Empresário na rua pode mudar política econômica. Por que não um na Fazenda?

ESPECULAÇÃO FINANCEIRA EMPOBRECE  O BRASIL E ACIRRA A CRISE POLÍTICA! CHEGA DE ESPECULADOR NO MINISTÉRIO DA FAZENDA!  É HORA DE UM HOMEM DA PRODUÇÃO NO COMANDO DA ECONOMIA! Um dos empresários que a presidenta Dilma Rousseff convidou para reunião em busca de diálogo para retomada da economia é Abílio Diniz, grande empreendedor do setor de varejo, consagrado profissionalmente.  Não teria chegada a hora de o Ministério da Fazenda ser ocupado por um empresário, em vez de estar sendo dirigido por um gerente de banco, indicado pelo Bradesco, como é o caso de Joaqum Levy? O país não suporta mais a visão gerencial bancária que tem na cobrança de juro altos sua prioridade máxima, já que banqueiro não pensa em outra coisa. Abílio Diniz poderia ser uma alternativa, para entronizar na economia a visão do comércio, da indústria, dos serviços, no centro do poder decisório.  Entraria em cena a visão desenvolvimentista.  Empresário mexe com a dura realidade diária.  Tem que girar seu negócio.  E em País onde a economia carece de poupança externa, a classe produtiva tem que girar sua atividade no desconto diário de duplicatas, reformas de títulos e valores.  Com os juros nas núvens, essa tarefa se torna cada vez mais impossível.  Por isso, o protesto empresarial previsto para o dia 13, na Avenida Paulista em São Paulo, convocado pelos empreendedores do setor de máquinas, possivelmente, com apoio de centrais sindicais, indica novo momento nacional, de mobilização empresarial-laboral contra a exploração especutativa que tomou conta da economia e impossibilita o crescimento econômico sustentável com melhor distribuição da renda.  Lula teve como vice o empresário José Alencar Gomes da Silva. Pode, assim, capital e trabalho, politicamente, unidos, melhorar a distribuição da renda.  JK, para tocar seu governo, na área econômica, convocou empresário famoso, Sebastião Paes de Almeida, para ajudá-lo a construir Brasilia e abrir as fronteiras econômicas nacionais. Por que Dilma não faz a mesma coisa?
ESPECULAÇÃO FINANCEIRA EMPOBRECE
O BRASIL E ACIRRA A CRISE POLÍTICA!
CHEGA DE ESPECULADOR NO MINISTÉRIO DA FAZENDA!
É HORA DE UM HOMEM DA PRODUÇÃO NO COMANDO DA ECONOMIA!
Um dos empresários que a presidenta Dilma Rousseff convidou para reunião em busca de diálogo para retomada da economia é Abílio Diniz, grande empreendedor do setor de varejo, consagrado profissionalmente.
Não teria chegada a hora de o Ministério da Fazenda ser ocupado por um empresário, em vez de estar sendo dirigido por um gerente de banco, indicado pelo Bradesco, como é o caso de Joaqum Levy?
O país não suporta mais a visão gerencial bancária que tem na cobrança de juro altos sua prioridade máxima, já que banqueiro não pensa em outra coisa.
Abílio Diniz poderia ser uma alternativa, para entronizar na economia a visão do comércio, da indústria, dos serviços, no centro do poder decisório.
Entraria em cena a visão desenvolvimentista.
Empresário mexe com a dura realidade diária.
Tem que girar seu negócio.
E em País onde a economia carece de poupança externa, a classe produtiva tem que girar sua atividade no desconto diário de duplicatas, reformas de títulos e valores.
Com os juros nas núvens, essa tarefa se torna cada vez mais impossível.
Por isso, o protesto empresarial previsto para o dia 13, na Avenida Paulista em São Paulo, convocado pelos empreendedores do setor de máquinas, possivelmente, com apoio de centrais sindicais, indica novo momento nacional, de mobilização empresarial-laboral contra a exploração especutativa que tomou conta da economia e impossibilita o crescimento econômico sustentável com melhor distribuição da renda.
Lula teve como vice o empresário José Alencar Gomes da Silva. Pode, assim, capital e trabalho, politicamente, unidos, melhorar a distribuição da renda.
JK, para tocar seu governo, na área econômica, convocou empresário famoso, Sebastião Paes de Almeida, para ajudá-lo a construir Brasilia e abrir as fronteiras econômicas nacionais.
Por que Dilma não faz a mesma coisa?

KKKKKKKKKKK
Pastoriza, corajoso, convoca seus lidernados para um protesto nacionalista. Convida para essa tarefa os representantes das centrais sindicais. Tal atividade indica o estresse completo do setor produtivo nacional diante da realidade insuportável da agiotagem que domina a economia. Os banqueiros, os que mais faturam com a crise econômica, bombeadora da crise política, não deixam o País andar. Dominam as forças produtivas e o governo por meio do SISTEMA DA DÍVIDA, em articulação internacional, que somente será rompido com uma auditoria do endividamento para revelar as irregularidades que carrega em prejuízo do interesse público.

 

Capital e trabalho na

rua contra os especuladores

podem barrar a crise política 

que a debacle econômica acirra

 

trabalhadores

Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, representante de 35 mil empresas indústriais, em São Paulo, chama seus liderados para as ruas no próximo dia 13, três dias antes do protesto contra o governo convocado para o dia 16 por entidades diversas da sociedade a acontecer previsivelmente em todo o País.

Ele chama as centrais sindicais para acompanhar os empresários.

Ou seja, parceria capital e trabalho.

Objetivo: protesto contra as taxas de juros, causa principal do deficit público e da paralisia econômica.

Ninguém suporta o peso do custo do dinheiro.

A taxa básica, selic, está na casa dos 14,25%.

Ela incide sobre a dívida pública interna, que se aproxima dos R$ 3 trilhões.

Consome mais de 45% do total do Orçamento Geral da União.

O OGU, para esse ano, está estimado em R$ 2,8 trilhões.

Desse total, R$ 1,3 trilhão destina-se ao pagamento de juros e amortizações da dívida.

Não sobra praticamente nada para os setores sociais – saúde, educação, transporte, segurança, infraestrutura, lazer, saneamento básico etc.

 

trabalhadores

O endividamento público se transformou no maior obstáculo ao crescimento econômico sustentável.

Os empresários destacam que se tornaram insustentáveis as taxas de juros para o giro normal da economia.

Eles pagam mais de 80% ao ano para descontar duplicatas nos bancos, a fim de tocar seus negócios.

Ninguém aguenta uma barra dessa.

Como a economia sofreu um tranco violento determinado pelo ajuste Levy, as dificuldades dos empresários para reformarem seus papagaios aumentaram diante da queda violenta da demanda interna.

Sem consumo cai produção aumenta desemprego.

O governo, por sua vez, com a bancarrota dos consumidores, perde arrecadação, fica sem dinheiro para cobrir suas despesas e não sobra praticamente nada para os investimentos.

Os bancos, diante desse quadro, sinalizador de risco, puxam, ainda mais, as taxas, que, em alguns casos, chegam aos 150% ao ano.

Quem não tem capital de giro dança.

Para piorar, e muito, tem o absurdo do crédito direto ao consumidor.

 

trabalhadores

No cartão de crédito, os consumidores chegam a pagar 300% ao ano.

Os banqueiros viraram assaltantes da bolsa popular.

O ex-ministro Delfm Netto, colunista dos jornais Folha de São Paulo e Valor Econômico, cantou, antes, a bola, no início do Plano Levy: em setembro, os empresários iriam às ruas protestarem.

Previsão dele está batendo.

Carlos Pastoriza está chamando para acompanhá-lo os trabalhadores da indústria.

Não se tem notícia na história do Brasil que algo nesse sentido tenha acontecido.

Essa é a demonstração de que a classe produtiva nacional se enfraqueceu extraordinariamente.

Não é ela mais que dá as cartas, mas, sim, os credores.

O país está sob financeirização especulativa economicida.

A sobreacumulação do capital especulativo na economia somente consegue se reproduzir mediante agiotagem.

A produção, o emprego, a renda, o consumo, o investimento produtivo tornaram-se insuficientes para remunerar o capital especulativo sobreacumulado.

Quem investe, em qualquer setor da economia, salvo os oligopolizados, favorecidos por subsídios e outras benesses, não alcança taxa de retorno suficiente para remunerar o capital investido.

 

trabalhadores

Tem que correr com uma parte do seu capital para o juro, especulando, para obter rentabilidade necessária à cobertura dos seus custos.

A margem de lucro aproxima-se do zero.

Os resultados da indústria, no primeiro semestre, comprovam isso.

O setor industrial levou tombo de 6%.

Enquanto isso, os bancos registraram lucros recordes, na casa dos 30%.

Eis a razão da chamada feita pelo presidente da Abimaq para os líderes das centrais sindicais para que protestem juntos na Avenida Paulista no próximo dia 13.

A classe produtiva busca, nas ruas, obter a força e a legitimidade necessárias para fazer valer a sua força.

Talvez, quem sabe, alcancem cacife expresso numa posição política de relevância no Ministério.

Democracia é isso, demonstração de força em reinvididações sociais e econômicas legítimas.

A presidenta Dilma Rousseff, no ambiente de crise política, produzida pela crise econômica, dispõe-se, agora, a ouvir a classe produtiva.

Antes tarde do que nunca.

Não teria chegado a hora de um empresário ocupar o Ministério da Fazenda, com visão desenvolvimentista, nacionalista, em vez de ser dominado por um representante dos banqueiros, cujos interesses somente podem ser suficientemente atendidos, no ambiente da sobreacumulação de capital especulativo, às custas do empobrecimento geral da sociedade?