Revolução de 30 orienta reeleição de Dilma

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Grande vitoriosa com o evento espetacular da Copa do Mundo, derrotando os pessimistas, proclamadores do caos e da incompetência nacional, Dilma Rousseff vai para cima da oposição com o discurso de Getúlio Vargas, defensor da maior participação popular, para formulação de políticas públicas, para acelerar democracia representativa, atolada na corrupção patrocinada pelas oligarquias financeiras antidemocráticas. Ao mesmo tempo, continuará  no ataque com as políticas sociais lulistas, para manter o desenvolvimento econômico, porque sem o consumidor apoiado pelo governo, interventor na distribuição da renda, para manter dinâmico o mercado interno, o desenvolvimento é mero discurso de retórica vazia. O jogo é remover do cangote do povo as oligarquias financeira vampirescas, que levam 42,04% do total do orçamento da União só em pagamento de juros e amortizações de dívidas, deixando nada para as políticas sociais. Essa inversão de prioridades faz com que os acionistas minoritários sejam os grandes beneficiários da riqueza do país, enquanto os acionistas majoritários, os donos originais da riqueza nacional, ou seja, o povo, fique, ainda, andando descalço. Mais participação popular, mais plebiscito, mais constituinte exclusiva, para que o povo eleja as prioridades essenciais na distribuição dos recursos orçamentários representa a opção nacionalista getulista-lulista-dilmiista que vai tomar conta da campanha eleitoral. O jogo é remover, a partir do próximo ano, do centro do poder nacional, os sanguessugas do orçamento, devolvendo à maioria da população a prerrogativa maior de materializar o que ainda hoje está apenas no discurso, ou seja, efetivar, na prática, a verdadeira, igualdade social, contida na Constituição Cidadã de 1988.

Não é à toa que as elites financeiras mobilizam, para valer, a grande mídia nacional, totalmente, rendida ao neoliberalismo, mesmo diante do fracasso da solução neoliberal, depois da crise de 2007-2008, para bater o bumbo contra a proposta getulista de Dilma Rousseff de criar o Programa Nacional de Participação Social(PNPS), no governo, para debater ações transformadoras, capazes de serem levadas ao Congresso para aperfeiçoar a democracia representativa, hoje, totalmente, abalada em sua credibilidade, devido ao seu envolvimento orgânico com a corrupção política. Getúlio, entre 1930 e 1940, em meio às grandes mudanças sociais e econômicas, que patrocinou, para construir o Brasil moderno, ancorado na filosofia nacionalista desenvolvimentista, anteviu a mobilização social, articulada pelo governo para promover as grandes mudanças capazes de construir as bases do Estado Nacional. O objetivo histórico central da Revolução de 1930, como se sabe, foi o de remover o arcaísmo político nacional, ancorado em oligarquias, cujas bases tinham por fim distanciar, ao máximo o povo do poder, por meio de estratagemas institucionais, que mantiveram de pé o espírito da escravidão monárquica no corpo carcomido da velha República, atravancando o progresso político nacional. Faltou povo na Proclamação da República e continuou faltando povo na Velha República oligárquica. Os tenentes, e Getúlio era tenentista, removeram a velha República e criaram o novo Estado, com cara de povo, eleição, participação das mulheres no processo político, democratização da informação, ampliação da cultura popular patati patatá caixa de fósforo etc. A Revolução de 1930 virou o Brasil de ponta cabeça. Enterrou o velho Brasil e fez renascer o novo Brasil, tendo, como ingrediente fundamental, a participação popular.

Nova Revolução de 1930 vai se tornando necessária para recompor o poder nacional nas mãos da maioria do povo e não entre uma meia dúzia de acionistas minoritários que comanda a grande mídia nacional a seu favor. Getúlio rompeu com as oligarquias agrárias. Dilma, seguindo Getúlio, e praticando o vebo lular, precisa remover a oligarquia financeira que não deixa o Brasil crescer.
Nova Revolução de 1930 vai se tornando necessária para recompor o poder nacional nas mãos da maioria do povo e não entre uma meia dúzia de acionistas minoritários que comanda a grande mídia nacional a seu favor. Getúlio rompeu com as oligarquias agrárias. Dilma, seguindo Getúlio, e praticando o vebo lular, precisa remover a oligarquia financeira que não deixa o Brasil crescer.

A história está aí nos livros, e os três volumes da sensacional Era Vargas, de José Augusto Ribeiro, relançado, recentemente, mas escondido, devidamente, pela grande mídia oligárquica, demonstram que o renascimento consciente do Brasil não foi ainda estudado, para valer, nas escolas. Não seria, talvez, por isso, que a educação brasileira esteja tão por baixo, por ver renegada, nas mãos do pensamento neoliberal, a verdade em seus verdadeiros termos? Ao largo do desconhecimento real da Revolução de 1930, atuaram os velhos oligarcas, para preservar o poder nacional em suas mãos, junto com os seus sócios estrangeiros, como aconteceu, desde o início da descoberta do País, para exercitarem a função de servir aos seus exploradores à custa do povo explorado. Ainda se vê, agora, comentaristas da Rede Globo, como Miriam Leitão, reclamar que Dilma Rousseff está dando prejuízo aos acionistas da Petrobras, porque resolveu favorecer, mais, o tesouro nacional, transferindo-lhe parte mais substancial dos resultados da empresa. Mas, minha gente, quem é o dono originário do petróleo nacional, os acionistas minoritários ou o povo? Essa mentalidade mantém a oligarquia temerosa de que possa voltar algum dia ao poder a mente consciente do nacionalismo getulista, para governar o Brasil para o dono das riquezas nacionais, que é o povo brasileiro e não os acionistas minoritários. Pois bem, meus caros, qual é, hoje, a oligarquia que mantém-se firme ai no poder nacional, controlando tudo e que requer seja removido o princípio da participação popular cada vez mais intensa no processo do desenvolvimento nacional? É claro que é a grande oligarquia financeira, agiota, preguiçosa, sanguessuga, vampiresca, que fica sugando as riquezas nacionais por meio de políticas macroeconômicas, cujas bases são as de priorizarem o crescimento do lucro dos acionistas minoritários do patrimônio nacional, enquanto os acionistas majoritários dançam. Olha o Orçamento Geral da União aí. Está, este ano, estimado em R$ 2,83 trilhões. Desse total, 44,02% vão para as oligarquias financeiras, meia dúzia de poderosos, menos de 10% da população, que insistem, agora, com seus candidatos à eleição de outubro, como Aécio Neves à frente, que o prioritário seja o de sustentar política macroeconômica que garanta o tripé superavit primário, metas inflacionárias e cambio flutuante, a bíblia do Consenso de Washington na Era FHC. Evidentemente, essa jogada macroeconômica manterá tudo como está para sustentar a riqueza crescente dos acionistas minoritários do Brasil, enquanto a massa, dono da maioria das ações, ficará chupando o dedo, levando, o restante dos 57,96% dos recursos orçamentários, para serem divididos para mais de 200 milhões de pessoas. As demandas sociais, por total falta de participação social no governo, de forma efetiva, para produzir e propor ao Congresso políticas públicas democráticas e participativas, são, por tudo isso, muito mal atendidas, e a falta de uma infraestrutura competente, para equilibrar oferta e demanda globais, capaz de gerar produção com equilíbrio inflacionário, como ocorre nos países ricos, não se realiza nunca. Como o Brasil será exportador de poupança, se 42,04% do total do orçamento geral da União são abocanhados por uma minoria, que traça as metas macroeconômicas, ditadas pela intervenção do mercado financeiro no ordenamento econômico-financeiro nacional? Quem falou que o mercado especulativo não é intervencionista? Ampliou-se desmesuradamente uma oligarquia financeira no Brasil, ao longo dos últimos 60 anos, tão perniciosa, como a oligarquia agrária monárquica, que prosseguiu com a República Velha, de 1889 a 1930. Novo Estado Nacional exige sua remoção para libertação popular.  Essa meta somente se cumprirá com o acionista originário da riqueza nacional, o dono das reservas e da riqueza do país, o povo, dando as cartas em meio a uma democracia representativa, porém, totalmente, oxigenada, pela maior e mais ampla participação popular. Quando das jornadas de junho/julho do ano passado, essas massas insatisfeitas foram às ruas reclamarem mais e melhor oferta de serviço público, faltou o discurso de lideranças progressistas que esse avanço político somente se daria por mais e maior participação social. A presidenta Dilma Rousseff defendeu Plebiscito para convocação de Assembleia Constituinte Exclusiva.

O petróleo nacional é o ponto de união entre Vargas, Lula e Dilma. E, agora, com o programa Nacional de Participação Popular, consolida-se a consciência nacional de que faz necessária remoção da oligarquia financeira que para que o dono dessa riqueza seja o acionista originário, o povo, e não o acionista minotário, o sanguessuga financeiro.
O petróleo nacional é o ponto de união entre Vargas, Lula e Dilma. E, agora, com o programa Nacional de Participação Popular, consolida-se a consciência nacional de que faz necessária remoção da oligarquia financeira que para que o dono dessa riqueza seja o acionista originário, o povo, e não o acionista minotário, o sanguessuga financeiro.

O objetivo foi o de oxigenar o Congresso, balançá-lo, de cima abaixo, para convocar essa ação político renovadora. Os falsos líderes congressistas, dominados pelo dinheiro da burguesia financeira, que compra a preço de banana os mandatos dos conservadores, para formar governo de coalizão e continuar mandando, sentaram em cima para proposta da titular do Planalto. Os representantes da pequena burguesia, no parlamento, porém, estão em sinuca de bico. Especialmente, o PMDB.  Se continuarem os peemedebistas rendendo-se aos ditames da grande burguesia financeira, para tentar formar maioria no Congresso, serão politicamente ultrapassados. Por que? Simples. Porque a grande burguesia perdeu o discurso. O que ela tem a oferecer é mais sacrifício, mais fome, mais miséria, mais exploração do capital sobre o trabalho, mais desigualdade social, para manter um orçamento financeiro da União que leve para o seu bolso a parte do Leão, mantendo a maioria na penúria. Como a grande burguesia financeira, que sempre conseguiu dominar os parlamentos, atraindo para si a pequena burguesia, a fim de isolá-la dos trabalhadores, vai continuar sustentando o seu poder na democracia representativa, se a sua palavra de ordem é proletarizar a classe média, essa pequena burguesia, que sempre conseguiu manipulá-la, usando a Rede Globo de Televisão e os grandes jornais conservadores, no diapasão do conservadorismo politicamente oligárquico? Para piorar a situação, o poder financeiro e econômico nacional está sob ataque das grandes potências internacionais, financeiramente, falidas, depois da bancarrota de 2007-2007. A remoção do poder incontrastável da oligarquia financeira brasileira vai se tornando necessária, para que o governo nacional progressista, junte-se, mais fortemente aos BRICs, cujos propósitos são semelhantes, ou seja, os de fugirem dos ataques monetários intermitentes patrocinados pelos bancos centrais dos Estados Unidos, da Europa e do Japão. Estes, apenas, encharcam a praça global de moeda desvalorizada, a fim de destruirem os parques industriais dos países emergentes, evitando venham a ser seus concorrentes. Essa manobra dos bancos centrais das potências em decadência tende a promover a relativa união dos emergentes rumo a um novo sistema monetário. Afinal, o dólar e o euro, abalados pela expansão monetária inflacionária que eles mesmos promovem, vão deixando de ser reservas monetárias internacionais confiáveis. Diante desse contexto, as oligarquias financeiras que atuam dentro dos emergentes,  aliadas aos seus sócios externos, as potências em crise, lutam desesperadamente, contra a possibilidade de vir a ganhar corpo políticas de maior participação social, que priorizem as riquezas nacionais para os maiores acionistas do desenvolvimento, que são o povo, e não para as minorias acionárias, que continuam naquela de defenderem para si a parte do Leão, tendo como defensores ferrenhos, na grande mídia conservadoras, articulistas tipo Miriam Leitão. A batalha eleitoral que irá se intensificar depois da Copa do Mundo, que eleva, a olhos vistos, a cacife de Dilma Rousseff, por ter vencido o espírito de vira lata dos pessimistas de que não haveria Copa, colocará no centro da luta política a participação popular para construir a nova democracia como única e potencial alternativa para remover a velha oligarquia financeira e reinaugurar o Brasil, como Getúlio inaugurou removendo a oligarquia fundiária.