Agiotagem fiscal quebra RGS e PR radicaliza contra lucro bancário. Dívida agita Congresso

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NACIONALISMO PARANAENSE EM CENA. AGITAÇÃO POLÍTICA NO SENADO NO DIA EM QUE RENAN ACERTA POLITICAMENTE NOVO AJUSTE FISCAL COM O GOVERNO DILMA NO AMBIENTE DE DISCUSSÃO DO IMPEACHMENT PRESIDENCIAL EM AVALIAÇÃO NO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO E NO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. O Paraná resolveu agir contra agiotagem fiscal praticada pelos credores do governo. Quer renegociação da dívida pública e taxas de juros incidentes sobre ela, para abrir espaço ao desenvolvimento econômico sustentável, como passou a defender o tucano senador Álvaro Dias. Para não perder espaço para o PSDB, a petista senadora Gleisi Hoffman encaminhou em seguida projeto de lei que determina cobrança de imposto com alíquota de 23% sobre os lucros dos bancos, os que mais faturam, enquanto as forças produtivas se afogam na recessão. E o senador Roberto Requião, do PMDB, que, antes dos seus dois colegas, já reclama da agiotagem fiscal, como o problema central da economia, a ser superado, continua na ofensiva nacionalista de ataque ao projeto de lei de José Serra, senador tucano, que entrega, de bandeja, às multinacionais do petróleo o trilionário pré sal, cujas reservas são estimadas em 176 bilhões de barris, a maior do mundo. Os paranaenses forçam o senador Renan Calheiros a ser mais agressivo na negociação com o Governo Dilma para romper o ajuste fiscal a partir do ataque à questão central, o endividamento público. Essa força política do sul pode ou não arrastar os demais estados da Federação, que se encontram financeiramente liquidados? O caráter político que ganha o ajuste fiscal abre novas perspectivas na relação Legislativo e Executivo, criando nova correlação de forças entre os dois poderes.
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GAÚCHOS HUMILHADOS PELO PALÁCIO DO PLANALTO SE TORNAM ESCRAVOS DA AGIOTAGEM FISCAL QUE INVIABILIZA DESENVOLVIMENTO NACIONAL. O governador Sartori está sob humilhação total imposta pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que mandou suspender repasse de verbas federais ao Rio Grande do Sul como represália ao calote dado pelo titular do governo gaúcho ao tesouro nacional. Sartori saiu com as mãos abanando da Fazenda. Por que se submeteu à humilhação perante o representante dos banqueiros, no governo, sem esboçar uma enérgica reação política? Os gaúchos, orgulhosos da sua autonomia política, estão, no momento, desmoralizados, com as finanças estaduais em frangalho, sob o tacão do homem do Bradesco no governo Dilma.

Sucessão presidencial em

2018 coloca como plataforma

política principal entre

candidados o

 

Renan e Levy têm hoje encontro decisivo para traçar novo perfil para o ajuste fiscal, de caráter mais político do que econômico. Renan está sob pressão do Paraná para debater temas mais ousados, como o da dívida pública, principal foco do déficit público. Levy, representante dos banqueiros, no Governo, foge do tema como o diabo da cruz, para não incomodar seus patrões da banca, os responsáveis pela agiotagem fiscal que destruiu finanças do Rio Grande do Sul
Renan e Levy têm hoje encontro decisivo para traçar novo perfil para o ajuste fiscal, de caráter mais político do que econômico. Renan está sob pressão do Paraná para debater temas mais ousados, como o da dívida pública, principal foco do déficit público. Levy, representante dos banqueiros, no Governo, foge do tema como o diabo da cruz, para não incomodar seus patrões da banca, os responsáveis pela agiotagem fiscal que destruiu finanças do Rio Grande do Sul

A guerra política contra a agiotagem fiscal, maior fonte de deficit público nacional, desconsiderada no ajuste de araque Levy, agita, essa semana, as bancadas do Paraná e do Rio Grande do Sul, no Senado, podendo extrapolar para o resto da Federação afogada em dívidas e juros impagáveis.

O senador tucano Álvaro Dias(PSDB-PR), praticamente, tomou o discurso da esquerda, na terça feira, depois que o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros(PMDB-AL), listou 28 propostas econômicas, acertadas com a equipe do governo, para tentar conduzir, politicamente, o ajuste fiscal, no Legislativo.

O presidente do Congresso desarmou, com a proposta, o golpe do impeachment articulado pelo senador mineiro tucano Aécio Neves, mas está longe de ser solução para a crise econômica.

Puro esparadrapo em ferida em sangramento aberto, incapaz de resolver o problema central do déficit: a dívida pública nacional, que, próxima dos R$ 4 trilhões, exige o pagamento de juros e amortizações da ordem de R$ 1,3 trilhão, correspondente a 45,7% do total do Orçamento Geral da União(OGU), estimado para 2015.

Sangria desatada.

Não foi à toa, portanto, que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha(PMDB-RJ), considerou puro jogo de espuma a negociação Renan-Levy, sem a participação dele, no ambiente de regime bicameral.

Por que Álvaro Dias tomou o discurso da esquerda, do PT, nesse contexto de endividamento explosivo?

 

tema da dívida

pública que se transformou

no principal gargalho ao

desenvolvimento econômico

 

 

calotesSimples: é candidato à Presidência da República em 2018 e sabe que se não encarar a questão econômica central – o endividamento público impagável – não formulará proposta capaz de sensibilizar o eleitorado, prejudicado pela agiotagem fiscal desenfreada.

Dias pediu ao senador Renan mais ousadia, mais agressividade do Legislativo no enfrentamento da dívida, que cresce incontrolavelmente no tropel dos juros selic(14,25%), inviaiblizando qualquer projeto de desenvolvimento sustentável.

Trata-se de caminhar para ampla renegociação da dívida pública, tarefa que, de acordo com Dias, deve ser conduzida, politicamente, por Renan.

Incomodada e enciumada com a proposta ousada e surpreendente do Senador Dias, um tucano conservador de direita, de quem não se esperaria algo incômodo aos banqueiros, aos quais a tucanagem sempre se rende, sua colega Senadora Gleisi Hoffmam(PT-PR), na quarta, propôs projeto de lei que determina cobra de 23% sobre os lucros dos bancos.

A economia está no buraco, mas os lucros dos bancos, atuando em regime de oligopólio, não param de crescer.

Por que os petistas não tomaram providências nesse sentido, deixando o PSDB ultrapassá-los?

O fato é que o PT no poder se acomodou politicamente quanto à agiotagem bancária que inviabiliza o desenvolvimento nacional.

Não se vê, na tribuna, posições críticas dos líderes petistas contra o oligopólio da agiotagem que impõe ao Banco Central a sua ordem de manter os juros nas nuvens como arma de combate à inflação, sem que esta se reduza por conta de cada puxada violenta nas taxas.

 

sustentável, devido à agiotagem

praticada sobre ela pelos

banqueiros protegidos em

 

calotesA reação do Senado ao ajuste fiscal do ministro Joaquim Levy vai, portanto, entrando no caminho de posicionamento nacionalista, que, há tempos, é defendido por outro senador paraneanse, o nacionalista radical Roberto Requião, maior opositor da proposta do senador José Serra(PSDB-SP), de entregar, de bandeja, o pré sal às multinacionais do petróleo.

Ou seja, o Paraná vai se configurando no Estado, cuja representação, no Senado, passa a incomodar a bancocracia, protegida, constitucionalmente, pelo artigo 166, § 3º, II, b da Constituição, que proibe, como cláusula pétrea, contingenciamento dos recursos orçamentários destinados ao pagamento dos serviços da dívida.

Prioridade absoluta da política macroeconômica, não contestada pela liderança petista, tal artigo representa a escravidão jurista vigente na vida nacional, desde 1988, ano em que nasceu a Constituição da Nova República.

Enquanto os bancos são protegidos, com cláusula pétre constitucional, todos os demais setores da economia, que dizem respeito aos interesses fundamentais da sociedade(saúde, educação, transporte, segurança, infraestrutura, saneamento, justiça, agricultura, indústria etc, etc), são, sistematicamente, contingenciados, para fazer caixa a fim de satisfazer os interesses da banca.

Eis porque estados e municipios estão falidos e incapazes de liquidar seus papagaios, no ambiente do ajuste fiscal economicida baixado por Joaquim Levy, que destroi a arrecadação.

Consequentemente, pioram, ainda mais, as condições financeiras das unidades federativas.

 

seus interesses pela própria

Constituição, evidenciando

seu caráter impopular, contrário

ao interesse público

 

calotesDiante desse quadro, o governo do Rio Grande do Sul, por exemplo, decretou calote.

Suspendeu pagamento da dívida ao tesouro nacional, para priorizar os salários dos servidores em atraso.

O governador Sartori desembarcou em Brasília de chapeu na mão para pedir socorro.

Uma humilhação para os gaúchos, orgulhosos de sua autonomia federativa.

O ministro da Fazenda, diante do calote Sartori, suspendeu repasse de recursos federais ao Rio Grande do Sul.

Estrangulamento financeiro nos pampas pelo homem que defende, no governo, os interesses dos banqueiros.

Eis uma bomba atômica política que mexerá com toda a Federação no ambiente de renegociação política do ajuste fiscal que Renan iniciou essa semana com a presidenta Dilma para neutralizar a direita empenhada em levar adiante o impeachment dilmista.

Grandes negociações políticas à vista, porque governadores abriram o bico diante das condições draconianas estabelecidas pelo governo – monitorado pelos credores agiotas – de exigir deles correção de suas dívidas pelo juro selic ou pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano, compromtendo, anualmente, no mínimo 13% da receita corrente líquida.

A Federação chegou ao limite diante dessa agiotagem fiscal draconiana.