Honestino estaria com a Grécia. Parabéns Câmara Legislativa. Niemeyer feliz no céu

honestino guimaraes

kkkkkkkkkkk
Sai o ditador do AI-5,  inimigo da liberdade, entra o revolucionário, vitíma do AI -5, herói da liberdade

Democracia direta

contra os agiotas.

A grande mídia

internacional, serviçal

da bancocracia,

alardeia que se a Grécia

honestino 2Até que enfim a Câmara Legislativa dá uma dentro.

Decepção permanente aos olhos da população, por não estar, ao longo de sua existência, fazendo jus aos anseios populares, alinhando-se, quase sempre, aos interesses de uma elite que abastardou o projeto arquitetônico da Capital, violando-o em nome dos interesses econômicos e financeiros poderosos, eis que, de repente, os deputados distritais dão uma grande alegria.

Aprovaram mudança no nome da Ponte Costa e Silva, o ditador que editou o AI-5, violador da liberdade, que aprofundou o golpe militar de 1964, enforcando o regime democrático, para Ponte Honestino Guimarães, a maior vítima da ditadura, em Brasília, estudande da UnB, preso e desaparecido, herói da luta contra os ditadores, exemplo de resistência democrática no Brasil, ao lado de muitos outros.

Certamente, está feliz Oscar Niemeyer, arquiteto genial, que desenhou a ponte, dando-lhe toque sutil, ao longo do seu percurso, fazendo com que sua sustentação sobre as águas adquira algo de leveza extraordinária, evidenciando que o leve suporta o impossível pela força da própria beleza. 

Os brasilienses, idem. 

Deixa-se de percorrer uma sombra do passado, para atravessar o majestoso lago, a fim de deslizar-se, agora sim, sobre uma ponte para o futuro radioso.

Sensacional.

É bom perguntar: que estaria fazendo, hoje, Honestino, se vivo fosse?

votar no referendo

contra os bancos e

pela saída do euro a

miséria absoluta tomará

honestino 2Sem dúvida, empunhando a bandeira da Grécia, que se transforma, na resistência aos credores internacionais, que desejam colocar os gregos de joelhos, escravos do capital, na vanguarda de luta operária mundial.

Não tenham dúvidas.

A dívida dos governos se transformou no instrumento de extração  à forceps de renda da população para usufruto de agiotas e não mais de promoção do desenvolvimento por parte dos bancos que adquiriram a liberdade de ação sem regras em meio à financeirzação global capitalista especulativa.

Nesse novo contexto, a sobreacumulação capitalista deixou de se realizar na produção de bens e de serviços, para se fazer, tão somente, na agiotagem internacional sem limites.

Sua tarefa essencial é a de escravizar a humanidade.

Homogeneizou-se e universalizou-se as razões e motivações da luta dos trabalhadores em escala global.

A forma de exploração do capitalismo sobre os povos virou uma só: ela ganha corpo no avanço da dívida, instrumento de dominação internacional.

A cultura popular em todo o mundo sempre foi a de que a dívida é necessária para promover o desenvolvimento e deve ser sempre honrada.

Hoje, ela deixou de exercer esse papel, porque o processo de endividamento, na base da agiotagem e da exploração não implica contrapartida em desenvolvimento para que seja honrada com o consentimento cultural popular.

Inverteu-se o processo histórico.

conta dos gregos. Será?

Não ocorrerá justamente

o oposto, ou seja, a decisão 

honestino 2Se antes era uma desonra deixar de pagar a dívida, agora, pagá-la, sob as condições estabelecidas pelos credores, virou sacrifício desonroso, inaudito, injustiça flagrante, ignomínia.

É uma desonra não pagar os credores, dizia-se.

Mas, não se discute que a dívida e os credores se transformaram em algozes dos povos, na medida em que mudaram o caráter do processo de endividamento global.

Isso passou a ocorrer a partir do momento em que foram eliminadas regras prudenciais de ação dos agentes financeiros, ou seja, os bancos, quando se aprofundaram as crises de realização do capital no processo de sobreacumulação capitalista na esfera do capitalismo cêntrico, nos países imperialistas.

Na medida em que os banqueiros adquiriram, pela força poderosa e ditatorial do capital – que, segundo Marx, representa poder sobre coisas e pessoas – o poder de alavancar empréstimos sem limites em relação as suas reservas de capital, a situação mudou, quantitativa e qualitativamente.

Os banqueiros, credores dos governos, protegidos pelos bancos centrais, sobre os quais influem, adquiriram o poder de derivar dinheiro do próprio dinheiro, emitindo sem lastro.

Bancos comerciais e de investimentos ganharam um perfil idêntico, atuando na mesma direção, na engenharia de fabricação de dinheiro e derivativos do dinheiro.

Nessa escalada, tornou-se necessária supressão de controles de capital existentes nos países tomadores de empréstimos – a periferia capitalista subjugada -, por imposição dos próprios credores e das agências a seu serviço, como o Fundo Monetário Internacional, controlado, majoritariamente, pelo governo dos Estados Unidos.

soberana abriria

caminho alternativo

à salvação que a

submissão inviabiliza? 

honestino 2A supressão dos controles de entrada e saída de capital, ao lado da liberdade de circulação do próprio capital, livre de regras prudenciais, criaram, evidentemente, a ditadura do capital.

Materializou-se, a ferro e fogo, seu caráter eminentemente especulativo, promotor de bolhas cujo destino seria a implosão, como se verificou na bancarrota capitalista de 2007-2008.

Com ele, seguiu-se regras draconianas traduzidas em garantias ao risco contra perigos de calotes.

Os donos do dinheiro adquiriram a liberdade de ação e, ao mesmo tempo, estabeleceram restrição crescente de direitos aos tomadores dos empréstimos, condenados à ditadura do próprio dinheiro.

Juros sobre juros, legislações financeiras restritivas, fixação de garantias exorbitantes, corrupção, ilegalidades etc, como foram apuradas investigações nas auditorias de dívidas, realizadas em diversas partes do mundo, evidenciaram a chamada armadilha da dívida.

Os governos, alvos dos empréstimos, foram os principais alvos que hoje se encontram nessa armadilha.

A Grécia é apenas o exemplo mais aparente.

Os endividados presos na armadilha da dívida estão por todos os lados, submetidos ao mesmo receituário neoliberal, às austeridades fiscais e monetárias, cuja expressão são paralisia econômica, desemprego, privatizações, desmobilização de patrimônios nacionais, desindustrialização, empobrecimento coletivo, supressão de aposentadorias etc, etc, etc.

Qual a resistência contra essa nova escravidão?

Democracia participativa.

Os credores jogam

ou não com

a arma do medo?

honestino 2É nela que o governo Tsipras, do Sirysa grego, partido nascido no auge da crise, aposta todas as suas fichas.

Os governos ricos, poderosos, como o da Alemanha, teme que o referendo grego se transforme em arma popular contra os credores.

Por isso, as ameaças se multiplicam, inclusive e principalmente, com a ajuda da grande mídia internacional.

Porta voz do capital especulativo, ela faz terrorismo, espalha que é melhor cumprir as regras do que sair, como é o caso dos gregos, da zona do euro, para não morrerem.

Será?

A esperança dos sufocados pela dívida está na Grécia.

Honestino, ao lado dos gregos, estaria à frente dessa luta, sem dúvida.

Uma resposta para “Honestino estaria com a Grécia. Parabéns Câmara Legislativa. Niemeyer feliz no céu”

  1. Excelente artigo, complemento, dizendo que também as ideologias tornaram-se reféns da mesma armadilha. Estas, contidas no acróstico SOCOCA(SOcialismo, COmunismo,CApitalismo) lançado por Inairo Gomes, tornaram-se “farinha do mesmo saco”. Somente a retomada do caminho em direção à verdadeira democracia, será capaz de revificar os ideais da grande e não útópica revolução francesa e americana, cuja “fatura” não foi “paga” ao proletariado, também chamado de pequena burguesia que em holocausto deu sua vida para a derrubada do absolutismo monárquico, que ameaça retornar travestido de OLIGARQUIA, ou seja a uniãp da ex-grande grande burguesia, hoje transformada em grandes capitalistas aliados à nobreza deposta pelos ideais iluministas.

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