Embaixada americana pode a qualquer momento condenar golpe do impeachment. Banqueiros se assustam. America Latina se mobiliza contra.

Só falta, agora, a embaixadora dos Estados Unidos mandar recado aos golpistas tucanos que Tio Sam não aprova o impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, para que a crise política cesse para valer. O maior jornal americano, porta voz do poder imperial, já se posicionou contra o golpe, na semana que passou. Semana passada, o influente Financial Times foi na mesma direção. Ou seja, a oligarquia financeira angloamericana, que manda no mundo e orienta a formação de opinião global em favor dos seus interesses, já foi clara: não topa a aventura de tentar tirar a titular do Planalto num golpe de mão, por meio de manipulação das instituições democráticas, como tentam os tucanos. Na América do Sul, ganha força o movimento de ataque aos golpistas. Cristina Kirchner e Evo Morales já se movimentam para levantar a União das Nações Sul-Americanas(Unasul) para se transformar em obstáculo político continental aos golpistas. Pode ser que nos próximos dias a OEA faça o mesmo. A União Europeia, certamente, irá no mesmo sentido. Golpe de direita no Brasil hoje não teria apoio de Washington, como em 1964. Jogaria o governo Dilma no campo de ação de Pequim e Moscou. Ou seja, tudo o que os Estados Unidos, em crise econômica e financeira, não gostariam que acontecesse. Também, não seria negócio para as multis do petróleo jogar o governo brasileiro na esquerda, para intensificar nacionalismo que refletiria na defesa mais radical do pré-sal. O senador José Serra, defensor da entrega do pré sal à Chevron e cia ltda, poderia, num ambiente de radicalização política, ser cassado pelos radicais, e assim por diante. Ou seja, a qualquer momento, a embaixadora Liliana Ayalde, por recomendação de Obama, vai expressar o recado que os jornais americanos já estão dando em letras quase garrafais. jogaria o governo Dilma nos braços de Jiping
Só falta, agora, a embaixadora dos Estados Unidos, Liliana Ayalde,  mandar recado aos golpistas tucanos que Tio Sam não aprova o impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, para que a crise política cesse para valer. O maior jornal americano, New York Times,  porta voz do poder imperial, já se posicionou contra o golpe, na semana que passou. Semana retrazada, o influente Financial Times foi na mesma direção. Ou seja, a oligarquia financeira angloamericana, que manda no mundo e orienta a formação de opinião global em favor dos seus interesses, está sendo clara: não topa a aventura de tentar tirar a titular do Planalto num golpe de mão, por meio de manipulação das instituições democráticas, como tentam os tucanos, com a ajuda do golpista no STF, Gilmar Mendes. Na América do Sul, ganha força o movimento de ataque aos golpistas. Cristina Kirchner e Evo Morales já se movimentam para levantar a União das Nações Sul-Americanas(Unasul) para se transformar em obstáculo político continental aos golpistas. A OEA, manipulada pelos Estados Unidos, deverá fazer o mesmo. A União Europeia, idem. Dificilmente, golpe de direita no Brasil hoje não teria emepenho favorável de Washington, como em 1964. Jogaria o governo Dilma no campo de ação de Pequim e Moscou. Ou seja, tudo o que os Estados Unidos, em crise econômica e financeira, ameçada pela China na disputa por mercados, não gostariam que acontecesse. Também, não seria negócio para as multis do petróleo jogar o governo brasileiro na esquerda, para intensificar nacionalismo que refletiria na defesa mais radical do pré-sal. O senador José Serra, embaixador da Chevron e Cia Ltda, defensor da entrega do pré sal a elas,  poderia, num ambiente de radicalização política, dar-se mal. Ou seja, a qualquer momento, nesse ambiente de perigo impulsionado por aventureiros, com apoio de loucos no poder judiciario, a embaixadora Liliana Ayalde, por recomendação de Obama, vai expressar o recado que os jornais americanos já estão dando em letras quase garrafais.

Os golpistas tucanos estão ficando isolados pelos seus supostos pares: a banca e seus porta vozes.

Começando pela burguesia internacional, terminando pela  nacional.

Os porta vozes dela, no mundo, jogaram água fria na manobra claramente desestabilizadora do impeachment: New York Times e Financial Times.

Os dois grandes jornais, reflexo do ponto de vista de Wall Street e da city londrina, o poder angloamericano, consideraram em editoriais inoportuno.

Nesse domingo, o dono do Banco Itaú, Roberto Setubal, vai na mesma direção: diz que Dilma alcança credibilidade internacional por levar adiante investigações contra corruptos.

Os banqueiros americanos, europeus e, também, brasileiros, principalmente, têm bilhões em fundos de investimentos e ativos reais aplicados no Brasil desde sempre.

Tumulto político como o que ocorreria, de tentativa de remover presidenta eleita democraticamente por 52% de votos, despertaria iras políticas cujas consequências seriam imponderáveis.

Despertaria sentimentos inesperados guardados na alma do povo sofrido pela espoliação financeira, praticada, principalmente, pelos banqueiros, beneficiários, no Brasil, da mais desavergonhada agiotagem sem paralelo no mundo.

A América do Sul já se levanta contra os golpistas. O movimento da direita brasileira tende a intensificar reação nacionalista latinoamericana. Os golpistas ainda estão com a cabeça em 1964. Mas, o tempo mudou. Estados Unidos não teriam bala para desestabilizar o Brasil apoiando aventureiros. Jogaria Dilma nos braços de Jiping e Putin
A América do Sul já se levanta contra os golpistas. O movimento da direita brasileira tende a intensificar reação nacionalista latinoamericana. Os golpistas ainda estão com a cabeça em 1964. Mas, o tempo mudou. Estados Unidos não teriam bala para desestabilizar o Brasil apoiando aventureiros. Jogaria Dilma nos braços de Jiping e Putin

Quem garantiria que não se voltariam contra os agiotas as desconfianças de que estariam por trás das manobras golpistas contra governo que quer melhor distribuir a renda, diminuindo as desigualdades sociais?

Essa assertiva é relativa, porque, embora os governos petistas, nos últimos doze anos, tenham melhorado o poder de compra dos trabalhadores, atenuado a miséria mediante programas sociais, que, ao fim e ao cabo, canalizaram gastos responsáveis por puxar a demanda interna, assegurando sobrevivência das indústrias, ao mesmo tempo, favoreceram, em proporção, ainda maior, os banqueiros.

Os números falam por si: enquanto, de 2003 a 2015, foram gastos R$ 168 bilhões com o Programa Bolsa Família, que assegura distribuição diária de 70 milhões de quilos de comida/dia para os mais pobres, somente, esse ano, o tesouro nacional deverá desembolsar perto de R$ 250 bilhões para pagamento de juros da dívida pública interna.

Os governos petistas têm dado mais aos ricos do que aos pobres, sendo sua vantagem em relação aos tucanos, por exemplo, porque estes não distribuiram nada.

Perto de 46% do total do orçamento geral da União, estimado em R$ 2,8 trilhões, em 2015, destinam-se ao juros e amortizações da dívida, vale dizer, algo em torno de R$ 1,3 trilhão.

O Brasil virou paraíso dos banqueiros.

Eles estão protegidos em seus interesses pela própria Constituição.

Roberto Setubal, dono do Itau, condenou os golpistas. Os banqueiros poderiam ser os mais prejudicados no ambiente atual em que são os mais favorecidos. Enquanto as forças produtivas se afundam, eles, os credores do governo, favorecidos pelos juros altos, ganham como nunca, faturando sobre a miséria nacional. Crise política detonada por impeachment poderia se virar contra eles.
Roberto Setubal, dono do Itau, condenou os golpistas. Os banqueiros poderiam ser os mais prejudicados no ambiente atual em que são os mais favorecidos. Enquanto as forças produtivas se afundam, eles, os credores do governo, favorecidos pelos juros altos, ganham como nunca, faturando sobre a miséria nacional. Crise política detonada por impeachment poderia se virar contra eles.

O artigo 166, § 3º, II, b, do texto constitucional, proibe, em forma de cláusa pétrea, contigenciamento dos recursos orçamentários destinados aos serviços da dívida, enquanto todos os demais setores sociais têm seus recursos sistematicamente contingenciados.

Vale dizer, a prioridade número um, absoluta, da política econômica, é o pagamento de juros.

Tancredo Neves, avô do senador Aécio Neves, animador do golpe contra Dilma, revoltou-se contra isso.

Disse que, se presidente da República, jamais pagaria dívida com fome do povo.

Evidentemente, o Poder Legislativo, dominado pelos conservadores, diante desse artigo aberrante, desproporcional, prejudicial ao interesses público, cobrou dos banqueiros a fatura, em forma de toma lá, dá cá.

Os financiamentos privados de campanha eleitoral têm sido o preço pago pelos privilegiados por abocanharem a parte do leão no orçamento da União.

A Operação Lavajato, no fundo, é corolário final desse status quo constitucional que está na base do governo de coalisão ancorado na corrupção.

Ora, no ambiente de crise econômica, que acelera crise política, eventual processo de impeachment produz tempestade cujas consequências poderiam ser, certamente, aceleração de reforma política mediante convocação de Assembleia Nacional Constituinte.

Pintaria ambiente de radicalização política que poderia comprometer interesses vitais dos banqueiros, na República Bancocrática Jurista, que criaram para si, com o artigo 166, § 3º, II, b.

Para eles, não seria negócio mexer no status quo que os favorece, amplamente, graças à imensa desigualdade produzida pela agiotagem.

Os lucros dos bancos, na casa dos 30%, nesse primeiro semestre, quando a economia se encontra em recessão, são provas essenciais de que ganham mais no ambiente de crise econômica.

Eles estabeleceram o diagnóstico da inflação segundo o qual esta decorre do excesso de demanda que recomenda, para combatê-la, aumento de juros, para conter consumo.

O Brasil vai na contramão do mundo capitalista, que está trabalhando com juro zero ou negativo para combater a principal causa da crise capitalista global: a dívida governamental.

Está sendo cumprido o roteiro fixado pelos banqueiros por alguém, Joaquim Levy, colocado por eles para comandar o Ministério da Fazenda.

Mas, o resultado não tem sido o previsto pela bancocracia: os juros aumentam os custos que são repassados aos preços, ao mesmo tempo em que tornam a dívida impagável, constituindo-se em maior fonte do déficit público e fator de contenção das forças produtivas, na medida em que leva à inadimplência tanto os produtores como os consumidores.

O impeachment da presidenta Dilma, a favor do qual se empenha a direita radical, agora, engordada pelo ex-presidente FHC e toda a tucanada golpista e aliados fascistas, tenderia a ser o estopim a explodir os interesses gerais da burguesia financiera.

Criaria o caos.

Washington está mandando seus agentes a jogarem água fria na fervura.

Já, já embaixadora americana, Liliana Ayalde, porta voz de Tio Sam, vai falar contra essa insanidade, escuta só.

Uma resposta para “Embaixada americana pode a qualquer momento condenar golpe do impeachment. Banqueiros se assustam. America Latina se mobiliza contra.”

  1. Tanto aprontaram os insaciáveis, que acabaram se vendo na situação do lenhador serrando o próprio galho sobre o qual está sentado. E olha que a árvore é alta e o galho está em seus píncaros, ou seja do tombo esse “lenhador’ não escapa.

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