Bancocracia golpista comanda o Governo Temer

AGENTE NADA DISFARÇADO DO GOLPE ANTIDEMOCRÁTICO DO IMPEACHMENT No dia 23 de agosto de 2015, o banqueiro Roberto Setúbal, presidente do Itaú, um dos maiores bancos brasileiros, foi claro, em entrevista à Folha de São Paulo: não havia motivo para tirar Dilma pelo impeachment com base em pedaladas e corrupção. Destacou que a titular do Planalto estava combatendo tenazmente a corrupção na Petrobras, foco de incêndio político, em face da sua dominação por parlamentares do PT e do PMDB, nos governos Lula e, também, Dilma, e, antes, no Governo FHC, que tentou privatizar a petroleira estatal. Elogiou Dilma pela coragem. Da mesma forma, rejeitou a tese de que pedalada fiscal seja motivo para tirar uma presidenta da República do seu cargo. Nos Estados Unidos, falando nisso, partidos Democrata e Republicano são mestres em pedalar, razão pela qual consideram hilária essa justificativa que está derrubando presidenta no Brasil. Setúbal considerou grave as pedaladas, mas não como motivo para fazer o que a Câmara e o Senado fizeram, aceitando denuncia de impeachment. Para ele, essa providência era anticonstitucional, ameaça à estabilidade democrática. Era, repita-se, porque agora o banqueiro mudou, convenientemente, oportunisticamente, de posição. O titular do Itaú dá uma de golpista esperto. Diz para os investidores, em carta ao mercado, que a classe política brasileira agiu corretamente ao afastar a presidenta, em obediência à Constituição. O que mudou na cabeça do cara? Terá sido a vantagem fantástica para os bancos anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também, banqueiro, de tirar R$ 100 bilhões do BNDES, dinheiro para o desenvolvimento, e colocar no caixa do tesouro, para pagar juro da dívida pública, que favorece os bancos, algo condenado pelo ex-ministro do Desenvolvimento e senador do PTB-PR, Armando Monteiro Neto? Ou seja, Temer joga com o interesse dos bancos e contrário ao das forças produtivas, que puxa o progresso. Será a disposição da equipe econômica de anunciar, abertamente, que a prioridade do governo é pagar dívida, juros e amortizações sobre ela, que somam mais de R$ 500 bilhões, às custas do empobrecimento do povo, o que ajudou a mudar a opinião de Setúbal, homem forte da Febraban? Ou está atuando forte no espírito de Setúbal, para apoiar o impeachment, a disposição de Temer de privatizar a previdência social, que favorecerá, sobretudo, o mercado financeiro, eliminando o caráter social do SUS, para dar-lhe colorido mercadológico, em prejuízo da população, que se encontra espantada em ver o Ministério da Previdência Social se transformar em puxadinho do Ministério da Fazenda? No momento em que o FMI faz mea culpa por ter obrigado as economias periféricas a escancarar as regras para livre circulação do capital externo, para serem escoadouro da especulação promovida pela expansão monetária americana, responsável por inundar a praça brasileira de dólar podre, jogando o juro para cima e multiplicando o lucro dos bancos, a decisão do governo Temer de dar mais uma força significativa para os banqueiros, certamente, agrada muito a Roberto Setúbal e sua turma na Febranban. O banqueiro tinha, há dez meses, uma opinião, que, agora, jogou fora, porque estão em primeiríssimo lugar os seus interesses financeiros, atendidos pela orientação do governo Temer às regras do mercado especulativo. Antes, temia e alertava que o movimento do impeachment ameaçaria a democracia em razão de criar instabilidade social. Teve razão nessa previsão, pois a instabilidade está na ordem do dia, crescente, com a sociedade vomitando os golpistas em casa esquina que aparecem. Setúbal mudou do vinho para o vinagre. Demonstra, alegremente, que os banqueiros brasileiros estão, na verdade, mesmo, é bastante satisfeitos com o status quo econômico em que a prioridade número um da política econômica brasileira é pagar juros, como determina o art. 166, § 3º, II, b da Constituição, que proíbe seja contingenciada verba orçamentária destinada ao pagamento dos serviços da dívida, enquanto todas as verbas restantes são passíveis de sistemáticos contingenciamentos para conter gastos dos setores sociais, a fim de sobrar cada vez mais para os agiotas. Aliás, essa determinação constitucional constitui-se em fraude patrocinada por Nelson Jobim, quando era deputado do PMDB, na Constituinte, como revelou trabalho de investigação realizado pelos economistas Pedro Resende, especialista em computação, e Adriano Benayon, recentemente, falecido, autor de “Globalização versus Desenvolvimento”. Como se sabe que o sistema eleitoral brasileiro é bichado pela corrupção, financiado pela burguesia financeira, que banca mandatos eleitorais, não se pode descartar que esteja, também, por trás do golpe do impeachment os credores da dívida pública. Setúbal diz que acha que serve à sociedade mantendo-se afastado da política, mas, suas opiniões, revelam o contrário, ou seja, tem sido um ativo agente político a favor do golpe, constituindo-se em adversário da democracia.
AGENTE NADA DISFARÇADO DO GOLPE ANTIDEMOCRÁTICO DO IMPEACHMENT
No dia 23 de agosto de 2015, o banqueiro Roberto Setúbal, presidente do Itaú Unibanco, um dos maiores bancos brasileiros, foi claro, em entrevista à Folha de São Paulo: não havia motivo para tirar Dilma pelo impeachment com base em pedaladas e corrupção.
Destacou que a titular do Planalto estava combatendo tenazmente a corrupção na Petrobras, foco de incêndio político, em face da sua dominação por parlamentares do PT e do PMDB, nos governos Lula e, também, Dilma, e, antes, no Governo FHC, que tentou privatizar a petroleira estatal.
Elogiou Dilma pela coragem.
Da mesma forma, rejeitou a tese de que pedalada fiscal seja motivo para tirar uma presidenta da República do seu cargo.
Nos Estados Unidos, falando nisso, partidos Democrata e Republicano são mestres em pedalar, razão pela qual consideram hilária essa justificativa que está derrubando presidenta no Brasil.
Setúbal considerou grave as pedaladas, mas não como motivo para fazer o que a Câmara e o Senado fizeram, aceitando denuncia de impeachment.
Para ele, essa providência era anticonstitucional, ameaça à estabilidade democrática.
Era, repita-se, porque agora o banqueiro mudou, convenientemente, oportunisticamente, de posição.
O titular do Itaú dá uma de golpista esperto.
Diz para os investidores, em carta ao mercado, que a classe política brasileira agiu corretamente ao afastar a presidenta, em obediência à Constituição.
O que mudou na cabeça do cara?
Terá sido a vantagem fantástica para os bancos anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também, banqueiro, de tirar R$ 100 bilhões do BNDES, dinheiro para o desenvolvimento, e colocar no caixa do tesouro, para pagar juro da dívida pública, que favorece os bancos, algo condenado pelo ex-ministro do Desenvolvimento e senador do PTB-PR, Armando Monteiro Neto?
Ou seja, Temer joga com o interesse dos bancos e contrário ao das forças produtivas, que puxa o progresso.
Será a disposição da equipe econômica de anunciar, abertamente, que a prioridade do governo é pagar dívida, juros e amortizações sobre ela, que somam mais de R$ 500 bilhões, às custas do empobrecimento do povo, o que ajudou a mudar a opinião de Setúbal, homem forte da Febraban?
Ou está atuando forte no espírito de Setúbal, para apoiar o impeachment, a disposição de Temer de privatizar a previdência social, que favorecerá, sobretudo, o mercado financeiro, eliminando o caráter social do SUS, para dar-lhe colorido mercadológico, em prejuízo da população, que se encontra espantada em ver o Ministério da Previdência Social se transformar em puxadinho do Ministério da Fazenda?
No momento em que o FMI faz mea culpa por ter obrigado as economias periféricas a escancarar as regras para livre circulação do capital externo, para serem escoadouro da especulação promovida pela expansão monetária americana, responsável por inundar a praça brasileira de dólar podre, jogando o juro para cima e multiplicando o lucro dos bancos, a decisão do governo Temer de dar mais uma força significativa para os banqueiros, certamente, agrada muito a Roberto Setúbal e sua turma na Febranban.
O banqueiro tinha, há dez meses, uma opinião, que, agora, jogou fora, porque estão em primeiríssimo lugar os seus interesses financeiros, atendidos pela orientação do governo Temer às regras do mercado especulativo.
Antes, temia e alertava que o movimento do impeachment ameaçaria a democracia em razão de criar instabilidade social.
Teve razão nessa previsão, pois a instabilidade está na ordem do dia, crescente, com a sociedade vomitando os golpistas em casa esquina que aparecem.
Setúbal mudou do vinho para o vinagre.
Demonstra, alegremente, que os banqueiros brasileiros estão, na verdade, mesmo, é bastante satisfeitos com o status quo econômico em que a prioridade número um da política econômica brasileira é pagar juros, como determina o art. 166, § 3º, II, b da Constituição, que proíbe seja contingenciada verba orçamentária destinada ao pagamento dos serviços da dívida, enquanto todas as verbas restantes são passíveis de sistemáticos contingenciamentos para conter gastos dos setores sociais, a fim de sobrar cada vez mais para os agiotas.
Aliás, essa determinação constitucional constitui-se em fraude patrocinada por Nelson Jobim, quando era deputado do PMDB, na Constituinte, como revelou trabalho de investigação realizado pelos economistas Pedro Resende, especialista em computação, e Adriano Benayon, recentemente, falecido, autor de “Globalização versus Desenvolvimento”.
Como se sabe que o sistema eleitoral brasileiro é bichado pela corrupção, financiado pela burguesia financeira, que banca mandatos eleitorais, não se pode descartar que esteja, também, por trás do golpe do impeachment os credores da dívida pública.
Setúbal diz que acha que serve à sociedade mantendo-se afastado da política, mas, suas opiniões, revelam o contrário, ou seja, tem sido um ativo agente político a favor do golpe, constituindo-se em adversário da democracia.

 

CAMALEÃO ANTIDEMOCRÁTICO

 

Presidente do Itaú Unibanco

 

defende permanência de Dilma

 

Fabiano Accorsi
Roberto Setubal, do Itaú

Roberto Setubal: empresário acredita que a saída da crise será longa e o período de recuperação será lento

São Paulo – Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, defendeu a permanência de Dilma Rousseff no Planalto e disse que a saída da presidente “criaria uma instabilidade ruim para a nossa democracia”.

Desde 1995 no comando do maior banco privado do país, o empresário afirmou que um impeachment por corrupção não tem cabimento uma vez que “não há nenhum sinal de envolvimento dela [Dilma] com esquemas de corrupção”.

 E ainda elogiou as investigações sobre o tema: “Era difícil imaginar no Brasil uma investigação com tanta independência. A Dilma tem crédito nisso”.

Apesar de ser contra o impeachment da presidente, Setúbal considera “graves” as chamadas pedaladas fiscais e diz que tais manobras para melhorar as contas do governo “podem merecer algum tipo de punição”, mas que, ao seu ver, “não parecem ser motivo para tirar a presidente”.

Questionado a respeito do comportamento da oposição nessa crise, Setúbal não fez críticas diretas, mas lamentou a falta de debate sobre as reformas necessárias para que o país possa se recuperar. “Há uma grande discussão sobre poder e pouca discussão sobre o país”, afirmou.

Segundo o empresário, a chamada Agenda Brasil ( um conjunto de propostas elencadas pelo presidente do Senado Renan Calheiros, com o objetivo de impulsionar a economia) traz passos necessários como a “reoneração da folha de pagamento”, mas no geral são “medidas menores para ir levando o país a sair um pouco dessa crise”.

Setúbal defendeu “reformas mais amplas”, como a redução do número de partidos. Para ele, na busca pela maioria no Congresso, “o governo acaba fazendo tantas concessões para satisfazer tantos partidos que desfigura projetos, leva a ineficiência, a decisões erradas e interesses muito pequenos”.

O presidente do Itaú Unibanco também se disse favorável à realização de uma reforma trabalhista (“criou-se uma indústria de ação trabalhista no Brasil”), além da criação de uma agenda de produtividade, com “maior abertura econômica”.

Ele acredita que a saída da crise será longa e o período de recuperação será lento. “Estamos vivendo aquele momento mais difícil em que as medidas duras foram tomadas e a gente ainda não tem nenhum benefício delas”, avaliou.

Tópicos: Folha de S.Paulo, Jornais, Empresas, Itaú, Personalidades, Roberto Setubal, Empresários, Banqueiros, Bilionários brasileiros

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