastre o escândalo das gravações. Está criado o ambiente para volta de Dilma, porque se os senadores votarem pelo impeachment dela estarão votando pelo fim da Lavajato, como escancarou Jucá, quanto às motivações reais do golpe. Tremenda armadilha para os senadores, que podem ter que desfazer o que fizeram, ou seja, o golpe, para que Dilma volte, a fim de livrarem a própria cara.

 

 

Impeachment vira armadilha

 

contra senadores, alvos dos

 

eleitores nas ruas que os

 

chamam de golpistas, ou seja,

 

desastre eleitoral à vista. 

 

 

 

Em Fortaleza, o senador Cristovam Buarque não conseguiu fazer a palestra que programou. Acusado de golpista, teve que recuar, voltar para o hotel e escafeder-se.
Em Fortaleza, o senador Cristovam Buarque não conseguiu fazer a palestra que programou. Acusado de golpista, teve que recuar, voltar para o hotel e escafeder-se. No Distrito Federal, não se elege para mais nada, se confirmar seu voto em favor do impeachment. Com ele, estão os outros dois senadores, Reguffe e Antônio José, ambos golpistas, mas cabreiros e apavorados em seguir na linha do golpe que não passa de artimanha direitista para acabar com a Lavajato.
Os intelectuais, em Nova York, cerraram fileiras contra FHC. Golpistas, non passaram. Não está mole para a turma do golpe. Se forem às urnas, depois de derrubarem Dilma, dançam. Suas carreiras estão condenadas.
Os intelectuais, em Nova York, cerraram fileiras contra FHC. Golpistas, non passaram. Não está mole para a turma do golpe. Se forem às urnas, depois de derrubarem Dilma, dançam. Suas carreiras estão condenadas. FHC não pode mais sair às ruas, nem em São Paulo, nem em Nova York, muito menos em Paris, o circuito que frequenta, na sua ânsia e vaidade de servir as correntes direitistas do poder mundial, na tarefa de impor a geopolítica de Tio Sam no mundo, à qual se rendeu, até cair, agora, em desgraça política. Dilma vai assistindo de camarote, com o Ibope apontando subida dela nas pesquisas, o desastre moral do grande intelectual de direita.
Em toda a parte a mesma coisa: golpistas, golpistas, golpistas.
Em toda a parte a mesma coisa: golpistas, golpistas, golpistas.

escracho 4

O senador tucano José Serra, ministro das Relações Exteriores, em Buenos Aires, virou alvo de escracho. Sai fora, golpista! Como atuará no mundo diplomático que considera golpe a saída de Dilma do poder? Totalmente, ilegítimo.
O senador tucano José Serra, ministro das Relações Exteriores, em Buenos Aires, virou alvo de escracho. Sai fora, golpista! Como atuará no mundo diplomático que considera golpe a saída de Dilma do poder? Totalmente, ilegítimo. Cresce desconfiança que foi à capital portenha para articular com Macri instalação em Foz do Iguaçu de base militar americana na região, elevando a instabilidade política continental. Macri, homem de Washington, é o único latino-americano que, até agora, apoia abertamente o golpe no Brasil. Com ele, Serra terá respaldo para chegar aonde deseja: aos pés de Tio Sam para entregar o pré sal para as petroleiras internacionais.
O senador Anastasia, relator do golpe, também, não vai mais às ruas. Por onde anda recebe acusação de golpista. A vida virou inferno para ele.
O senador Anastasia, relator do golpe, também, não vai mais às ruas. Por onde anda recebe acusação de golpista. A vida virou inferno para ele. Uma vergonha para Minas Gerais, cuja cultura é a de renegar os golpistas, os traidores, os vendilhões da pátria. É outro Silvério dos Reis que viceja na terra de Tiradentes.
O senador tucano mineiro que não sai do Rio de Janeiro foi à praia do Leblon com mulher e filha e não aguentou a pressão ao ouvir "golpista!". Voltou correndo prá casa.
Aécio Neves,  senador tucano mineiro que não sai do Rio de Janeiro, foi à praia do Leblon com mulher e filha e não aguentou a pressão ao ouvir “golpista!”. Voltou correndo prá casa. Se sair à rua em Minas, vai ser pior. Está em bancarrota política irremediável.

 

Chomsky, um dos mais

 

importantes intelectuais

 

americanos, denuncia o golpe