02 set
2014Marina, derivativo especulativo da astúcia colonialista internacional anti-nacionalista
Von Editorial em 02/09/2014

Os empresários do comércio, da agricultura, da indústria e dos serviços já estão caindo, rapidamente, na real quanto ao perigo que Marina representa para eles, se o grupo financeiro especulativo global que a apoia chegar ao poder. A política nacionalista petista-lulista-dilmista, que salvou o capitalismo produtivo nacional, na grande crise global, que agora entra numa nova fase recessiva, na Europa, sinalizando futuro ainda mais sombrio, entraria em colapso, caso os neoliberais financistas, que assessoram Marina da Silva, assumam o Palácio do Planalto. Seria um arrasa quarteirão, com adoção de política de austeridade fiscal, cujas consequências são claras: desemprego, arrocho salarial, queda de arrecadação, aumento de impostos, freio nos investimentos e entrada maciça de capital puramente especulativo, para elevar a dívida, desindustrializar a economia, sucatear o patrimônio público, cortes de gastos, tudo para fazer economia forçada, a fim de transferir mais renda aos especuladores e agiotas, que já levam 44% do orçamento geral da União em 2014. Claro, a inflação cairia, nesse ambiente de redução geral do nível de atividade, mas a sequência do processo se traduzirá em fuga de reservas, quando forem necessários desembolsos maciços para pagar importações que o câmbio flutuante, arma neoliberal, imporá. Sobrariam ainda menos recursos orçamentários para os setores sociais, educação, saúde, segurança, infraestrutura etc. Tentam os neoliberais fazer crer ao povo que eles têm capacidade de gestão. Sim, ninguém duvida disso, mas é uma competência para gerir os interesses deles. Nesse sentido, Dilma é incompetente, pois a gerência que imprime visa outra prioridade: a de jogar com programas sociais que exigem menos recursos para satisfazer os interesses neoliberais. O critério de competência é, pois, relativo, envolve luta de classes. A demanda interna sofreria um baque com a política neoliberal suicida, verdadeiro economicídio, cujos maiores prejudicados serão, ao lado dos trabalhadores, os próprios capitalistas nacionais, hoje, favorecidos pelo nacionalismo econômico com fortalecimento da vertente social como alavanca do econômico. Aécio Neves, que está traindo, vergonhosamente, seu avô, Tancredo Neves, nacionalista que atuou ao lado de Getúlio Vargas, em 1954, solicitando ao presidente morto que reagisse com as forças armadas ao golpe dos assaltantes anti-nacionalistas, ameaça renunciar, para acelerar a possível derrocada petista diante do tsunami dos marines de Marina Silva, que preparam o assalto aos cofres públicos. O velho colonialismo, usando Marina como Cavalo de Troia, está chegando com tudo, para sentar uma porretada violenta na cabeça das forças produtivas, fazendo-as sucumbir à nova onda depressiva global que pegou de jeito a Europa, ameaçada de novo mergulho na grande depressão, por ter caído na onde neoliberalizante. A democracia, com Marina e seus marines especuladores, estará, permanentemente, sob agressão, diante da instabilidade financeira que pode pintar por aí, com grande força destruidora.(CF)




A trágica morte do candidato presidencial do PSB, Eduardo Campos, abriu caminho para a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disputar pela segunda vez a Presidência da República, com possibilidades reais de sucesso.