Parlamentarismo em cena abala Presidencialismo de coalisão

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Resta saber quem será o primeiro ministro: Senador Renan Calheiros ou Deputado Eduardo Cunha. A convocação dos empresários, por uma ação conjunta de Cunha e Renan, para o próximo dia 25, para debater a conjuntura nacional, representa um marco histórico na Nova República, inaugurada com Tancredo Neves, depois da vitória do Colégio Eleitoral, em 1984. O presidencialismo centralizador que usurpou o espírito parlamentarista da Constituição de 1988 está em baixa. A crise econômica está transferindo o poder para o parlamento. O presidente da Câmara toma atitudes de primeiro ministro e o presidente do Senado, para não ficar atrás, faz o mesmo. O ajuste fiscal do chicago boy Joaquim Levy já era. Nem o PT nem o PMDB engoliram ele. Vomitaram-no na aprovação do Orçamento Impositivo e continuarão vomitando-o nas próximas semanas, quando as medidas propostas pelo neoliberal de Chicago chegar ao Congresso. Aumento de impostos? Nem pensar. A iniciativa da governabilidade está com Cunha. Como verdadeiro primeiro ministro parlamentarista determinou convocação dos 39 ministros do governo Dilma para comparecerem ao Congresso, a fim de dar explicações sobre tudo. Quem ousará não comparecer para se desgastar totalmente? No mesmo compasso, Renan destacou que não deixará passar nenhuma providência que prejudique os trabalhadores. Pagar dívida com a fome do povo? Ficou mais difícil para os banqueiros continuarem abocanhando 42% do OGU de R$ 2,83 trilhões, como foi o de 2014. Agora, ambos vão consultar e interagir com a classe empresarial. Os representantes do povo e dos estados, Cunha, na Câmara, e Renan, no Senado, assumem protagonismo no campo econômico e do desenvolvimento. As forças produtivas dirigem-se ao novo poder parlamentarista de fato que se vai instalando, para encaminhar suas demandas. O que dirão os empresários aos congressistas sobre taxas de juros no Brasil, as mais altas do mundo, enquanto todos os demais países capitalistas jogam-nas no chão, ao mesmo tempo em que ampliam a oferta de dinheiro na circulação capitalista, para ativar as atividades produtivas, o emprego, a renda, o consumo, a arrecadação e os investimentos, de modo a fugir da austeridade a que o capitalismo produtivo foi levado pela loucura da financeirização econômica global especulativa suicida?A especulação desenfreada, sem regras, paralisou o sistema e os credores, os banqueiros recorreram, diante dos devedores, à austeridade neoliberal irracional, impondo arrocho aos governos. O que aconteceu? Os movimentos políticos de esquerda estão explodindo e tomando conta dos parlamentos onde a política determina a condução da economia. Olha o que está acontecendo na Grécia, com o Siriza. Tsipras, primeiro ministro, ancorado no voto popular, põe em cena o debate sobre a dívida e o peso dela sobre a governabilidade, exigindo renegociação, novos prazos de pagamento, taxas de juros, cancelamento de débitos, etc, tudo com apoio popular. O mesmo vai ocorrendo na Espanha, com o líder Pablo Iglésias, do Podemos, com 30% da preferência popular, para ganhar as eleições parlamentares em dezembro. Matteo, na Itália, idem. Irresistível momento de mudança tocado por discurso uniforme das lideranças em favor de auditorias de dívidas, renegociação de contratos bancários draconianos que paralisam as atividades produtivas, em nome da lucratividade bancária, fazendo explodir desemprego, recessão, instabilidade social etc. Renan e Cunha adiantam-se nesse processo ao chamar os representantes dos setores produtivos, trabalhadores e empresários. O que resta à presidência Dilma fazer para não ficar de rainha da Inglaterra? Claro, chamar Levy, agradecê-lo pelo trabalho prestado e despachá-lo antes que a impopularidade tome conta geral. “Não deu, Levy, desculpe, vai com Deus”. O parlamentarismo de fato em ascensão pode caminhar no rumo das decisões dos bancos centrais do mundo capitalista rico: expansão monetária e juro baixo, para ativar a produção. A grande burguesia financeira bancocrática que toma conta do parlamento no Brasil está perdendo o poder para a experiência parlamentarista que se ensaia desde já, sob pressão popular, nesse princípio de segundo mandato dilmista. Os petistas que estão perdendo a parada já se alinham às providências de Cunha e de Renan, para não ficarem para trás. Tchau Levy!

Dólar caro,

presente para

Dilma, se

acompanhar

JK

Não espere mais, presidenta Dilma Rousseff, é hora de gastar esse dinheiro das reservas, que está sendo valorizado. Alta do dólar, nesse momento, é um presente. Tio Sam jogou dinheiro desvalorizado na praça e, aqui, no Brasil, ele está valorizado. É ou não um presente dos céus. Quanto investidores estariam satisfeitos, nesse momento, de grande benesse. Por que ficar ouvindo essas aves agourentas. Dá para comprar as ações da Petrobras, construir os portos, aeroportos, duplicar as estradas, alavancar os metrôs. Dá uma de JK, presidente. Ia sair emprego pelo ladrão. A senhora seria endeusada. Aproveite o desemprego na Europa. Traga esse pessoal altamente especializado para contribuir com o desenvolvimento brasileiro. Isso seria mais do que suficiente para fazer o novo Brasil. Por que dar ouvidos para esses agourentos banqueiros, ladrões, lavadores de dinheiro, interessados na caveira do Brasil. Já pensou, presidenta, esse pré-sal produzindo 5 milhões de barris por dia. Podemos vender a 30 reais que é um maravilhoso negócio. Ganhar no volume.
Não espere mais, presidenta Dilma Rousseff, é hora de gastar esse dinheiro das reservas, que está sendo valorizado com a subida do dólar. Alta da moeda americana, nesse momento, é um presente dos céus. Tio Sam jogou dinheiro desvalorizado na praça e, aqui, no Brasil, ele está sobrevalorizado artificialmente. O mercado manipula a opinião pública por meio da grande mídia antinacionalista com o argumento de que Tio Sam vai puxar as taxas de juros. Mentira. O próprio Banco Central dos Estados Unidos está jogando água fria nessa argumentação. Como vai aumentar juros se é o maior devedor do mundo. Vai dar tiro no pé, esfriando as atividades produtivas que começaram a reagir, justamente, com a queda dos juros por lá, proporcionada pelo aumento da oferta de moda? O que se vê é o contrário. É Obama pedindo o Congresso autorização para aumentar os gastos públicos, que reduz juros etc.  O FED aumentou a oferta monetária e diminuiu os juros para fortalecer as forças produtivas. Os demais bancos centrais, Europa e Japão, fizeram o mesmo, buscando o mesmo objetivo, ou seja, fazer um pouco de inflação, para elevar a lucratividade empresarial, brigar por mercados etc. Por que iria o FED perder a guerra monetária que ele mesmo iniciou para sair da crise? A alta do dólar vai aumentar a inflação? Mas, os preços estão caindo no mundo inteiro onde a tendência é pela deflação. A teoria econômica de que a inflação é fenômeno monetário está desmoralizada. A inflação está baixíssima, mostrando que se o juro é baixo os preços não têm porque subir. Aqui, o BC de Tombini – mais perdido que cego em tiroteio – fica prisioneiro do mercado financeiro. Mas, a contradição trabalha a favor do Brasil no plano das reservas monetárias. Deus é brasileiro. Com o dólar perto de R$ 3, podendo até passar, as reservas cambiais brasileiras dão um salto. É hora de gastá-la com o desenvolvimento. Vai deixar o povo passando fome com a burra cheia no tesouro, presidenta Dilma, tocando programa de ajuste fiscal como manda o FMI por meio de Joaquim Levy? Veja o que JK disse em 1959 sobre o Plano Levy/FMI(“O FMI e a nova dependência brasileira”, Aldo Arantes, p. 95): ” Os quatro itens que consubstanciam as exigências do Fundo constituíam, sem qualquer dúvida, a súmula de um programa, tendo como objetivo a aniquilação do Brasil. Pretendia-se paralisar o País(…) Num beco sem saída estaria, sim, se houvesse se submetido às imposições do Fundo, pois teria que abrir mão do Programa de Metas, deixaria o povo passando fome, não construiria Brasil, nem realizaria a industrialização do País.” Já pensou, presidenta, JK, hoje, com uma reserva de 380 bilhões de dólares, valorizada pela subida da moeda americana, para permitir tocar o desenvolvimento, a infraestrutura! Essa valorização do dólar, como o Bendine, na Petrobras, deve perceber, claramente, dá para comprar todas as ações da estatal na bolsa, estatizando, totalmente, ela, como fizeram os iranianos durante a revolução nacionalista que completa 35 anos essa semana. Deixa o Serra falando para o vento, no Senado, defendendo o fim do regime de partilha, para agradar os concorrentes internacionais que querem abocanhar fatias da estatal, presidenta. Se V. Excia desse uma de JK, agora, ia sair emprego pelo ladrão. Não só teria dinheiro para comprar ações da Petrobras, mas, também, construir   portos, aeroportos, duplicar as estradas, alavancar os metrôs etc. Seria endeusada. Aproveite o desemprego na Europa. Traga esse pessoal altamente especializado para contribuir com o desenvolvimento brasileiro. Isso seria mais do que suficiente para fazer o novo Brasil. Por que dar ouvidos para esses agourentos banqueiros, ladrões, lavadores de dinheiro, interessados na caveira do Brasil? Já pensou, presidenta, esse pré-sal produzindo 5 milhões de barris por dia? Poderíamos vender o barril a 30 reais, maravilhoso negócio. Ganhar no volume etc.

 

Vai,

Marrom,

maravilhosa!

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