Plano Real desindustrializou Brasil, ressuscitou inflação e exterminou consumidor brasileiro

 Há, nesses dias em que se desenrola a sensacional Copa do Mundo, cuja organização passou a ser elogiada pelos estrangeiros, depois de os adversários internos tentarem defenestrá-la, como se o brasileiro tivesse ficado doido, um esforço generalizado e infrutífero da grande mídia subordinada ao capital financeiro internacional, de endeusar o Plano Real, como se fosse tremenda obra prima, inacabada, que precisa ser retomada pela oposição, em vitória eleitoral em 2014. Mas, não dá para tapar o sol com a peneira, minha gente. A missão maior do Plano Real está à vista: desindustrializou o Brasil, ressuscitou a inflação e quase acabou com o consumidor. Em 1994, quando foi lançado, o PR jogou a inflação no chão, é verdade, criando uma nova moeda, dando fim à miríade de moedas escriturais que haviam emergido na  econnomia nacional, depois da crise monetária provocada pelos Estados Unidos nos anos 1980, para salvar o dólar do excesso de déficits produzido pela guerra fria, ideológica, voltada para acabar com o movimento socialista internacional. Mas, em 2002, a inflação já estava de volta, na casa dos 12,5% ao ano, o dobro dos 6% vigentes hoje, o desemprego saia pelo ladrão, no patamar perto de 15% - enquanto hoje vive-se o pleno emprego! - , a dívida pública pulara de 60 bilhões de dólares para 600 bilhões de dólares, a taxa de juros alcançara 45% ao ano(hoje está em 4%, desconta a inflação) e os investidores fugiam desesperadamente, promovendo overshotting - fuga de capitais, porque, afinal, quando a esmola é demais até o santo desconfia. Havia chegado ao fim, prematuramente(1994-2002), uma aventura tucana doida de sobrevalorizar excessivamente a moeda nacional, para sustentar a inflação no chão, importando tudo barato, com dinheiro tomado a juro de agiota, cujo resultado trágico foi o de destruir as forças produtivas, gerando dívida, desemprego, consumo baixo e inadimplência popular. Restou como alternativa para gerar renda capaz de pagar, insatisfatoriamente, os déficits em contas correntes do balanço de pagamentos, que alcançaram absurdos 180 bilhões de dólares, fomentar o setor agrícola exportador, garantindo juro negativo para plantar, sem poder industrializar internamente a produção agrícola, porque as indústrias foram sucateadas. Os tucanos armaram uma política agrícola que, realmente, bombou o agronegócio. Mas, como eles destruíram a indústria, a agregação de valor do produto agrícola nacional passou a se dar lá fora e não aqui dentro e hoje o que se vê, na especulação financeira internacional, é a desnacionalização das terras brasileiras, no rastro da desindustrialização tucana. O setor industrial foi massacrado. Para os industriais, os juros foram às nuvens, na casa dos 50% ao ano, para favorecer os concorrentes internacionais, criminosamente. Tornou-se impossível equilibrar oferta e demanda internas com econômica sustentável, porque foi destruído o parque produtivo, para dar vez ao parque produtivo concorrente internacional. Nenhuma nação do mundo, como dizia o empresário José Alencar Gomes da Silva, o famoso Zé Bolacha, que seria vice de Lula, jamais foi para frente sem indústria forte, para transformar, agregadamente, os produtos primários, de modo a obter inflação relativamente em equilíbrio. Já no final do século 19, início do 20, o grande empresário Matarazzzo, que chegou a construir, no Brasil, cerca de 350 indústrias, dizia que o País não precisava de ninguém, pois possuía tudo, para ser industrializado. Nos anos 1915, ele desbancou os Estados Unidos na produção de banha. Foi um Deus nos acuda em Washington. FHC e seus gênios econômicas, que, depois, seriam banqueiros de calças curtas, nos conselhos de administração dos maiorres bancos, pelos serviços prestados aos capitalistas especuladores, tiveram por missão desindustrializar o Brasil. Repetiram o que o Império de Pedro II haviam feito com o Barão de Mauá. Fizeram isso, acabando com a base industrial erguida pelos militares, nos anos 1970, cuja missão seria essa,  fornecer a produção interna de bens e serviços industriais, agregando valor à produção primária. Getúlio Vargas e os militares, que comungavam o nacionalismo econômico, representavam, para FHC e seus pupilos, o atraso a ser removido a qualquer custo, por ordem de Washington. O imperialismo americano armou os seus pupilos internamente para fazer o serviço sujo. O que fizeram os americanos? Diante do elevado déficit que abalava o dólar, depois do descolamento do dólar do outro, no governo Nixon, em 1971, deixando a moeda flutuar, para segurar para si as reservas de ouro, o Banco Central dos Estados Unidos, comandado por Paul Volcker, em 1979, puxou, de 5% para 20%, a taxa de juro americana, em nome do combate à inflação. Simplesmente, destruiu as bases industriais que estavam sendo erguidas na periferia capitalista com o dinheiro dos bancos internacionais, maioria, americano. O crédito foi cortado e a economia afundou, especialmente, a brasileira. A possibilidade de que as indústrias estatais do aço, das telecomunicações, de energia, de minérios, completassem o serviço da industrialização, para construir o sonho armado desde a Era Vargas,  foi para os ares. Sem crédito, foram sucateadas por orientação do Consenso de Washington, que, no Brasil, colocou, a seu serviço, os tucanos entreguistas, comandados por um falso marxista, o sociólogo FHC. Logo em seguida, os pupilos de Washington armaram a jogada entreguista do patrimônio nacional. Criaram, no rastro da moeda URV - unificação das moedas escriturais, as quase moedas que estavam sendo manipuladas pelos banqueiros, ganhando rios de dinheiro na inflação alta, detonada pela suspensão do crédito internacional - uma estrutura macroeconômica sustentada em proposta de baixo crescimento econômico, para sobrar sempre mais recursos orçamentários voltados à quitação dos juros e pagamento de amortizações. Montou-se a armadilha do tripé macroeconômico, metas inflacionárias, câmbio flutuante e elevados superavits primários. Tudo manietado pelo discurso armado em Washington de que seria sempre fundamental fazer economia forçada, superavit primário - receitas menos despesas, excluindo juros - capaz de produzir relação dívida-PIB baixa, indispensável para sustentar inflação sob controle e taxa de juro de equilíbrio, que nunca aconteceu. Por que? Porque sendo o modelo dominado por poupança externa, que se tornou cada vez mais necessária, a partir da desindustrialização executada pela sobrevalorização cambial programada matematicamente no laboratório dos neoliberais, predominou a lógica da dependência econômica estrutural do capitalismo periférico de ser prisioneiro da crônica insuficiência relativa de demanda global. No século 19, Marx já cantara essa pedra. Os empréstimos externos tiveram que ser sempre renovados a taxas de juros cada vez mais altas, as empresas nacionais, com lucratividade baixa e sucateadas pelo câmbio sobrevalorizado, jamais produziram competitivamente, tornando-se, portanto, eternamente, prisioneiras da armadilha cambial, cujos resultados eram excedentes exportáveis, estoques impossíveis de serem consumidos internamente por falta de renda. O modelo montado por FHC, sem dispor de capacidade geradora de emprego e renda para as massas, a partir do desenvolvimento de forças produtivas internas, virou comida de onça de banqueiros especuladores, até que, no final de 2002, tudo iria aos ares, com fugas de capitais, deixando para os petistas um buraco financeiro monumental, coberto pelo socorro dado pelo FMI. Inicialmente, nem o FMI acreditou na mágica do real, mas, depois, teve que ajudá-lo a se manter em pé, para segurar as aparências de um capitalismo periférico que ameaçava despedaçar-se por falta de renda, consumo e produção sustentáveis, no ambiente do câmbio sobrevalorizado desindustrializante.   O aumento violento da dívida, somado aos juros altos, desindustrializou o país, algo que os concorrentes internacionais aplaudiram. Industrializar o país era discurso nacionalista inaceitável para Washington. A Casa Branca tinha por fim acabar com as forças produtivas, que, nos anos de 1970, com os militares, iriam proporcionar à economia brasileira um caminho semelhante ao que trilharia a China, nos anos 1980, fazendo concorrência com a indústria americana e europeia. Uma outra China, na América do Sul? Jamais. Não interessava, de jeito nenhum, aos americanos e aos europeus.     O capitalismo americano e europeu,  porém, na altura dos anos de 2005, em diante, já estava condenado pela financeirização econômica global, que destruiria o mercado consumidor, quando a bancarrota financeira em 2007-2008 foi aos ares. A renda disponível para o consumo, nos países capitalistas ricos, estava sendo dada pela pura especulação que viraria fumaça. O keynesianismo especulativo gerador de renda a partir da dívida pública geradora de papeis especulativos e derivativos que estava puxando a demanda global, detonando derivativos tóxicos para todos os lados, chegara ao fim, com o estouro do Lheman Brotheres. Lula, nesse momento, presidente do Brasil, depois de segurar, dolorosamente, as pontas dos estragos produzidos pelo Plano Real, expressos na destruição das forças produtivas, iria apostar nas forças que FHC e seus pupilos de Washington desdenharam: o mercado interno e os consumidores. Os neoliberais, diante da orgia financeira neoliberal, sob desregulamentação suicida total patrocinada pelo Banco Central dos Estados Unidos, monitorado pelos seus verdadeiros patrões, a turma de Wall Street, tentaram levar Lula e o PT para o neoliberalismo suicida. Não conseguiram. Foi a salvação do Brasil a aposta lulista-petista, de jogar as fichas no mercado consumidor interno e na valorização dos salários dos trabalhadores. Não fosse isso, o Plano Real existira, hoje, como uma grande maldição no imaginário popular. Não combateu a inflação. Fê-lo, apenas, aparentemente, e acabou com a industrialização, sendo salvo, relativamente, na atual quadra histórica, pela estratégia nacionalista que está sendo seguida por Dilma Rousseff, na sequência do nacionalismo lulista-petista.  O acirrado combate que se desenrola em plena campanha eleitoral pela oposição contra o governo Dilma tem endereço certo: tentar reverter a política nacionalista, ancorada no fomento ao consumo e na valorização do salário mínimo.  Sabem os entreguistas que a perseverança nessa política leva à industrialização, ao avanço competitivo do Brasil no mundo e sua transformação histórica de tomador de poupança externa em emprestador de poupança externa. Querem destruir o Brasil a qualquer custo.   FHC e os entreguistas doidivanas, como Gustavo Franco queriam o transplante do parque industrial brasileiro para a Bolívia, mediante sobrevalorização irracional da moeda nacional. O jogo político em cena, no momento histórico nacional, é esse: de um lado, os nacionalistas, com Dilma-Lula e a aliança PT-PMDB, para lutar pela industrialização nacional, tendo como armas a valorização do poder de compra dos salários e a força do mercado interno nacional, alvo da cobiça internacional, sob capitalismo financeiro em crise; de outro, a turma de FHC, que, agora, está do lado de Aécio Neves, o neoentreguista nacional, para reverter o quadro de conquistas sociais alcançado pelos petistas, nos últimos dez anos. Destruir Dilma, portanto, é a palavra de Washington, a qualquer custo. O resto é conversa fiada para boi dormir.

Há, nesses dias em que se desenrola a sensacional Copa do Mundo, cuja organização passou a ser elogiada pelos estrangeiros, depois de os adversários internos tentarem defenestrá-la, como se o brasileiro tivesse ficado doido, um esforço generalizado e infrutífero da grande mídia subordinada ao capital financeiro internacional, de endeusar o Plano Real, como se fosse tremenda obra prima, inacabada, que precisa ser retomada pela oposição, em vitória eleitoral em 2014. Mas, não dá para tapar o sol com a peneira, minha gente. A missão maior do Plano Real está à vista: desindustrializou o Brasil, ressuscitou a inflação e quase acabou com o consumidor. Em 1994, quando foi lançado, o PR jogou a inflação no chão, é verdade, criando uma nova moeda, dando fim à miríade de moedas escriturais que haviam emergido na econnomia nacional, depois da crise monetária provocada pelos Estados Unidos nos anos 1980, para salvar o dólar do excesso de déficits produzido pela guerra fria, ideológica, voltada para acabar com o movimento socialista internacional. Mas, em 2002, a inflação já estava de volta, na casa dos 12,5% ao ano, o dobro dos 6% vigentes hoje, o desemprego saia pelo ladrão, no patamar perto de 15% – enquanto hoje vive-se o pleno emprego! – , a dívida pública pulara de 60 bilhões de dólares para 600 bilhões de dólares, a taxa de juros alcançara 45% ao ano(hoje está em 4%, desconta a inflação) e os investidores fugiam desesperadamente, promovendo overshotting – fuga de capitais, porque, afinal, quando a esmola é demais até o santo desconfia. Havia chegado ao fim, prematuramente(1994-2002), uma aventura tucana doida de sobrevalorizar excessivamente a moeda nacional, para sustentar a inflação no chão, importando tudo barato, com dinheiro tomado a juro de agiota, cujo resultado trágico foi o de destruir as forças produtivas, gerando dívida, desemprego, consumo baixo e inadimplência popular. Restou como alternativa para gerar renda capaz de pagar, insatisfatoriamente, os déficits em contas correntes do balanço de pagamentos, que alcançaram absurdos 180 bilhões de dólares, fomentar o setor agrícola exportador, garantindo juro negativo para plantar, sem poder industrializar internamente a produção agrícola, porque as indústrias foram sucateadas. Os tucanos armaram uma política agrícola que, realmente, bombou o agronegócio. Mas, como eles destruíram a indústria, a agregação de valor do produto agrícola nacional passou a se dar lá fora e não aqui dentro e hoje o que se vê, na especulação financeira internacional, é a desnacionalização das terras brasileiras, no rastro da desindustrialização tucana. O setor industrial foi massacrado. Para os industriais, os juros foram às nuvens, na casa dos 50% ao ano, para favorecer os concorrentes internacionais, criminosamente. Tornou-se impossível equilibrar oferta e demanda internas com econômica sustentável, porque foi destruído o parque produtivo, para dar vez ao parque produtivo concorrente internacional. Nenhuma nação do mundo, como dizia o empresário José Alencar Gomes da Silva, o famoso Zé Bolacha, que seria vice de Lula, jamais foi para frente sem indústria forte, para transformar, agregadamente, os produtos primários, de modo a obter inflação relativamente em equilíbrio. Já no final do século 19, início do 20, o grande empresário Matarazzzo, que chegou a construir, no Brasil, cerca de 350 indústrias, dizia que o País não precisava de ninguém, pois possuía tudo, para ser industrializado. Nos anos 1915, ele desbancou os Estados Unidos na produção de banha. Foi um Deus nos acuda em Washington. FHC e seus gênios econômicas, que, depois, seriam banqueiros de calças curtas, nos conselhos de administração dos maiorres bancos, pelos serviços prestados aos capitalistas especuladores, tiveram por missão desindustrializar o Brasil. Repetiram o que o Império de Pedro II haviam feito com o Barão de Mauá. Fizeram isso, acabando com a base industrial erguida pelos militares, nos anos 1970, cuja missão seria essa, fornecer a produção interna de bens e serviços industriais, agregando valor à produção primária. Getúlio Vargas e os militares, que comungavam o nacionalismo econômico, representavam, para FHC e seus pupilos, o atraso a ser removido a qualquer custo, por ordem de Washington. O imperialismo americano armou os seus pupilos internamente para fazer o serviço sujo. O que fizeram os americanos? Diante do elevado déficit que abalava o dólar, depois do descolamento do dólar do outro, no governo Nixon, em 1971, deixando a moeda flutuar, para segurar para si as reservas de ouro, o Banco Central dos Estados Unidos, comandado por Paul Volcker, em 1979, puxou, de 5% para 20%, a taxa de juro americana, em nome do combate à inflação. Simplesmente, destruiu as bases industriais que estavam sendo erguidas na periferia capitalista com o dinheiro dos bancos internacionais, maioria, americano. O crédito foi cortado e a economia afundou, especialmente, a brasileira. A possibilidade de que as indústrias estatais do aço, das telecomunicações, de energia, de minérios, completassem o serviço da industrialização, para construir o sonho armado desde a Era Vargas, foi para os ares. Sem crédito, foram sucateadas por orientação do Consenso de Washington, que, no Brasil, colocou, a seu serviço, os tucanos entreguistas, comandados por um falso marxista, o sociólogo FHC. Logo em seguida, os pupilos de Washington armaram a jogada entreguista do patrimônio nacional. Criaram, no rastro da moeda URV – unificação das moedas escriturais, as quase moedas que estavam sendo manipuladas pelos banqueiros, ganhando rios de dinheiro na inflação alta, detonada pela suspensão do crédito internacional – uma estrutura macroeconômica sustentada em proposta de baixo crescimento econômico, para sobrar sempre mais recursos orçamentários voltados à quitação dos juros e pagamento de amortizações. Montou-se a armadilha do tripé macroeconômico, metas inflacionárias, câmbio flutuante e elevados superavits primários. Tudo manietado pelo discurso armado em Washington de que seria sempre fundamental fazer economia forçada, superavit primário – receitas menos despesas, excluindo juros – capaz de produzir relação dívida-PIB baixa, indispensável para sustentar inflação sob controle e taxa de juro de equilíbrio, que nunca aconteceu. Por que? Porque sendo o modelo dominado por poupança externa, que se tornou cada vez mais necessária, a partir da desindustrialização executada pela sobrevalorização cambial programada matematicamente no laboratório dos neoliberais, predominou a lógica da dependência econômica estrutural do capitalismo periférico de ser prisioneiro da crônica insuficiência relativa de demanda global. No século 19, Marx já cantara essa pedra. Os empréstimos externos tiveram que ser sempre renovados a taxas de juros cada vez mais altas, as empresas nacionais, com lucratividade baixa e sucateadas pelo câmbio sobrevalorizado, jamais produziram competitivamente, tornando-se, portanto, eternamente, prisioneiras da armadilha cambial, cujos resultados eram excedentes exportáveis, estoques impossíveis de serem consumidos internamente por falta de renda. O modelo montado por FHC, sem dispor de capacidade geradora de emprego e renda para as massas, a partir do desenvolvimento de forças produtivas internas, virou comida de onça de banqueiros especuladores, até que, no final de 2002, tudo iria aos ares, com fugas de capitais, deixando para os petistas um buraco financeiro monumental, coberto pelo socorro dado pelo FMI. Inicialmente, nem o FMI acreditou na mágica do real, mas, depois, teve que ajudá-lo a se manter em pé, para segurar as aparências de um capitalismo periférico que ameaçava despedaçar-se por falta de renda, consumo e produção sustentáveis, no ambiente do câmbio sobrevalorizado desindustrializante. O aumento violento da dívida, somado aos juros altos, desindustrializou o país, algo que os concorrentes internacionais aplaudiram. Industrializar o país era discurso nacionalista inaceitável para Washington. A Casa Branca tinha por fim acabar com as forças produtivas, que, nos anos de 1970, com os militares, iriam proporcionar à economia brasileira um caminho semelhante ao que trilharia a China, nos anos 1980, fazendo concorrência com a indústria americana e europeia. Uma outra China, na América do Sul? Jamais. Não interessava, de jeito nenhum, aos americanos e aos europeus. O capitalismo americano e europeu, porém, na altura dos anos de 2005, em diante, já estava condenado pela financeirização econômica global, que destruiria o mercado consumidor, quando a bancarrota financeira em 2007-2008 foi aos ares. A renda disponível para o consumo, nos países capitalistas ricos, estava sendo dada pela pura especulação que viraria fumaça. O keynesianismo especulativo gerador de renda a partir da dívida pública geradora de papeis especulativos e derivativos que estava puxando a demanda global, detonando derivativos tóxicos para todos os lados, chegara ao fim, com o estouro do Lheman Brotheres. Lula, nesse momento, presidente do Brasil, depois de segurar, dolorosamente, as pontas dos estragos produzidos pelo Plano Real, expressos na destruição das forças produtivas, iria apostar nas forças que FHC e seus pupilos de Washington desdenharam: o mercado interno e os consumidores. Os neoliberais, diante da orgia financeira neoliberal, sob desregulamentação suicida total patrocinada pelo Banco Central dos Estados Unidos, monitorado pelos seus verdadeiros patrões, a turma de Wall Street, tentaram levar Lula e o PT para o neoliberalismo suicida. Não conseguiram. Foi a salvação do Brasil a aposta lulista-petista, de jogar as fichas no mercado consumidor interno e na valorização dos salários dos trabalhadores. Não fosse isso, o Plano Real existira, hoje, como uma grande maldição no imaginário popular. Não combateu a inflação. Fê-lo, apenas, aparentemente, e acabou com a industrialização, sendo salvo, relativamente, na atual quadra histórica, pela estratégia nacionalista que está sendo seguida por Dilma Rousseff, na sequência do nacionalismo lulista-petista. O acirrado combate que se desenrola em plena campanha eleitoral pela oposição contra o governo Dilma tem endereço certo: tentar reverter a política nacionalista, ancorada no fomento ao consumo e na valorização do salário mínimo. Sabem os entreguistas que a perseverança nessa política leva à industrialização, ao avanço competitivo do Brasil no mundo e sua transformação histórica de tomador de poupança externa em emprestador de poupança externa. Querem destruir o Brasil a qualquer custo. FHC e os entreguistas doidivanas, como Gustavo Franco queriam o transplante do parque industrial brasileiro para a Bolívia, mediante sobrevalorização irracional da moeda nacional. O jogo político em cena, no momento histórico nacional, é esse: de um lado, os nacionalistas, com Dilma-Lula e a aliança PT-PMDB, para lutar pela industrialização nacional, tendo como armas a valorização do poder de compra dos salários e a força do mercado interno nacional, alvo da cobiça internacional, sob capitalismo financeiro em crise; de outro, a turma de FHC, que, agora, está do lado de Aécio Neves, o neoentreguista nacional, para reverter o quadro de conquistas sociais alcançado pelos petistas, nos últimos dez anos. Destruir Dilma, portanto, é a palavra de Washington, a qualquer custo. O resto é conversa fiada para boi dormir.

 

Genial

Haroldo Barbosa
Haroldo Barbosa

Haroldo Barbosa

e Janet de Almeida,

com esse grande samba,

“Prá que discutir com madame”,

já antevia que a turma

de FHC, nos anos

de 1994-2002, estava

fazendo mixê com

a turma de Wall Street

 

2 respostas para “Plano Real desindustrializou Brasil, ressuscitou inflação e exterminou consumidor brasileiro”

  1. césar, matéria boa e que dá oportunidade para muitas discussões. um abraço. ubiramar

  2. Gostei do ponto de vista ,mas faltou imparcialidade no final.O PT esta descaradamente sendo exaltado.

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